Assistimos A Toca, a primeira série original do Netflix para o Brasil

Depois do sucesso de suas produções originais House of Cards, Arrested Development e Orange is the New Black, o Netflix resolveu investir em mais uma série original, desta vez saindo do eixo norte-americano e estreando uma produção brasileira.
A Toca é de autoria de Felipe Neto e tem como inspiração a americana The Office. A série de apenas três episódios (e com orçamento baixíssimo) segue o formato de um falso documentário mostrando o dia a dia dos funcionários da produtora Parafernalha, misturando ficção e realidade.
Com o sucesso dos vídeos trazendo pequenas esquetes de humor na internet – como o ótimo Porta dos Fundos – Felipe Neto resolveu apostar na criação de uma série focada no cotidiano com inserção destas pequenas tiradas de humor. O grande problema de A Toca é apresentar um roteiro fraco e diálogos rasos, que deixa muitas vezes nítida a vontade de criticar ou expor um problema mas que se perde em como fazê-lo. O uso do humor negro e politicamente incorreto também é uma aposta do seriado, coisa que Felipe Neto sabe fazer com toda rebeldia em seu canal no Youtube. Em a Toca, não tem funcionado muito bem, surgindo como “mais do mesmo”.
Mesmo com orçamento limitado, é possível fazer boas produções, como se vê em inúmeros canais pelo próprio Youtube. Depois de inserir no mercado americano e no resto do mundo séries tão bem produzidas e capazes de receber até indicações ao Emmy, esperava-se muito mais de uma produção do Netflix, mesmo que nacional.

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