Entrevista: Conversamos com o DJ Tommy Love, que falou sobre sua carreira, parcerias e seu EP “Attack”

Tommy Love não para de fazer sucesso desde quando tornou-se DJ. Ele já trabalhou com divas da e-music e do pop nacional – como Lorena Simpson, Nicky Valentine e mais recentemente Twiggy Vilela – e da música internacional – como no remix oficial de Where Have You Been, da Rihanna. Tommy já rodou o Brasil com seu som empolgante e seus remixes também já passaram pelas baladas do exterior. Há pouco mais de um mês, seu primeiro EP chegou ao iTunes com músicas que definem a batida e a emoção que ele leva as pistas.
O Café de Ideias bateu um papo com o DJ Tommy Love, e nessa entrevista exclusiva, ele conta um pouco sobre o início da carreira, o processo de criação das suas músicas e como é tocar nas baladas do Brasil e do exterior. Ele ainda falou sobre as parcerias, as inspirações, sobre seu EP de inéditas, além das surpresas para sua apresentação na festa Download que acontece neste sábado (5) no Espaço Cultural em Caruaru (PE), pela Boate Villa Neon.
Confira:

Você é um dos principais e mais reconhecidos DJ’s do Brasil e seu nome já é uma marca. De onde surgiu o nome “Tommy Love” e quando veio a ideia de se tornar DJ?
Na verdade eu tive uma infância muito musical, com meu pai radialista e meus finais de semana com ele no trabalho, no meio de um monte de discos. Eu ouvia tudo de música eletrônica nos anos 90. Me tornar DJ foi algo natural, acho que tinha que acontecer. Quando comecei a tocar, utilizava meu próprio nome como DJ (e não era Tommy Love).

Na hora de produzir suas faixas, tudo é fruto da inspiração – surgiu a ideia, você vai lá e produz – ou há algum critério específico? Há um sentimento de obrigação na hora de produzir, quanto a aceitação do público?
Acontecem as duas coisas. Às vezes estou andando na rua, ou dirigindo, e do nada vem uma ideia. Aí eu vou lá e começo a desenvolver, e essa ideia pode se tornar outra, ou pode simplesmente não dar certo. No começo eu acho que tentava seguir algum padrão, me preocupava em fazer com que as produções tivessem alguma marca minha. Algo que as pessoas pudessem ouvir e dizer “isso é do Tommy”. Mas com o passar dos anos acho que isso se tornou um processo natural. Claro que sempre buscamos agradar o público. Mas não vejo sentimento de obrigação, não. Tudo tem que ser feito com carinho, comprometimento, mas você tem que se sentir à vontade nesse processo todo.
Quais são suas maiores influências musicais na hora de produzir seus remixes?
Nosso saudoso Peter Rauhofer, com toda certeza, além de seu trabalho na época do Club 69, com certeza me influenciam muito. Gosto do padrão de qualidade que têm as coisas do Ralphi Rosario, da musicalidade do Axwell, das percussões de Chus & Ceballos.
Como um fã seu, percebo que você adora a house music. Há alguma vertente da e-music que você também arrisca levar as pistas?
Realmente, sou apaixonado por House Music! Existem muitos subgrupos na House, tem pra todos os gostos. Mas também curto muito a musicalidade do Trance. E me refiro àquele Trance com teclados poderosos, melodias elaboradas. Busco muita referência nisso em várias produções. Acho que não basta apenas contar com um vocal bonito, mas o acompanhamento em torno desse vocal tem que estar à altura. E esses elementos o Trance desenvolve com maestria.
Você produziu featurings de sucesso nas baladas, projetando também a carreira de divas da e-music nacional como Paula Bencini, Natalia Damini e mais recentemente a Twiggy Vilela. Como foi trabalhar com as meninas e ver seus hits explodindo nas pistas?
Olha, eu posso dizer com alegria que já trabalhei com todas as nossas cantoras, algumas desde o começo como Twiggy Vilela, Lorena Simpson e Nicky Valentine. Ver o desenvolvimento delas, o amadurecimento e o sucesso que fazem hoje me dá muito orgulho. Ver que temos também tantos talentos é bastante animador. E produzir com as meninas sempre é sinônimo de muitas risadas!

As mulheres tem dominado os vocais da e-music e tem agradado os baladeiros de plantão. Acha que há uma preferência pelas mulheres para cantar esse estilo de música?
Na verdade eu não vejo dessa maneira. Um dos maiores hits do ano (Don’t You Worry Child, do Swedish House Mafia) tem vocal masculino. Podemos citar “Wake Me Up”, do Avicii, que atualmente é uma das mais pedidas, e também com vocal masculino. Acho que hoje há espaço pra todos, a galera aceita vocais masculinos e femininos, desde, claro, que sejam bons! (risos)

No final de agosto o Café de Ideias noticiou o lançamento do seu primeiro EP intitulado “Attack”, disponível no iTunes. A faixa Buddha foi muito bem aceita, com mais de 15 mil reproduções em sua conta no Soundcloud. Em que ideia se baseia a criação das faixas do Attack?
A proposta era trazer algo que no Brasil não soasse tão comercial, mas que nas pistas internacionais tivesse uma boa aceitação do público. Adotamos uma linha de produção moderna, com elementos da chamada EDM, que está em alta agora. Mas várias características antigas das minhas produções ainda podem ser percebidas neste EP.
Como todo bom DJ, você já tocou por todo o Brasil e também fez apresentações internacionais. Como é tocar para o público brasileiro e para os estrangeiros? Tem essa de público diferente ou isso não importa, o que vale é a música ser boa e o DJ saber o que faz?
O Brasil é um país tão grande, tão extenso, que chega a ser difícil classificar seu público em poucas características. Há elementos muito distintos dentro do mesmo país. O público de Fortaleza é bem diferente do público goiano por exemplo, as pessoas no sul são diferentes do que as pessoas no Rio de Janeiro. Há muita diferença cultural, o que faz com que uma viagem pra tocar pelo Brasil possa se assemelhar a uma viagem internacional, porque você sabe que vai encontrar algo bem diferente. Mas mesmo o público sendo diferente, de fato isso pouco importa, porque no final das contas, você é um DJ, tocando músicas, e esses “públicos diferentes” estão ali pra te ouvir e dançar. Fora do Brasil a coisa muda um pouco. O DJ mais experiente sabe o que fazer quando a pista dá uma desanimada. Mas o que funciona nesses casos no Brasil, nem sempre funciona lá fora. No México, por exemplo, hits de divas como Rihanna e Britney Spears não levantam a pista como no Brasil.
Neste sábado, 5 de outubro, você vem a Pernambuco tocar na Download, na Boate Villa Neon em Caruaru. O público Pernambucano pode esperar por alguma surpresa no setlist?
Com certeza, sempre pode! Eu gosto sempre de editar, mexer nas minhas produções, pegar o vocal de uma e colocar junto com a base de outra, geralmente gosto de fazer isso ao vivo também! Pra Download, preparei uma abertura especial pra minha apresentação!
Deixa um recado pra nós fãs e também pra quem tá te conhecendo agora, e aproveito pra agradecer pela simpatia e por ter topado em conceder essa entrevista pro Café de Ideias =)
Eu é quem agradeço, foi um prazer enorme estar aqui, até porque o Café de Ideias sempre apoiou meu trabalho e me tratou de forma muito carinhosa! Espero ver todo mundo neste sábado em Caruaru, ou qualquer dia em alguma cidade por aí =)
DJ Tommy Love:
Serviço:
DJ Tommy Love se apresenta no Espaço Cultural – Caruaru (PE), na Festa Download Africa da Boate Villa Neon. Dia 5 de outubro. (+ informações aqui).

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui