Crítica: A Maldição de Chucky

Longa resgata a lenda do Brinquedo Assassino que marcou o cinema de horror nos anos 90; Brad Dourif retorna com a voz original do boneco Chucky.

A Maldição de Chucky (Divulgação/Universal Pictures)
A Maldição de Chucky (Divulgação/Universal Pictures)

Chucky, o brinquedo assassino, deixou uma marca para os fãs de filmes de suspense/terror, porém, tenha talvez manchado sua imagem em suas duas últimas edições – “A Noiva de Chucky” e o “Filho de Chucky” – quando resolveu levar a franquia para um tom cômico, apostando no humor negro. Sem a confiança dos estúdios para promover um grande lançamento, Don Mancini, criador da série, trouxe de volta o brinquedo em “A Maldição de Chucky” (Curse of Chucky, 2013) lançado diretamente em DVD e Blu-Ray nos EUA e também no Brasil.

A Maldição de Chucky é uma tentativa de manter a lenda viva, resgatando um tom original que deu fama ao boneco ruivo. Chucky retorna mais perverso do que nunca, com grandes motivações para destruir a vida de mais um grupo de pessoas. Neste filme, uma família se reúne para o funeral da mãe de Nica (Fiona Dourif), uma bela moça paraplégica, que terá de aguentar a irmã Barb (Danielle Bisutti), que chega com intenções que vão além de consolar a irmã pela perda da mãe. Junto com Barb chega seu marido Ian (Brennan Elliott), a babá Jill (Maitland McConnell), a fofa filha Alice (Summer H. Howell), e o padre Frank (A. Martinez), levado para aproximar a família de Deus.

A brincadeira começa antes mesmo da morte da mãe de Nica, quando um boneco da linha “Good Guys” é entregue pelos correios, sem remetente. Após a chegada dele, morre a mãe de Nica e então a família chega para presenciar um show de horrores inesperado. A pequena Alice fica amiga de Chucky, avisando que o boneco fala e brinca com ela, mas ninguém dá ouvidos. Uma pena que ninguém acredite, até que as primeiras mortes aconteçam e Nica comece a fazer as pesquisas sobre o estranho brinquedo.

Chucky retorna com a eterna voz de Brad Dourif, sarcástica, fofa e maléfica. O cenário deste freak show é uma casa antiga, com vários cômodos, escadas (e um elevador para que Nica possa subir, em sua cadeira de rodas), que remetem a um típico cenário de filme de horror. Como todo bom conhecedor da trama sabe, o Chucky é um boneco vivo – com suas perninhas curtas e seu andar desengonçado, ele persegue as vítimas por todos os cômodos, usando com maestria cada parte do cenário.

Como o filme foi feito para ser lançado em mídia física (DVD e Blu-Ray), espera-se um orçamento mais baixo, que pode ser percebido pela não tão grande elaboração das cenas, efeitos especiais as vezes não tão convincentes e um roteiro um tanto previsível.

Um dos pontos chave de A Maldição de Chucky é a referência às tramas anteriores que o filme carrega. Dom Mancini trabalhou bem e conseguiu ligar todos os pontos para que a trama tivesse a ver com as histórias contadas em outros filmes, sobre a criação e motivações do boneco para ser um assassino.

Para os fãs da franquia, o longa é um divisor de águas – há aqueles que dirão que este não supera os primeiros filmes, mas há quem diga que este retorno foi um grande presente para os fãs da franquia pré “filho e noiva” de Chucky.

PS.: Se você já assistiu o filme, talvez não tenha percebido – a cena pós-créditos é uma das melhores do filme.

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