Wagner Moura apresenta o filme Praia do Futuro e discute as novas formas de ser homem

No próximo dia 15 de maio os cinemas nacionais recebem o filme “Praia do Futuro”, drama nacional do diretor Karim Ainouz e protagonizado por Wagner Moura, Jesuíta Barbosa e o alemão Clemens Schick.

Wagner Moura retorna aos cinemas após iniciar carreira internacional em Hollywood no filme “Elysium”. O ator, que ficou famoso por interpretar o Capitão Nascimento nos dois filmes de “Tropa de Elite”, agora irá interpretará um bombeiro salva-vidas, que segundo ele, dos personagens que tem interpretado até agora, é o mais parecido com o policial de “Tropa” – o que diverge apenas por deixar o perfil duro e machão de lado e embarcar numa pessoa entregue a sensibilidade e a um romance intenso.
Wagner interpreta Donato, que vê sua vida mudar depois de não conseguir salvar um turista que se afogava no mar. É a partir do momento que ele dá a notícia da morte ao amigo do turista, o alemão Konrad, que os dois se aproximam e um intenso romance tem início. Completamente entregues uns aos outros, eles aproveitam os dias na Praia do Futuro, em Fortaleza, até que Konrad precisa retornar para Berlim. Donato decide deixar tudo para trás – emprego e família – para seguir a vida com o novo amor.
Na última terça-feira (06/05) o elenco e o diretor participaram de uma coletiva de imprensa na pré-estreia de Praia do Futuro, em São Paulo.
Os atores sentiram-se incomodados pelas constantes perguntas sobre cenas de sexo e a preparação dos atores para interpretar gays. O alemão Clemens Schick disse que esperar um dia os personagens homossexuais serem tratados com mais naturalidade – afinal, o filme não é sobre ser gay, e sim sobre como o homem lida com as mudanças da vida.
“Nós vivemos em um mundo em que ser gay não é normal, e existe uma redução na pergunta sobre o que é fazer um personagem gay. Porque nunca perguntam como nos preparamos para o papel de um heterossexual”, conta o ator. “Eu tenho muitas cenas de sexo na minha carreira, e essa não é a coisa mais difícil de fazer”, conclui.

Wagner Moura disse não estar preocupado com o que os fãs de Tropa de Elite – um público muito diferente quanto a temática de “Praia do Futuro” – acharão do seu novo trabalho. “A resposta honesta é: tanto faz” responde. “O Brasil é um país conservador e é claro que eu me tornei um ator popular e conhecido. A ideia de que um homossexual não pode ser viril, não pode ser um herói, andar de moto, é preconceituosa”, conta Moura.
O elenco deixou bem claro que Praia do Futuro vai além de um romance gay. O filme muitas vezes é silencioso e deixa que o espectador, através das emoções passadas pelas imagens, reflitam as respostas e as consequências que as atitudes dos personagens terão. 
“É um filme melancólico, sobre pessoas ‘estar no mundo arde’. Se está tudo bem tem algo errado. O mundo é um lugar incrível, mas um lugar que dói. E acho que o filme tem esse tom mesmo. É um filme que fala sobre raiva e tristeza”, explica o diretor Karim Ainouz. “É uma grande história de amor, desencontro, paixão absoluta, e também vira um filme sobre um acerto de contas”, revela.
Assista ao trailer de Praia do Futuro:

Com informações do R7.

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