Início Críticas Crítica: Sete Corações

Crítica: Sete Corações

O frevo – Patrimônio Imaterial da Humanidade –  é tão pulsante porque ao contrário de nós que só temos um coração ele tem sete.

Clóvis Pereira, Duda, Guedes Peixoto, Ademir Araújo, Zé Menezes, Edson Rodrigues e Nunes são os protagonistas do documentário Sete Corações que conta com a argumentação do maestro Spok e direção de Déa Ferraz.
O longa começa com conversas descontraídas entre cada um dos protagonistas e Spok, que deixa bem claro para o público o quanto cada um desses sete homens foram e ainda são seus mestres. Cada um relata a história de amor com o frevo desde a juventude. A câmera consegue lindamente captar o olhar e a emoção de cada um desses homens que são o coração pulsante da história do frevo no estado.
Junto com Spok eles topam fazer um frevo à sete mãos. Depois de encontros e composições nasce um frevo emocionante, quando Spok pede sugestão para o nome da música, Zé Menezes não se acanha e solta: “Sete Corações”. O nome passa não só a nomear a música, mas também o documentário.
Muito carente de registros audiovisuais sobre os mestres do frevo, Sete Corações nasceu dessa necessidade sentida por Spok que resolveu procurar a Ateliê Produções apara engajar o projeto e não deu outra. O documentário vai permanecer na cabeça de cada telespectador que se emocionou durante sua exibição no Janela.
Um elemento que chama bastante atenção é o quanto a produção se deixou invadir também pela vida pessoal dos mestres da música pernambucana. A esposa da maioria aparecia frequentemente e podíamos ver um pouco da intimidade, as cenas sempre propiciavam momentos de alívio e descontração entre ás vezes em que as lágrimas queriam descer.
A emoção que Sete Corações provoca é tão forte por causa da paixão que existe entre cada um dos mestres e o frevo. Uma história de amor que ultrapassou o tempo e segundo palavras de Zé Menezes deveria ultrapassar a morte, ele que faleceu em novembro do ano passado, afirmou no documentário: “O homem não morre enquanto sua obra está viva”.Todos eles queriam ser lembrados após sua morte por suas obras, sejam por suas composições, como mestres que ajudaram na formação de outros musicistas ou como exemplos de homens de família. 
Depois de toda a contribuição cultural que esses sete corações deram ao estado bombeando o combustível do frevo e nos encantando com suas palavras que Déa Ferraz e Spok junto com toda a equipe conseguiram extrair vai ser ainda mais difícil esquecer esses sete mestres.

Sete Corações (Brasil, 2014)

Avaliação de editor:
(5/5)

Sinopse: SETE CORAÇÕES. Sete vidas. Sete histórias. Sete músicos. Um ritmo. Um amor: O FREVO. A história de um eterno amor de carnaval é contada por sete maestros, embalada por uma trilha composta a catorze mãos. Um registro histórico da obra e vida dos sete principais, e remanescentes, compositores de frevo de Pernambuco.

- Publicidade -
Lais Rilda
Lais Rilda
Estudante de Rádio, TV e Internet e consequentemente apaixonada por audiovisual, passo a maior parte do tempo relacionando o que aprendo em sala de aula com o que vejo na vida real e na ficção.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Em alta