Crítica: Weezer – Everything Will Be Alright In the End (2014)

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Weezer está entrando para o grupo de veteranos do rock. O primeiro disco da banda já tem exatos 20 anos. Conhecido simplesmente como Blue Album (1994), é considerado um marco para o rock alternativo dos anos 90. Misturando guitarras pesadas do grunge e melodias pop’s com fortes influências dos Beach Boys, Weezer alcançou o reconhecimento da crítica e um enorme sucesso com o público. Já o segundo disco, Pinkerton (1996), inicialmente não foi bem recebido, porém alcançou o status de clássico após alguns anos.

Apesar de alguns bons discos, como o Green Album (2001), os trabalhos seguintes da banda sofreram constantes comparações com os primeiros álbuns. Weezer passou a correr atrás da sua própria sombra, tentando reproduzir a sonoridade e originalidade do Blue Album. Com o seu novo trabalho, Everything Will Be Alright In the End (2014), não é diferente. Rivers Cuomo (guitarrista, vocalista e compositor) procura fazer uma retomada do Power Pop que tanto marcou o seu início de carreira. 
O novo álbum tem um começo bastante promissor. Ain’t Got Nobody Back To the Shack, primeiro single, carregam a marca registrada da banda: guitarras pesadas e refrão pegajoso. Eulogy For a Rock Band é um dos pontos altos, Rivers mostra que ainda tem capacidade de criar melodias pop’s com qualidade. Lonely Girl e I’ve Had It Up To Here acrescentam pouco ao disco, mas não chegam a prejudicar o resultado final. 
A sequência das músicas The British Are Coming, Da Vinci e Go Away lembram a sonoridade do álbum Make Believe (2005), melódico e sentimental ao extremo, perdendo um pouco da pegada power pop que é apresentada na primeira metade do disco. Essa pegada é retomada com a excelente Foolish Father, que apresenta um ótimo trabalho de guitarras feito por Rivers e Brian Bell. A faixa Cleopatra, apesar de mostrar uma interessante influência do country, não convence. 
No final temos as excelentes I. The Waste Land, II. Anonymous e III. Return To Ithaka. “Longas”(para os padrões da música Pop) passagens instrumentais (apenas Anonymous conta com vocais) que mostram com clareza a qualidade dos membros da banda como músicos. 
Ao terminar de escutar Everything Will Be Alright In the End, o saldo positivo. O disco é superior aos trabalhos mais recentes da banda, porém não consegue atingir o seu objetivo de retomar a sonoridade do Blue Album. A impressão que Weezer passa nos últimos anos é que essa fixação pela retomada de elementos de 20 anos atrás atrapalha mais do que ajuda. Na faixa Back To the Shack, Rivers Cuomo canta que a banda está fazendo tudo como em 1994 (“Rockin out like it’s ’94”). Esse talvez seja o erro: querer simular o tempo que já passou.

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