Crítica: As Férias do Pequeno Nicolau

LES VACANCES DU PETIT NICOLAS

Os filmes de animação, quase sempre voltado para o público infantil, explora a imaginação do telespectador ao apresentar muitas vezes personagens puramente fictícios ou que ganham vida nessas narrativas, mas na realidade não passam de coisas inanimadas na realidade. Já as produções cinematográficas que narram a história de Nicolau (Mathéo Boisselier) propõem fazer isso de uma forma muito mais “crua”.

As Férias do Pequeno Nicolau (Les Vacances du Petit Nicolas), do diretor Laurent Tirard, apresenta uma nova aventura de Nicolau. O primeiro filme, O Pequeno Nicolau (Le Petit Nicolas) foi lançado em 2010. A nova produção ganha um caráter mais romântica ao abordar a relação dos pais de Nicolau, nos mostrando como ele vê essa relação, além é claro de apresentar as primeiras paixões do pequeno protagonista.

O mais incrível do filme é como ele se apresenta a partir da ótica do protagonista, tudo que vemos e ouvimos é resultado da percepção dele. O que nos mostra o quanto é certo a frase “criança tem mente fértil”. Nicolau leva as coisas que ouve a sério, principalmente quando são seus pais que falam, o que acaba por aflorar sua imaginação, algo também presente no filme anterior.

Enquanto assiste os conflitos de seus pais ele os admira e se mostra impressionado com o tempo que eles estão juntos e isso reflete totalmente na forma como ele vê seu futuro, o levando inclusive a imaginar ele e Maria Ediwiges, menina por quem ele percebe sentir algo, no altar ainda crianças.

O que Nicolau não imaginava era que durante suas férias na praia iria se apaixonar por Isabelle e que ela tomaria o lugar de Maria no altar da sua imaginação. Nesse conflito entre suas duas paixões, ele acaba participando de várias situações cômicas com seus novos amigos que conheceu no Beau- Rivage, hotel onde está hospedado.

Personagens bastante caricatos aparecem em momentos do filme para arrancar risadas do telespectador, como é o caso da avó (Dominique Lavanant) de Nicolau que viaja com ele e seus pais e a todo o momento faz questão de demonstrar como não aprova a escolha da filha de se casar com o pai de Nicolau, além do diretor e outro empregado da escola onde Nicolau estuda, ambos se veem em uma França abandonada por conta do período de férias e ao invés de viajarem e se divertir permanecem sozinhos com saudade do agito dos meninos na escola.

O filme segue numa dicotomia romântica, enquanto Nicolau se divide entre suas duas amigas, seu pai (Kad Merad) passa a notar uma moça que está hospedada no mesmo hotel. A mãe (Valérie Lemercier) de Nicolau percebe e diversas vezes se mostra irritada com a situação até o momento em que ela conhece um diretor italiano de cinema que acredita que ela seja a protagonista ideal para seu filme.

O pai de Nicolau, descontente com a forma que o diretor anda tratando sua mulher, percebe cenas depois o quanto ela o ama e que isso é totalmente recíproco. Apesar de uma brilhante história o roteiro apresenta algumas falhas, como diálogos que parecem não acrescentar nada a história, por exemplo, a cena em que o pai de Nicolau conversa com o dono da lanchonete e pede sua opinião sobre o conteúdo da carta que deve mandar para seu chefe.

A jovem que também parece despertar a atenção do pai de Nicolau é outra falha do roteiro já que ela é totalmente esquecida da história no meio do filme. Entretanto, se o longa tem falhas em seu roteiro, a fotografia se mostra totalmente atraente com planos delicados e um contraste de cores nos cenários que saltam aos olhos.

Por: Lais Rilda

As Férias do Pequeno Nicolau (Les Vacances du Petit Nicolas, 2014, França)

Avaliação do editor:

(4/4)
(4/4)

Sinopse: De férias das atividades escolares, Nicolau vai passar as férias na praia com seus pais. Lá ele não perde tempo e logo faz novos amigos e descobre um novo amor. Além de se meter em aventuras que farão essas férias se tornarem inesquecíveis.

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