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Crítica: A Mulher de Preto 2 – Anjo da Morte

Com uma narrativa fraca, excessos de luz ou de ausência dela e cenas pouco assustadoras por serem quase sempre previsíveis, A Mulher de Preto 2 – Anjo da Morte, dirigido por Tom Harper, não consegue se sair bem na telona.

A locação principal do filme trata-se de uma mansão abandonada onde várias crianças se hospedam depois de deixarem suas casas devido à guerra. Elas ficam sobre a responsabilidade de Jean (Helen McCrory) e Eve (Phoebe Fox). Esta última carrega consigo o peso da culpa de ter seu filho tirado dos seus braços na hora do parto e cuida das crianças órfãs da guerra numa tentativa de redimir-se da culpa que sente.

Os planos do filme são excelentes, mas a fotografia no total peca por dois tipos de excesso: luz em abundância ou a falta dela. Muitas das cenas que são trabalhadas numa quase completa escuridão pode facilmente fazer alguns detalhes passarem despercebidos. Muitas vezes cenas subsequentes a essas tem um total excesso de luz, criando um ritmo visual desagradável.

As cenas feitas para proporcionar susto no telespectador são em sua maioria totalmente previsíveis, não causando assim o efeito desejado, o que pode consideravelmente incomodar os fãs do gênero que esperam cenas assustadoras e, principalmente, surpreendentes.

A direção do filme peca por não saber conduzir uma narrativa simples de forma clara ao seguir um roteiro que provavelmente quis transformar uma história pobre em algo mirabolante, adicionando, por exemplo, um personagem – o homem cego do vilarejo – que tinha uma informação importante sobre a narrativa, mas poderia muito bem ter sido substituído por uma carta contendo essas mesmas informações ou essa vir a ser contada nas gravações encontradas no porão da mansão.

A Mulher de Preto 2 – Anjo da Morte é salva pela ótima interpretação da maioria do elenco, principalmente Phoebe Fox e o jovem Oaklee Pendergast que interpreta o pequeno Edward, primeiro personagem a ver a Mulher de Preto no filme. Oaklee e Phoebe conquistam o telespectador com um interpretação carismática dos seus personagens.

Por: Lais Rilda

A Mulher de Preto 2 – Anjo da Morte (The Woman in Black: Angel Of Death, 2014, Reino Unido)

Avaliação do editor:

3
(3/5)

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, um bombardeio destrói a cidade de Londres, forçando diversas crianças a buscarem abrigo. Edward (Oaklee Pendergast) é uma destas crianças traumatizadas, que acaba de perder os pais e não pronuncia uma palavra sequer. Ele é acolhido pela governanta Jean (Helen McCrory) e pela professora Eve (Phoebe Fox) na Mansão do Pântano.  Aos poucos, no entanto, uma série de acontecimentos assustadores passam a afetar os novos hóspede.

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Lais Rilda
Lais Rilda
Estudante de Rádio, TV e Internet e consequentemente apaixonada por audiovisual, passo a maior parte do tempo relacionando o que aprendo em sala de aula com o que vejo na vida real e na ficção.

1 COMENTÁRIO

  1. Na verdade o homem do vilarejo é um personagem do primeiro filme, assim como boa parte da obsessão da mulher de preto. Creio que analisando a obra com seu antecessor a qualidade aumenta

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