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Crítica: O Grande Hotel Budapeste

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Mais uma vez o incrível diretor Wes Anderson faz uma obra prima. O Grande Hotel Budapeste traz não só um filme deslumbrante, mas com um forte elenco e um impecável trabalho técnico. Afinal não é por acaso que se tornou o filme com mais indicações ao Oscar em ambas categorias técnicas e as chamadas categorias principais, incluindo melhor diretor e melhor filme.

O filme conta a história do Grande Hotel Budapeste, um hotel de luxo caricato onde tudo acontece de forma tão natural, que o caricato torna-se ordinário e muitas vezes cômico.  A história não se prende apenas aos deslumbres do Hotel, mas boa parte do filme tem a presença do Monseuir Gustave (Ralph Fiennes), que é um fiel e dedicado funcionário, e com ajuda do seu lobby boy Zero (Tony Revolory) fazem de tudo para manter a reputação do estabelecimento.

O enredo toma um rumo interessante quando o Monseuir Gustave recebe a notícia que ele pode ser um dos herdeiros da herança de uma de suas hóspedes, Madame D.  (irreconhecível Tilda Swinton). A partir daí, ele entra numa corda bamba para não cair nas mãos do filho da Madame D, Dmitri (Andrien Brody), que se sente no direito de reivindicar a herança da mãe, e ao mesmo tempo gerir o Hotel para não torna-lo inferior aos seus pares. O filme começa a ter um ritmo mais rápido, e para aqueles que o acharam desinteressante no começo, ficam mais envolvidos aos acontecimentos.

Outro fato que merece destaque no filme são as cores. As roupas, os ambientes, até mesmo os personagens, são representados por cores vivas que dão ênfase a sua importância no filme. Seria redundante falar da impecável estética cinematográfica ao falar do Wes Anderson, mas não no caso do filme referido. Ele explora ao máximo toda a representação estética com o seu significado, tanto que se o filme fosse mudo (mas não em preto e branco) seria natural a sua compreensão. Não por acaso a direção de arte e figurino estão como fortes candidatas a levarem o Oscar.

Nenhum filme em 2014 se compara em questão de originalidade e direção de arte. O Wes Anderson conseguiu mais uma vez um roteiro brilhante (vale a menção, escrito por ele), que não apenas faz ilusão a uma cidade tão encantadora como Budapeste, mas ilustra o hotel de uma forma charmosa e pitoresca Isso faz com que tenhamos uma leve e inocente vontade de que realmente existisse algum lugar como o Grande Hotel Budapeste e seu simpático consiergue Monseiur Gustave.

Por: Wilson Netto

O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel, 2014, UK, Germany, USA)

Avaliação do Editor: 

(5/5)

Sinopse: No período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.

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