Crítica: Cinderela

“Tenha coragem e seja gentil.”, foi essa frase que Ella (Lily James) escutou de sua mãe (Hayley Atwell) que estava prestes a morrer. Ainda criança Ella prometeu a sua mãe que assim seria. Mas antes dessa cena, somos apresentados no início do filme a uma obra não só mágica por se tratar de um tradicional conto de fadas, mas também porque apresenta belíssimas imagens e uma fotografia bastante delicada.

No filme dirigido por Kenneth Branagh, vemos a pequena Ella vivendo muito feliz entre o amor de seus pais. Ela é extremamente carinhosa com as pessoas e os animais, seus amigos roedores que a acompanham ao longo da trama são as provas disso. Entretanto, nem só de felicidade é feito um conto de fadas.

Passado alguns anos após a morte de sua mãe, Ella tornou-se uma linda jovem que junto com seu pai (Ben Chaplin) relembra dos momentos que viveram com ela. Ainda assim o pai de Ella decide se casar com uma viúva que conhecera durante suas viagens. Totalmente desconhecida para Ella, sua madrasta (Cate Blanchett) chega em sua casa acompanhada de suas duas filhas, meninas extremamente fúteis.

Antes que simplesmente eu repita uma história que acredito ser do conhecimento de todos. Imagino que será mais valioso escrever sobre o que essa produção da Disney se difere das demais, seja da versão cinematográfica, oral e escrita que nossos pais e/ou mães nos apresentaram.

Primeiro, a Cinderela não foi sempre Cinderela, esse nome surgiu a partir de tracadilhos que as irmãs postiças fizeram na tentativa de ofender Ella, inclusive machucá-la verbalmente foi algo que se tornou constante desde que Cinderela recebeu a notícia da morte do seu pai.

Outro detalhe importante, a promessa que Ella fez a sua mãe justifica o fato dela aceitar ser subjulgada pela madrasta. Sua mãe pedira “… seja gentil.” e isso a torna condescendente aos abusos que sofre, mas Ella também nos mostra ser impetuosa. Ela sai cavalgando no meio da floresta seu cavalo selvagem sem ao menos por as rédeas no animal. Nesse passeio ela e o seu futuro príncipe, Kit (Richard Madden), acabam se conhecendo. Ele se encanta por Cinderela não apenas pela beleza e gentileza, mas também pela sua coragem.

A melhor sequência e efeito de imagens fica a cargo do encontro de Cinderela com sua fada madrinha (Helena Bonham-Carter). Helena é claro se sobressai muito bem no seu papel, apesar de sua breve aparição no filme. O encontro singelo das duas acaba se tornando uma atrapalhada brincadeira de magia para que Ella consiga ir ao baile. Com efeitos especiais belissímos somos levados a acreditar nessa magia.

Cinderela é uma ótima produção que poderia sim ter mais do que esses dois novos novos elementos que citei acima, pois acredito que o estúdio juntos com os roteiristas e diretores seriam capazes, mas talvez manipular e fazer novos experimentos com a já tão conhecida história de Cinderela tenha ocasionado o medo de desestruturar a narrativa, sobre isso usaria o conselho da mãe de Ella “Tenha(m) coragem…”. Logo, por uma estrela o sapato de cristal não coube no meu pé.

Por: Lais Rilda

Cinderela (Cinderella, EUA., 2015)

Avaliação do editor:

(4/5)

Sinopse: Um filme live-action inspirado no clássico conto de fadas, Cinderela dá vida às eternas imagens da obra de arte de animação de 1950 da Disney com seus personagens reais em um espetáculo deslumbrante para uma geração inteiramente nova.

1 COMENTÁRIO

  1. Um dos grandes clássicos. Eu vi recentemente no HBO e fiquei surpreso porque ele não tem muita fé. Eu gostei e adorei os efeitos especiais.

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui