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Crítica: Golpe Duplo

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 Falar em casino vem logo à cabeça: apostas, dinheiro, drogas e trapaça, bastante trapaça. Não por acaso, qualquer filme que fale sobre tal tema vai trazer todos os elementos mencionados. Isso faz com que o filme seja um clichê? Talvez, depende de como a história é construída e principalmente concluída. Golpe Duplo é um filme que tem tudo para ser um clichê, e de fato é um clichê, mas faz com que o público goste do que está vendo, ou como poderíamos chamar, ‘guilty pleasure’ (livre tradução: culpa prazerosa).

No filme, Will Smith vive um golpista profissional, Nicky Spurgeon, que trabalha numa rede de golpistas e tem isso como herança deixada por seu pai. Para achar uma parceira de crime adequada, Nicky faz uma série de testes com Jess Barrett (Margot Robbie), até que ela esteja preparada para tal tarefa. O rosto da Margot pode nos ser bem familiar considerando todo contexto. Ela estava presente no O Lobo de Wall Street, filme que também tem uma proposta parecida.

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As várias reviravoltas do filme aceleram o seu ritmo e faz que com não caia na mesmice, mesmo considerando o final bem previsível. Mas o que de fato o destaca dos demais de seu gênero, são os pequenos detalhes: as rápidas piadas, as deixas no fim da frase, sem falar que o carisma do Will Smith também tem sua contribuição. Apesar disso, sua atuação é bem aquém do que o esperado.

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Personagens secundários como Owens (Gerald McRaney), Liyuan Tse (B. D. Wong) e Garriga (Rodrigo Santoro) tem um desempenho superior aos protagonistas. Vale a mencionar, o exponencial crescimento de Santoro no cenário internacional. Cada vez fazendo papéis mais importante e de merecido reconhecimento. No filme, Santoro interpreta um rico dono de uma marca de carro de corrida, que contrata Nicky para dar um golpe nos outros competidores.

A escolha do Will Smith como protagonista tem um único propósito: atrair público. Isso é uma fórmula que vem sendo usada a muito tempo na indústria do cinema: coloca-se um superstar como protagonista, e atores secundários com atuações superiores, de tal forma que equilibre a qualidade do filme e tenha um alto retorno financeiro. (In)felizmente não parece estar mais dando tão certo. O custo de produção do filme foi estimado em $50,1 milhões, e seu retorno de $71 milhões. De fato houve lucro, mas bem menos do que o esperado. Talvez seja algo que as próximas produções devessem levar em conta, pois telespectador já está cansado de ver sempre o mesmo formato de filme.

Apesar de apelo comercial, o filme consegue andar sobre as próprias pernas. Divertido e cômico, o filme também conta com uma trilha sonora que pode empolgar os menos exigentes e entediar os ‘haters’. Golpe Duplo é aquele filme que devemos assistir sem nenhuma pretensão de estar vendo um clássico, mas um filme que vem apenas para atender sua proposta de entreter. E de fato consegue.

Por: Wilson Netto

Golpe Duplo (Focus, USA, 2015)

Avaliação do Editor: 

Sinopse: Um trapaceiro profissional (Will Smith) começa a treinar uma novata na profissão (Margot Robbie), até os dois se apaixonarem. Ao mesmo tempo, o sujeito tem que lidar com um importante adversário, dono de uma empresa de carros (Rodrigo Santoro).

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