Crítica: Para Sempre Alice

Julianne Moore interpreta uma professora universitária com Alzheimer, nesta que foi uma das suas melhores e mais premiadas atuações da carreira.

Para Sempre Alice (Divulgação/Diamond Films)
Para Sempre Alice (Divulgação/Diamond Films)

Uma história forte, que comove e sensibiliza o espectador – foi o que os diretores Richard Glatzer e Wash Westmoreland conseguiram criar em Para Sempre Alice (“Still Alice”), filme estrelado por Julianne Moore que traz uma grave doença e seu impacto na personalidade e na vida social de uma mulher.

Alice (Julianne Moore) é uma bem sucedida professora universitária, além de esposa e mãe de uma família quase que harmoniosa. Sua vida muda quando ela passa a perceber alguns lapsos de memória até descobrir que sofre de Mal de Alzheimer precoce, um tipo raro e genético da doença que evolui rapidamente. Para sair da tristeza profunda que sua vida mergulhou, Alice vê na família um ponto de apoio necessário e mais ainda, na sua filha mais nova, que até então era um pouco distante e cabeça dura.

Julianne Moore justifica nesse filme não só sua indicação ao Oscar como também o seu prêmio de melhor atriz – vemos uma atuação mais próxima possível do verdadeiro, cujas expressões ganham um tom sensível e emotivo. Alice é a personagem que, com a ajuda de Moore, conquista o público tocando no seu lado mais íntimo, fazendo com que vivencie a vida de Alice e tudo pelo que ela passa a cada minuto do longa metragem.

O roteiro, baseado na obra de Lisa Genova, traz uma adaptação bem linear da vida da personagem, mostrando-se ligeiramente corrido no início até achar o seu ritmo ao levar o espectador ao clímax da história.

Além de Moore, Para Sempre Alice traz Alec Baldwin numa ótima atuação dramática, fugindo de sua veia cômica e trazendo um marido que luta até onde pode para apoiar e dar forças a esposa durante a evolução da doença. Kristen Stewart, duramente criticada em produções anteriores, começa sem expressão mas evolui junto com seu papel, encerrando a trama com vigor artístico digno de elogios.

Numa direção minimalista que aposta numa fotografia simples e ao mesmo tempo sensível, Para Sempre Alice levanta uma discussão sobre o Alzheimer, como ela afeta o paciente e como influencia a sua personalidade, seu jeito de ver o mundo e como o mundo o vê. Um trabalho sensível, pra aprender que o ser humano como ser biológico está sujeito a tudo e como ser pensante, é uma máquina extremamente dependente dos sentimentos mais complicados que existem, como por exemplo, o amor.

2 COMENTÁRIOS

    • Luana, não sei se percebeu, mas foi um elogio a atriz. O “começa sem expressão” foi relacionado à personagem, cuja atriz a desenvolveu bem ao longo do filme 😉

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