Crítica: Mad Max: Estrada da Fúria

Tem-se lido e ouvido muito nas últimas semanas em todas as mídias, sobre qual filme ficará com a maior bilheteria: Os Vingadores 2 – Era de Ultron ou Mad Max: A estrada de Fúria. Embora os números sejam algo de extrema preocupação para os produtores, muitas vezes eles não refletem a qualidade do filme. Independentemente de quem arrecadar mais, MadMax consegue se destacar entre qualquer filme similar do gênero.

O longa apresenta a Terra numa época atípica, onde água é um bem tão escasso que a sua posse determina poder sobre o resto da população. Assim o faz Immortal Joe (Hugh Keays-Byrne), que não só de posse da água, tem o poder de controlar desde o nascimento até o desenvolvimento de uma vida saudável. Seu controle é ameaçado quando Furiosa (Charlize Theron), uma de suas melhores armas humana, resolver transportar o bem mais precioso de Immortal Joe para longe dele, a concepção da vida. Boa parte da história é narrada por Max (Tom Hardy), que vem ao caso ser o protagonista do filme. Como o titulo sugere ‘Louco’ Max é alguém que não tem a mínima percepção sobre fraternidade. Ele busca apenas e somente alcançar seus próprios objetivos.

O filme é o quarto de uma série de sucesso que conta com nomes como Mel Gibson, no papel do Max, o próprio Hugh Keays-Byrne, em outro personagem, e até mesmo a Tina Turner, como Aunty Entity no Mad Max, Além da Cúpula do Trovão. Todos os filmes foram dirigidos brilhantemente pelo George Miller.  A parte técnica é algo que impressiona até os espectadores pouco interessados no assunto. Os efeitos especiais ficaram majoritariamente sob a supervisão da produtora Iloura que fez um brilhante trabalho. Gráficos que remetem a jogos de vídeo game é algo impressionante pela riqueza de detalhes. Detalhes tal que, diferente do Hobbit, onde Peter Jackson optou por rodar mais quadros por segundo do que o normal (48fps ao invés de 24fps), Miller fez o inverso, rodou menos que 24fps, com a justificativa que o público perceba e aprecie todas as nuances e minúcias do filme, assim como ele apreicou ao filmar. A trilha sonora é enfatizada de tal forma que o filme contém cenas de solos de guitarra e instrumentos de percussão

O que mais falta a Mad Max para se tornar um clássico moderno? Um competente elenco. Tom Hardy gerou muitas especulações sobre seu desempenho e como substituto de Bruce Willis. Felizmente não decepcionou em nada. Hardy é preciso nas falas (ou na falta delas), nos movimentos, e até mesmo no olhar. Sua voz extremamente grave (reconhecido por muitos pelo seu trabalho como o Bane em Batman- O cavaleiro das trevas ressurge) confere ao personagem um tom muito mais instrospectivo. Outro ator de destaque é o Nicholas Hoult, no papel do Nux. Hoult, que foi o Fera jovem em X-men, tem uma importante participação, pois sua jovialidade representa no filme a esperança de um povo perdido, e cria empatia com o público ao mostrar as vulnerabilidades de um causador de problemas. Charlize Theron deixou toda sua beleza e sensualidade a parte, e encarna Furiosa de forma esplêndida. Ela é a cereja de um bolo de várias camadas.

O filme pode parecer para muitos apenas mais um clichê de ficção científica com grandes efeitos especiais, bonitos atores, e grande produção. Entretanto, Mad Max é bem mais do que um blockbuster. É um filme que leva uma história consigo. Algo que fez sucesso em 1979, consegue se reinventar e tornar-se ainda mais grandioso. Max, o mad, é o anti-herói que odiamos amar. Miller viu sua sequencia de filmes terem uma trajetória, assim como os ‘War Boys’ no filme: Viver, morrer e viver de novo. Mas dessa vez, assim como os ‘War Boys’ suplicam que todos os presentes testemunhem seu momento de glória final, podemos dizer à Miller. Nós testemunhamos.

Por: Wilson Netto

MadMax: Estrada da Fúria (MadMax: Fury Road, Australia, USA, 2015)

Avaliação do Editor:

4emeioSinopse: Após ser capturado por Immortan Joe, um guerreiro das estradas chamado Max (Tom Hardy) se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) na tentativa se salvar um grupo de garotas. Também tentanto fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo.

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