Cinemas de arte do Recife são alternativas aos blockbusters das grandes redes

Fugindo dos blockbusters tradicionais, público tem procurado cada vez mais a programação diferenciada dos cinemas de arte da cidade.

Além de produções locais e internacionais, Cinema São Luiz abriga festivais como o Brasil Stop Motion e Janela Internacional de Cinema (Gabi Foto: Vitória/Brasil Stop Motion)

Enquanto as grandes redes de cinema fazem  rios de dinheiro com a exibição de blockbusters que ultimamente tem apostado, em sua maioria, em sequências ou remakes de obras já consolidadas, os cinemas tradicionais – ou cinemas de arte, como são popularmente chamados – são um grande diferencial para quem procura por uma programação diferenciada e de qualidade.

No Recife, as apostas que muitos desconhecem estão no Cinema São Luiz, no centro da cidade, e no Cinema da Fundação, localizado no bairro do Derby. Nesses cinemas, o destaque é a exibição prolongada de produtos locais que são pouco reconhecidos pelos multiplex – o longa pernambucano “Permanência”, por exemplo, permaneceu apenas duas semanas nos cinemas localizados nos grandes shoppings mas continua em cartaz no Cinema da Fundação e no Cinema São Luiz, com boa visitação do público. De Leonardo Lacca, o filme retrata a relação entre um fotógrafo e sua ex-namorada, que se reencontram quando ele decide ir a São Paulo para realizar sua primeira exposição.

O premiado “Tatuagem”, de Hilton Lacerda, é a prova de que boas produções vindas da nossa terra sobrevivem por muito tempo e com grande público nesses pequenos e receptivos cinemas – a produção passou mais de um ano em cartaz no Cinema São Luiz, e permaneceu mesmo com o seu lançamento no mercado em DVD e Blu-Ray, saindo do cartaz após a visitação de mais de 13 mil espectadores, com direito a festa de despedida.

O premiado "Sangue Azul" traz uma trama em Fernando de Noronha para as telas do Cinema da Fundação (Divulgação/Imovision)
O premiado “Sangue Azul” traz uma trama em Fernando de Noronha para as telas do Cinema da Fundação (Divulgação/Imovision)

Para o fim deste mês de junho, a programação é bem diversificada e com produções reconhecidas pela crítica nas grandes premiações ao redor do mundo. O Cinema da Fundação traz o nacional “Sangue Azul”, com Daniel de Oliveira e com uma fotografia espetacular resultante das gravações em Fernando de Noronha, bem como o já citado “Permanência”. Entre os internacionais, o longa “Jauja” de Lisandro Allonso e estrelado por Viggo Mortensen foi destaque no Festival de Cannes. Por fim, há a pré-estreia de “Rainha e País” (Queen and Country), produção lançada pela Paris Filmes de John Boorman sobre um jovem que sonha participar da Segunda Guerra Mundial, até conhecer uma bela moça por quem se apaixona.

No Cinema São Luiz, a programação é ainda mais diversificada. Além de “Permanência”, exibe também o nacional “Casa Grande”, sobre um adolescente que só se preocupa com garotas e vestibular e que precisará enfrentar a realidade quando os pais aos poucos ficam falidos e precisam cortar os gastos. O cinema também aposta na exibição de blockbusters que ficaram pouco tempo no circuito comercial, como é o caso da animação em cartaz “Cada Um Na Sua Casa”, da Dreamworks, e o novo “Mad Max – Estrada da Fúria”, estrelado agora por Tom Hardy. “Oportunidade para aqueles que nem sempre conseguem conciliar a vida atribulada que vivemos com sessões de cinema”, contou Geraldo Pinho, curador do Cinema São Luiz, em entrevista ao Diário de Pernambuco.

Se você está cansado de super-heróis tradicionais, comédias besteirol e suspenses que não assustam, talvez a programação alternativa desses cinemas sejam uma boa opção para as férias de junho/julho.

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