Crítica: Minions

Com roteiro fraco e piadas sem graça, Minions chegam aos cinemas tentando replicar o sucesso de Meu Malvado Favorito.

Kevin, Stuart e Bob em busca de carona em "Minions" (Divulgação/Universal)
Kevin, Stuart e Bob em busca de carona em “Minions” (Divulgação/Universal)

Se em “Meu Malvado Favorito” as criaturinhas amarelas que mais atrapalhavam do que ajudavam o vilão Gru conquistaram o público, em “Minions” a afinidade não é a mesma. Com o sucesso da franquia de título original “Despicable Me”, a Paramount viu nos Minions a oportunidade de expandir o universo e lucrar com as personagens, mas como muitas das sequências que vemos sendo lançadas por aí, ficou aquém do original.

“Minions” apresenta a origem dos personagens homônimos e sua busca incessante por uma figura malvada a quem possam servir. Desde sua origem, quando a Terra era habitada apenas por seres unicelulares, os Minions procuram sem sucesso pelo seu malvado favorito. Quando quase todos perdem a esperança, Kevin, Stuart e Bob decidem deixar a aldeia de Minions e ir para Londres, numa convenção de vilões, em busca do seu objetivo.

Com direção de Pierre Coffin (de Meu Malvado Favorito 1 e 2) e Kyle Balda (The Lorax), o longa aposta na vilania de Scarlet Overkill – com uma boa dublagem de Adriana Esteves – que quando apresentada parece ser uma personagem com potencial, mas se perde no roteiro fraco que a transforma numa vilã clichê, nada diferente do que já vimos em outros filmes.

Aliás, o roteiro de Brian Lynch (de “O Gato de Botas”) traz uma trama massante e repetitiva, que não cria muitas expectativas. Desde o começo do filme já se tem ideia do que pode acontecer e tudo o que vem pela frente pouco surpreende. Na hora de fazer graça, são raras as piadas que fazem realmente rir, exceto por uma ou duas sacadas inteligentes e escondidas, como quando discretamente demonstram que a ida do homem a lua foi (ou pode ter sido) uma farsa ou a presença dos Beatles caminhando pela faixa de pedestres que tornou-se capa do álbum “Abbey Road”, quando a trama passa a se ambientar na Londres de 1968, reinada pela jovem rainha Elizabeth II.

Falando em Beatles, eles estiveram presentes no filme também com sua música “Get to Get You Into My Life”, sendo possível ouvir também clássicos do The Who, The Doors e Jimmy Hendrix. Pelo menos a trilha agradou.

Com uma história fraca e com piadas que pouco empolgam, ainda guarda-se nos Minions a fofura das criaturas amarelas que renderão, se não bilheteria, lucros com a venda de bonequinhos – que até os adultos estão comprando – e outros produtos relacionados.

Por: Paulo Cavalcante

 

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