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Crítica: Tomorrowland – Um lugar onde nada é impossível

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‘Tomorrowland – Um lugar onde nada é impossível’ é um filme de aventura dirigido por Brad Bird, que já dirigiu filmes como Ratatouille, Os Incríveis, e Missão: Impossível – Protocolo Fantasma. Tal como em seus filmes anteriores, Brad Bird tenta em Tomorrowland criar uma linha em que o complexo possa ser assimilado de forma simples, e para isso ele usa mão da tecnologia e bons atores.

O filme começa contando a história do pequeno Frank Walker, Thomas Robinson, um garoto cheio de ideais e esperanças. Tal entusiasmo faz com que ele vá a feira de tecnologia de Nova Iorque e lá ele mostra sua invenção, uma mochila capaz de voar, para o nada simpático David Nix, Hugh Laurie. Entretanto, Walker conquistou a simpatia de Athena, Raffey Cassidy, o que mostra ter sido muito mais vantajoso para Walker pois ao invés de um prêmio, ele conquista seu futuro. Levado para o que se espera ser a terra prometida, ou a terra do futuro, Frank tem inúmeros planos para tal lugar, mas infelizmente nem todos seus planos saíram como o esperado.

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Daí onde entra o Frank Walker do futuro, George Clooney. Mas como o Frank do futuro conseguiria resolver um problema que ele mesmo criou no passado? Com a ajuda da Casey Newton, Britt Robertson, uma jovem com muitos problemas dentro de si, mas com perspicácia e inteligência de mesma magnitude, Frank encontra o que lhe faltara: Esperança.

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É nesse ritmo de passado, presente e futuro que o filme se desenvolve dentro de suas 2 horas e 10 minutos. O filme contém muitas referências de outros filmes de ficção cientifica, como ‘De Volta para o futuro’ (muito claro na cena da viagem no tempo), ‘Star Wars’ (com suas armas-lazer) e até mesmo Interestelar (ao enfatizar existência de outra dimensão e a possibilidade de atravessá-la). Percebemos também muitas vezes o filme tender a uma nuance cientifica, não só mais referentes a filmes, mas de forma acadêmica. Citações dos brilhantes Gustave Eiffel, Thomas Edison, Nikola Tesla e Júlio Verne, menção sobre forças e campos eletromagnéticos, modelagem numérica para prever fenômenos futuros, entre outros. Muito provável não seguiu por tal caminho, pois não interessa a Disney deixar de atingir seu público alvo: crianças e jovens.

O filme não teve uma boa recepção nem com a crítica especializada, nem com o público em geral.  Isso se justifica pelo fato do filme não gerar empolgação nos seus primeiros (e longos) minutos, muitas cenas que não fazem o filme crescer nem em enredo muito menos em profundidade, muitos personagens rasos (como Hugo e Ursula Gernsback, vividos por Keegan-Michael Key e Kathryn Hahn respectivamente), além da sensação de já ter visto toda a história ser contadas diversas vezes.

Em contrapartida, o filme merece alguns créditos. Como já mencionado, os efeitos especiais são algo que valeram a pena o montante de dinheiro gasto. A escolha de Clooney como protagonista, conferindo mais credibilidade ao filme. A Raffey Cassidy que merece pleno destaque em sua atuação como a simpática e eficaz Athena. E mesmo que desgastado, a tentativa de reviver o tema da autodestruição humana ao destruir a natureza. A linha principal que Tomorrowland segue é mostrar que a necessidade de buscar um lugar para viver, deve-se ao esgotamento dos recursos oferecidos pela Terra. Por mais que vivenciemos tal alerta diariamente, parece estar levando a nenhum resultado, e um filme que se destina a crianças, tentar mostrar que são de fato as crianças a esperança de evitar um possível colapso terrestre, é de certa forma plausível.

O longa faz aquilo no qual foi idealizado a fazer: trazer discussões que aflinge a sociedade, de uma forma simples e divertida. A falta de interesse do público num tema exaustivamente discutido e a falta de profundidade do filme levam-no a não atingir tão satisfatoriamente seu objetivo, mas ainda assim é um filme que deve ser levado a sério, assim como seu tema. ‘Tomorrowland – Um lugar onde nada é impossível’ é uma superprodução da Disney que enaltece o poder da mesma como uma grande produtora, mostrando efeitos e cenários impressionantes no filme, afinal de contas um lugar onde nada é impossível, a imaginação não tem limites.

Por: Wilson Netto

Tomorrowland – Um lugar onde nada é impossível (Tomorrowland, USA, 2015)

Avaliação do Editor:

3emeio

Sinopse: Casey Newton (Britt Robertson) é uma adolescente com enorme curiosidade pela ciência. Um dia, ela encontra uma pequena peça que permite que se transporte automaticamente para uma realidade paralela, criada por Frank Walker (George Clooney), um ex-garoto prodígio que hoje está desiludido.

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