Paul Rudd estrela o longa "Homem-Formiga", da Marvel Studios (Divulgação/Marvel)
Paul Rudd estrela o longa “Homem-Formiga”, da Marvel Studios (Divulgação/Marvel)

Os filmes de super-heróis tornaram-se verdadeiros blockbusters nos últimos anos, fazendo rios de dinheiro para os estúdios Hollywoodianos. Embora apostar nos heróis tantas vezes ao ano nos cinemas não tenha deixado o público cansado – muito pelo contrário, estão cada vez mais sedentos por esse tipo de personagem – há quem tenha ficado com um pé atrás quanto a chegada do Homem-Formiga às telonas.

Em meio a jornalistas e convidados na cabine de imprensa do filme, foi possível escutar alguém dizer “eu nunca ouvi falar no Homem-Formiga”. E esse é o principal ponto que tornou a decisão da Marvel arriscada quando decidiu trazer um herói pouco conhecido do grande público para os cinemas. Arriscada, porém acertada.

Em Homem-Formiga, a Marvel Studios consegue iniciar uma nova franquia com ares renovados aos já tradicionais filmes de super-herói. A produção, estrelada por Paul Rudd, investe na mesma veia cômica de “Guardiões da Galáxia”, também da Marvel, mas se passando no mesmo universo dos Vingadores. Tendo a comédia como ponto forte do filme para explicar a trajetória do protagonista, o ambiente familiar que foi criado aproxima a trama da realidade ao mesmo tempo que a ciência e a ficção dominam todo o roteiro. Se no último “Vingadores” esse clima familiar foi fracassadamente exposto com os irmãos Mercúrio e Feiticeira Escarlate e com a revelação da esposa e filha do Gavião Arqueiro, em “Homem-Formiga” essa temática foi explorada com sucesso.

No filme, Paul Rudd é Scott Lang, um homem de bom coração mas que acaba sendo preso após roubar a empresa que trabalhava para fazer justiça. Ao sair da prisão, tem dificuldades para arrumar emprego e pagar a pensão da filha, a quem ele está proibido de ver por ordens da ex-mulher Maggie (Judy Greer) e do marido dela, o policial Paxton (Bobby Cannavale). Por outro lado temos o cientista Hank Pym, que vê em Lang alguém capaz de vestir o traje que ele projetou – capaz de encolher alguém ao tamanho de uma formiga, além de dar habilidades do inseto, como a força – e que foi copiado por Darren Cross (Corey Stoll). A intenção é que Scott, como o Homem Formiga, impeça que a tecnologia copiada por Darren caia em mãos erradas, em troca de sua liberdade e a possibilidade de poder ficar mais perto da sua filha.

Paul Rudd estreia no universo da Marvel com uma boa atuação e ainda com uma química forte com Hope, a personagem de Evangeline Lilly. O longa traz efeitos especiais bem caprichados, principalmente nas cenas de encolhimento do super-herói, transformando locais comuns em espaços infinitamente grandes. Além disso, o filme faz referências às histórias da Marvel, como todo bom fã do estúdio gosta de ver – aparição da sede de treinamento dos Vingadores, a introdução da super-heroína Vespa e a presença de Stan Lee em uma rápida sequência de cenas no final do filme.

Considerando Guardiões da Galáxia como um dos melhores filmes de super-herói em 2014 pelas novidades que apresentou e fugindo da mesmice deste tipo de produção, o Homem-Formiga promete ser a grande aposta para 2015, trazendo um personagem mais humano que super-herói e que entretém sem  exageros, com boas doses de comédia e ação.

Por: Paulo Cavalcante

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