Crítica: A Escolha Perfeita 2

Com um roteiro pouco surpreendente, o filme repete muitos dos ingredientes do seu antecessor, mas desperta a empatia graças a Rebel Wilson.

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Lais Rilda
Lais Rilda
Estudante de Rádio, TV e Internet e consequentemente apaixonada por audiovisual, passo a maior parte do tempo relacionando o que aprendo em sala de aula com o que vejo na vida real e na ficção.

A Escolha Perfeita chegou aos cinema pela primeira vez em 2012 apresentando o gupo The Barden Bellas, formado por estudantes universitárias para competições de canto à capela. O grupo que parece ter parado no tempo, cantando sempre as mesmas músicas nas copetições e muitos clássicos, nos faz recordar a primeira temporada de Glee.

A chegada de novas integrantes, principalmente a de Beca, vem para desestabilizar essa monotonia. Nessa segunda parte da história dirigida por Elizabeth Banks, A Escolha Perfeita 2 , as Bellas se veem em um momento complicado, após saírem vitoriosas em uma competição do primeiro filme, elas fazem uma apresentação para Barack Obama e acabam transformando o show em um grande fiasco.

Diante disso elas são proibidas de participar das competições das universidades, restando apenas o Campeonato Mundial a Capela. As meninas então decidem encarar esse novo obstáculo para se tornar o primeiro grupo americano a ganhar essa competição.

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Em meio a tudo isso Beca está tentando seguir com sua carreira de produtora, enquanto trabalha servindo cafezinhos em um estúdio. Todas parecem perceber o quanto ela anda desligada das Bellas. Quando todas ficam sabendo dessa dupla jornada de Beca surge o primeiro conflito sobre o que cada uma das Bellas pretendem fazer após sair da universidade.

Fat Amy (Rebel Wilson) é a personagem responsável por provocar boa parte dos risos ao longo do filme. Totalmente segura e com a auto-estima sempre elevada, Amy quebra os estereótipos construídos por outras produções do mesmo gênero e mostra que está acima do peso não afeta sua socialização e sexualização. Com discursos totalmente inesperados e de auto-afirmação, ela arranca risos e desperta empatia.

Mas como nem tudo é poesia, A Escolha Perfeita 2 também comete seus deslizes, os dois principias deles por conta do roteiro. O primeiro é um paradoxo, enquanto Amy surge quebrando estereótipos em relação a personagens acima do peso, há um reforço de estereótipos relacionados a gênero sexual e imigração, voltados para a personagem Cynthia Rose (Ester Dean) e Flo (Chrissie Fit), respectivamente.

Outra coisa que incomoda bastante sobre o roteiro é a falta de novos elementos em seu plot que o faça se diferenciar do seu antecessor. Na própria equipe das Bellas temos apenas a inserção de uma nova personagem, as demais seguem com os mesmos dramas do primeiro filme, com exceção de Fat Amy que dessa vez encontra um grande amor, dando adeus ao espírito de liberdade que ela sempre adorou.

No geral o filme cumpre com sua proposta, entretanto essa é fraca e faz com que apenas alguns elementos da história despertem atenção e empatia. Pra finalizar só um aviso, caso decidam conferir o filme esperem o término dos créditos , pois tem uma cena com o namorado da Amy participando do The Voice (EUA). A contribuição dos jurados do reality causam boas risadas.

Por: Lais Rilda

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