Critíca: Missão Impossível – Nação Secreta

Tom Cruise como o Agente Hunt em uma das várias cenas de perseguição (Distribuidora/Paramount)

A Paramount consegue trazer um blockbuster daqueles que o cinema costumava ver, mas que frequentemente vem sendo substituídos por filmes independentes devido a falta de qualidade nas grandes produções.  Missão impossível – Nação Secreta nos faz lembrar que o cinema também tem espaço para filmes de generosos orçamentos, precisamente 150 milhões de dólares. Quando a fórmula que foi usada nos filmes anteriores (perseguição-tiros-tomcruise) consegue acertar novamente, deve-se creditar os roteiristas, diretor e o próprio Cruise, pois nem sempre repetir algo que já deu certo, costuma dar certo novamente. Tal acerto já rendeu 272,3 milhões de dólares.

O agente Ethan Hunt (Tom Cruise) volta as atividades do IMF e tem como uma de suas metas evitar que o departamento seja fechado pelo diretor da CIA Alan Hunley (Alec Baldwin). Tal feito pode ser alcançado provando a existência do Sindicato, organização terrorista que tenta apavorar os seus criadores, que até então estão no anonimato. Ethan conta com a ajuda do cômico e brilhante Benji Dunn (Simon Pegg), do agente William Brandt (Jeremy Renner) e do fiel agente Luther Stickell (Ving Rhames). A incógnita fica por conta da suposta agente Ilsa Faust (Rebecca Ferguson). IIsa presta serviços à inteligência secreta britânica e ao Sindicato simultaneamente, e ficará a cargo do leitor descobrir a quem ela serve sua lealdade (para quê estragar tal mistério?).

Tom Cruise é a estrela do filme e mostra por que ainda merece estar no papel do Agente Hunt. Carismático, galã e boa pinta, Cruise mostra que mesmo com 53 anos ainda está em boa forma. Boa parte das cenas de ação, o ator não fez uso de dublê. Em uma entrevista no programa do Jimmy Fallon, ele afirma que estar presente em cenas de risco faz parte do seu trabalho para entreter o público, “Afinal, onde estaria a diversão?” questionou Cruise. Tamanho comprometimento ao trabalho mostra o quão importante é para o ator fazer o que gosta e fazer bem feito.

As cenas de ação foram muito bem registradas e ‘maestradas’ pelo diretor Christopher McQuarrie (Edge of Tomorrow). A escolha de tecnologia IMAX faz a experiência se tornar muito mais completa. Vidros quebrando, carros e motos em perseguições, incontáveis números de tiros, tudo se torna muito mais real com o uso de tal tecnologia. A preocupação com cada detalhe explorado poderá render algumas indicações aos grandes prêmios pela parte técnica, principalmente referentes a mixagem de som.

Esse é o quinto filme da franquia Missão Impossível e devido a resposta positiva da crítica e do público, a sequência já foi confirmada para começar a produção em 2016. Missão Impossível é o tipo de filme que tem um vasto campo a ser explorado, assim como vem sendo feito com James Bond desde a década de 50. Entretanto, certos cuidados devem ser tomados ao seguir tal caminho. Evitar repetições e clichês comuns a filmes de ação são alguns deles. Missão Impossível – Nação Secreta até desliza algumas vezes, mas uma repetição que nunca vai ser um deslize na franquia tem um nome: Tom Cruise.

Por: Wilson Netto

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui