Crítica: Quarteto Fantástico

O novo Quarteto Fantástico é um fracasso no qual a Marvel não se orgulhará, principalmente depois do sucesso alcançados pelos Vingadores e outros filme do gênero.

Mais um filme de super-heróis confirma que a produção em massa nesse nicho não vai parar, e por isso as produtoras devem ter muito cuidado, pois a saturação está mais do que clara no novo Quarteto Fantástico. O filme é um reboot do apresentado em 2005 e por isso tem uma história muito similar ao seu antecessor. Comparações são inevitavelmente feitas, e negativamente respondidas. Uma fraca química entre os personagens (e também atores) ditam o tom aguado do novo filme. Nenhum elemento foi acrescentado que possa de alguma forma superar o filme de 2005. A tentativa não bem-sucedida de rejuvenescer o elenco, só fez com que a falta de experiência e o pouco carisma afundasse mais ainda o filme.

O filme conta a história de 4 jovens que trabalham num projeto cientifico que tem como objetivo levar matéria para uma outra dimensão. Motivados pelo álcool numa comemoração pelo término do projeto, eles querem ser lembrados não só como construtores do portal, mas os primeiros humanos que conseguiram passar por ele. Quando chegaram no planeta da outra dimensão, foram surpreendidos por uma forma inexplicável de energia que era armazenada no subsolo. Tal energia foi a razão de obterem superpoderes.

Outro fator que empobrece o novo Quarteto Fantástico é a pobreza no seu enredo. Não existe anticlímax, muito menos clímax. O filme só apresenta um vilão claro muito depois da metade do filme e mesmo assim quando é apresentado, não empolga. Tomadas que muitas vezes não seguem a dinâmica e quebram a lógica do filme. Sem falar na fotografia mal trabalhada. O filme passa boa parte de suas 1h e 46 minutos no escuro, literalmente.

Uma das poucas coisas boas no filme é o Miles Teller como o Reed Richards (ou Sr. Fantástico). Comprovando seu incrível potencial de ator desde sua performance em Whiplash, Teller é o único que consegue empatia do público. Não se pode dizer o mesmo do Michael B. Jordan, no papel do Homem Tocha. Houve uma polêmica antes do lançamento no filme quanto ao papel do Tocha ser interpretado por um negro. A raça do Tocha não interfere no personagem, mas a interpretação do Jordan sim, e ele não foi feliz. Talvez algum ator mais carismático para o personagem que mais necessita de tal qualidade, tivesse ajudado o filme, Marlon Waynes ou Eric West por exemplo.

Com tantas falhas, não poderia se esperar que a recepção da crítica internacional especializada fosse diferente se não negativa. Isso possivelmente terá um impacto negativo na bilheteria e que possa servir de lição para a sequência que está sendo programada para 2017. Que os erros possam ser corrigidos e esquecidos, pois a história do Quarteto Fantástico tem potencial para ser mais do que números produzidos pela Marvel [em tempo: a produção fica por conta da Fox, e não da Marvel como mencionado].

Por:  Wilson Netto

3 COMENTÁRIOS

  1. Esse filme não é produção da Marvel Studios só é baseado nas HQs Marvel, ele é produção da Fox que detém os direitos dos X-Men tb. Não faz parte do universo dos vingadores.

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