Crítica: Ricki and the Flash – De Volta pra Casa

O filme é monótono, não consegue gerar expectativas e nem Meryl Streep consegue salvá-lo.

Ser uma estrela no bussiness musical não é fácil e Ricki Rendazzo (Meryl Streep)  sentiu isso na pele desde que optou por se afastar dos filhos e do marido para tentar alcançar seu sucesso musical. Durante o filme somos logo apresentados a Ricki e sua banda The Flash que tocam em um pub simples. Uma ligação do seu ex-marido faz com que Ricki volte a sua antiga cidade. Totalmente previsível a história central não encanta e nem desperta a atenção.

Ricki que não alcançou seu tão sonhado sucesso musical, tendo lançado apenas um cd, vive com pouco dinheiro no bolso e o fracasso dela é tão nítido quanto o do filme. Meryl Streep até parece tentar salvar sua personagem, mas a falta de qualidade do longa vai além da atuação da atriz. Com personagens secundários pouco explorados e apáticos a produção segue num marasmo que dá vontade de apertar o off do controle até o momento no qual lembramos que não estamos na sala de casa em um domingo com a tv “aberta”.

A muito tempo sem ver os filhos e o ex-marido, Ricki precisa voltar pra casa e ajudar a filha, Julie (Mamie Gummer)  que acabara de se separar e está fora de si. Como era de se esperar, um conflito eminente entre mãe e filha acontece, assim como uma discussão entre o ex casal que discute a culpa do afastamento de Ricki da família. Daí em diante toda a história é apresentada de forma rasa, o roteiro gera poucas epectativas e elas não são atendidas. A relação da protagonista com seus dois outros filhos é apesentada superficialmente em uma pequena cena com diálogos fracos.

Assim como o roteiro de Diablo Cody, a direção de Jonathan Demme não funciona e contribui para a monotonia da história que no final tenta emocionar a espectador, mas falha pois ao longo do drama não é possível construir nenhuma ligação com os personagens já que eles não despertar empatia.

Por fim, antes que alguém pense que esse filme não teve nenhum ponto positivo que  justifique as poucas estrelas que estou dando quero deixar claro uma coisa,  Meryl se saiu bem nos vocais cantando. Sim, isso mesmo … ela cantou de verdade e, inclusive, aprendeu a tocar guitarra para interpretar sua personagem. Uma pena a trama não fazer juz ao seu talento.

Por: Lais Rilda

 

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