Crítica: S.O.S. Mulheres ao Mar 2

Com um roteiro fraco, o filme não consegue ambientar uma nova história para dá continuidade ao seu antecessor.

Com mais uma viagem de cruzeiro, S.O.S Mulheres ao Mar 2, traz uma Adriana (Giovanna Antonelli) bem sucedida. Na primeira sequência ela sonhava em publicar um livro, mas agora vive com a responsabilidade de manter uma escritora reconhecida.

André (Reynaldo Gianecchini), namorado de Adriana, continua trabalhando num mundo da moda, cercado por jovens modelos, o que desperta o ciúme da amada. Já Luiza (Fabíula Nascimento), continua fazendo uso dos modelos e atores que procuram uma oportunidade para se tornar famosos. Enquanto Dialinda (Thalita Carauta), agora morando nos Estados Unidos, passou a ser a ex-empregada de Adriana.

Giovanna Antonelli faz de sua personagem uma protagonista caricata, sua química com Reynaldo Gianecchini torna o casal carismático, entretanto, como nenhum romance sobrevivi sem drama, cabe a atriz Rhaisa Batista fazer o papel da ex-noiva de André – exatamente,  aquela que ele havia deixado no primeiro filme para ficar ao lado de Adriana.

Numa repetição banal da primeira história, todos voltam a estar a bordo de um cruzeiro. Adriana convence Luiza e Dialinda a embarcarem junto com ela depois que começa a suspeitar que Andre esteja tendo um caso com a ex-noiva.

Ou seja, assim como no primeiro filme temos uma protagonista insegura e com medo de ficar sozinha. Já Luiza, mais uma vez é convencida a embarcar depois da promessa de conhecer lindos homens no cruzeiro, apenas no fim da trama temos uma reviravolta na história dela. Dialinda é a única que possui uma trama diferente do primeiro longa, agora morando nos EUA ela é usada como “aviãozinho” por seus novos patrões e passa a ser perseguida pelo FBI e pela própria família de traficantes para quem trabalha, sem nem desconfiar o por que.

O papel de Gil Coelho não tem um propósito claro na trama, isso porque ele parece surgir apenas para pagar a hospedagem das personagens. A possibilidade dele ter um drama mais elaborado é descartado pelo personagem no fim do filme. O mesmo acontece com o personagem Felipe Roque que segue despretensiosamente na trama e nos acréscimos do segundo tempo surge uma desculpa para o propósito do seu personagem, numa cena – diga-se de passagem – fria, mas que merecia um pouco mais de preparação.

A trama também mantém pontos em aberto, um deles é a primeira matéria para o jornal que Adriana deixa claro várias vezes no início do filme que precisa fazer, mas se torna um buraco no arco-dramático do longa, já que terminamos de assisti-lo sem saber se ela escreveu ou não. Adriana parece ter trocado um grande momento da sua carreira profissional por uma viagem em busca do seu companheiro, tornando inverossímil seu desejo profissional de manter seu sucesso como escritora. Mesmo com essas falhas de roteiro, o filme consegue arrancar boas risadas de quem o assiste, sendo Thalita Carauta a principal responsável pelos momentos divertidos do filme.

Por: Lais Rilda

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