Crítica: Jogos Vorazes: A Esperança – O Final

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Lais Rilda
Lais Rilda
Estudante de Rádio, TV e Internet e consequentemente apaixonada por audiovisual, passo a maior parte do tempo relacionando o que aprendo em sala de aula com o que vejo na vida real e na ficção.

Imagem do pôster de Jogos Vorazes: A Esperança – O Final (Divulgação/ Lionsgate)

Jogos Vorazes: A Esperança – O Final, dirigido por Francis Lawrence, tem como o momento mais esperado a derrota da soberania e tirania de Snow (Donald Sutherland). Coin (Julianne Moore) lidera a distância as ações para rendição do presidente e proibi que Katniss (Jennifer Lawrence) participe. Entretanto, a impetuosidade característica da protagonista a faz decidir que Snow deve morrer pelas suas mãos e não mede esforços para alcançar esse objetivo.

Durante o filme é evidente a evolução de Peeta (Josh Hutcherson) e a forma como sua amada vai apreendendo a lidar com as mudanças do jovem padeiro, após ele ter sido vítima da Capital que usou teleguiadas para criar alucinações que despertam nele o desejo de matar Katniss. Gale (Liam Hemsworth) parece se distanciar cada vez mais da sua antiga companheira de caça, seu interesse por ela ainda é evidente, mas suas ações em prol do distrito 13 parece o ter transformado em uma pessoa hipócrita e quase sem nenhum escrúpulo. Seus planos de vingança contra a capital surgem com a mesma violência com a qual seu distrito foi destruído.

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A história surge como uma crítica a busca por direitos que vem forjada na máxima da lei do talião de Hamurabi, “olho por olho, dente por dente”. Gale e e Coin são os personagens que evidenciam essa referência e isso se torna nítido nos momentos finais da trama, deixando claro para Katniss que a tirania não está nos objetivos das ações, mas no processo de execução delas também. Coin que deseja unificar os distritos e destruir a soberania da capital não mede esforços para atingir esse objetivo, inclusive executa práticas semelhantes a de Snow.

Tudo isso me faz pensar ainda mais sobre filme como um ato político. Assisti Jogos Vorazes pela primeira vez em 2012, ano do lançamento do primeiro filme da série. Saí maravilhada do cinema. Imagina uma sociedade extremamente dividida, onde um governante faz dos habitantes peças de um big brother que resulta na morte de vários cidadãos. Sim isso é ficção, mas quando vejo a obra de Suzanne Collins penso em uma realidade não tão distante de nós, onde os jogos e as mortes tem significados diferentes, mas o mesmo objetivo: a busca por poder.

Susanne é autora dos três livros da série e também auxiliou na roteirização dos filmes. Nos últimos anos tem se tornado uma tendência que trilogias adaptadas para o cinema, tenha o último livro dividido em dois filmes. Com Jogos Vorazes não foi diferente. Com sua estreia antecipada para a última quarta (18/11), fãs foram aos cinemas conferir o fim da saga. O longa teve a missão de dá adeus aos apaixonados pela história de Panem.

Este último filme da saga retoma as sequências de ações que são bem construídas e conseguem aumentar a adrenalina do telespectador. Inclusive, arrisco a escrever que a baixa bilheteria da estreia tem como uma de suas causas a não realização dos jogos vorazes no filme anterior, que acabou resultando em um “esfriamento” do arco dramático, afastando o público dessa nova sequência, principalmente aqueles que não leram os livros.

No filme também é possível encontrar alguns erros de continuação, como o machucado no pescoço de Katniss nas primeiras cenas do filme. A garganta da garota em chamas aparece muito machucado na primeira cena, mas já na seguinte a maquiagem capricha demais e a protagonista parece ter tido uma recuperação espontânea.

Dramas significativos, como a perda de personagens importantes poderiam ter sido melhor construídos no filme, provocando uma comoção maior no telespectador. Entretanto, pouco vemos e estabelecemos laços com esses personagens, falha que vem acontecendo nas produções anteriores. O longa aqui deixa escapar uma oportunidade de marcar os fãs da saga.

Por: Lais Rilda

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