Globo editará ‘Verdades Secretas’ e novela vai virar seriado

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Paulo Cavalcante
Paulo Cavalcantehttp://www.cafedeideias.com
Professor, atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema, aprecia a sétima arte e a dramaturgia para as diferentes telas.

Final de "Verdades Secretas" mobilizou espectadores e bateu recorde de audiência (Reprodução/Rede Globo)
Final de “Verdades Secretas” mobilizou espectadores e bateu recorde de audiência (Reprodução/Rede Globo)

A Rede Globo anunciou na última sexta-feira (18/12) que irá transformar a novela “Verdades Secretas” num seriado. A notícia foi dada numa entrevista do diretor Mauro Mendonça Filho ao portal Gshow na divulgação do último episódio da série de documentários sobre a trama, “Verdades Secretas.doc”.

“A gente vai remontar inteiramente Verdades Secretas em seriado e quem sabe reexibir, colocar on demand ou então num DVD”, disse o diretor.

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A trama de Walcyr Carrasco foi uma das mais bem sucedidas da Globo em 2015. Em seu úlimo capítulo, bateu recorde de audiência com os espectadores reunidos em frente a TV para saber o desfecho do triângulo amoroso formado por Alex, Carolina e Angel, interpretados respectivamente por Rodrigo Lombardi, Drica Moraes e Camila Queiroz.

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1 COMENTÁRIO

  1. Essa foi a escolha do autor, o verdadeiro e um final idêntico até a morte na lancha, porém dali em diante, já que ela tinha jóias e provavelmente algum dinheiro, ir tocar sua vida sozinha, sem seu pai e com um misto de dever cumprido e loucura…
    Walcyr Carrasco tem criado dilemas dos mais desconcertantes desde o início da novela, cujo ponto alto culminou na comentada cena do capítulo na sexta-feira, dia 7 de 2014. O dilema era: a moral e o desejo, o amor filial versus a paixão por um homem. Até então, o público acreditava que o que estava impedindo Arlete de se entregar ao padrasto era sua lealdade à mãe. Porém, no mesmo capítulo em que ela descobre que o cara não era o estuprador que ela imaginava, ela cede e se agarra com ele na cozinha, enquanto a mãe está no quarto, morta de preocupação achando que a filha está na rua. Conclusão: o que refreava o desejo de Arlete não era o amor pela mãe e sim a crença de que o seu ex-amante era um estuprador. Era a aversão por ele não ser o príncipe que ela acreditava, mas um homem violento e repulsivo. Resultado: ele não era tão mau assim, o casal fofo se entende, mas como fica Carolina, (Drica Moraes) nessa história? E como fica a relação entre mãe e filha que é muito mais importante que a de homem e mulher? Fica ofuscada pela beleza do casal.

    Já tinha namorado Guilherme, mas nunca sentira amor de verdade por ele (seu carinho era mais por ter sido o rapaz, o primeiro homem de sua vida). Não pôde mais exercer a profissão de modelo, condição imposta pela avó para não se envolver novamente em “romances pagos”. Voltou para casa.
    Algum tempo depois, estava nas passarelas novamente, e novamente envolvida com Alex.
    Uma acusação de estupro de uma colega de profissão, porém, a afastara do cara que tanto a atraía.
    Alex armou um casamento com Carolina, só para ficar mais perto da moça.
    E conseguiu. Afastada a suspeita de estupro, Angel largou-se nos braços daquele homem que a envolvia como ninguém conseguia, a despeito de correr um risco grande de magoar a própria mãe, se um dia os flagrasse juntos. Esse é o caso que podemos chamar de traição dupla, tanto da moça quanto do marido, sendo que a primeira era ainda mais dolorosa. É claro que esse dia teria que acontecer, mais cedo ou mais tarde.
    Carolina, que sabia atirar muito bem, ameaçou matar Alex, ao ver o casal na cama. Angel se jogou na frente dele para que a mãe não o fizesse, alegando que o amava.
    Ao descer as escadas, na cozinha, Carolina deixou uma carta-despedida para Letinha, dizendo que fosse feliz e que amava muito a filha. Matou-se após escrever a tal carta.
    Naturalmente que a presença de Alex que mais a interessava, fosse qual fosse o motivo.
    E é aqui que vem a maior demonstração de amor da modelo – na minha simples opinião, ressalto outra vez – quando, num passeio de lancha, Angel descarrega seis ou sete tiros no homem que ela protegeu das balas que a sua mãe teria desferido.
    Percebemos que não se tratava do sentimento nobre o que sentia pela mãe, devido ao quase nada de arrependimento por traí-la debaixo do mesmo teto onde viviam; não amava a avó também. Mesmo sabendo de sua doença, não permaneceu ao seu lado até a sua morte. Um pouco mais perto de amor sentia por Alex, mas era mais atração física do que qualquer outra coisa porque, em momento algum, fizera grandes sacrifícios para tê-lo.
    Por mais incrível que possa parecer, Angel não amava a ninguém, nem mesmo sua mãe, avó e o próprio Alex. Apenas gostava; não era amor.

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