Tina Fey responde a acusações de racismo em ‘Unbreakable Kimmy Schmidt’

Tina Fey e Ellie Kemper, criadora e estrela da série "Unbreakable Kimmy Schmidt" (Divulgação/NBC)
Tina Fey e Ellie Kemper, criadora e estrela da série “Unbreakable Kimmy Schmidt” (Divulgação/NBC)

Tina Fey fez história na TV americana quando foi a primeira mulher a ser chefe da equipe de roteiro do programa de humor “Saturday Night Live”, um dos tradicionais e mais antigos programas que ainda permanecem no ar com grande público e repercussão.

O histórico de Tina Fey no humor é bem sucedido: além do “Saturday Night Live”, a atriz criou e atuou, ao lado de Alec Baldwin, na premiada comédia “30 Rock”, série que foi ao ar entre 2006 e 2013 nos EUA. Atualmente a atriz comanda “Unbreakable Kimmy Schmidt”, para o Netflix. Mesmo com boa recepção da crítica e da imprensa que forma a academia do Globo de Ouro, que deu indicações ao seriado na premiação cuja cerimônia acontece em janeiro de 2016, Tina Fey viu-se numa saia justa em uma cena da comédia.

“Unbreakable Kimmy Schmidt” retrata a vida de Kimmy (Ellie Kemper), uma mulher que passou sua infância e adolescência isolada do mundo num bunker, mantida sob cativeiro por um pastor maluco que acreditava no fim do mundo. Após ser libertada, ela vai morar em Nova York, desconhecendo a nova realidade que está vivendo. Procurando uma nova vida, ela vai morar com o aspirante a ator Titus (Tituss Burgess) numa casa alugada pela ex-hippie Lilian (Carol Kane), além de ser contrata como assistente da madame Jacqueline (Jane Krakowski).

Foi justamente numa cena com a patroa de Kimmy que os espectadores voltaram-se contra Tina Fey – num dos episódios, ela conta que é nova iorquina descendente de índios, mas omite sua descedência por vergonha. Com essa piada a criadora da série acabou sendo tachada de racista.

Em entrevista a revista Net-a-Porter, Fey mandou um recado para os reclamões da internet. “Fique longe da internet e você viverá para sempre”, disse se referindo a repercussão que a cena em questão tomou nas mídias sociais. “A minha nova meta é não explicar piadas. Nós fazemos muito esforço para escrever e elaborar tudo, então, elas (as piadas) precisam falar por si”, observou, sobre a pressão que os humoristas tem vivido ultimamente, completando: “Há uma verdadeira cultura de exigir desculpas, e eu estou optando por fica fora disso”.

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