Com interesse em acordo global do Netflix, CW pode tirar séries do serviço de TV por internet

Séries como "The Flash" e "Arrow" podem deixar catálogo do Netflix após fim do acordo com a CW (Divulgação/The CW)
Séries como “The Flash” e “Arrow” podem deixar catálogo do Netflix após fim do acordo com a CW (Divulgação/The CW)

Em 2011, a CW – canal americano comandado pelas gigantes CBS e Warner Bros. – fechou um acordo bilionário com o Netflix para lançar suas séries na plataforma de TV por internet durante os quatro anos seguintes. Assim, as novas produções da emissora iriam direto para o Netflix com exclusividade após as temporadas chegarem ao fim na TV aberta.

Prestes a encerrar o contrato, a CW cogita a possibilidade de não renová-lo, firmando parceria com outro serviço de streaming ou criando um serviço próprio, o que levaria a tirar todas as suas séries do catálogo do Netflix.

O grande entrave é a decisão do Netflix de mudar os seus próximos contratos com as gigantes do entretenimento. Agora que a Netflix se expandiu pelo mundo e está presente em mais de 130 países, incluindo o Brasil, os executivos da plataforma desejam que todas as novas parcerias sejam de acordos globais, ou seja, os lançamentos devem acontecer em todo o mundo, afim de criar um catálogo o mais universal possível.

A CW parece ser contra a nova decisão do Netflix, cujo acordo bilionário era restrito apenas ao lançamentos das séries do canal para assinantes da plataforma nos EUA e Canadá. No Brasil, a negociação para o lançamento de séries como “The Flash”, “Arrow”, “Gossip Girl”, “The 100”, entre outras, são feitas pela Warner Bros.

A decisão da Netflix é interessante para os usuários, mas caso as gigantes do entretenimento se voltem contra a decisão, o assinante do Netflix que sai perdendo com menos séries da TV e filmes no catálogo. Em contra partida, o Netflix se prepara para uma possível debandada, aumentando consideravelmente o número de produções originais, que praticamente dobrará em 2016 em relação ao ano passado.

Com informações do Collider e The Wall Street Journal.

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