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Crítica: Como Ser Solteira

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Como Ser Solteira promove a seguinte dúvida naqueles que apenas dão de cara com a sua premissa: como que uma típica comédia romântica americana vai conseguir subverter o “feliz para sempre” sem que as personagens precisem estar envolvidas com alguém? Aqui o negócio é literalmente pagar para ver.

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A resposta é: não foi dessa vez. O roteiro escrito por três pessoas (Abby Kohn, Marc Silverstein e Dana Fox) é baseado no livro homônimo de Liz Tuccillo lançado em 2008, e falha no quesito principal, que seria empoderar a “liberdade”.

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Dakota Johnson vive Alice, uma jovem cujo emprego, pais, casa ou qualquer outra coisa não importa na trama, apenas é necessário saber que ela resolveu dar um tempo no seu namoro porque queria viver outras experiências em Nova York. Lá ela conhece Robin, a Rebel Wilson, que mais uma vez encarna a personagem alívio-cômico, cuja relevância na trama nada mais é do que ser engraçada, louca e dar uns conselhos absurdos a Alice. Aliás, é Rebel Wilson quem está promovendo o filme na maior parte dos lugares, o trailer é praticamente todo recheado de falas da personagem, mas quando na verdade ela é bem mais secundária do que se imagina.

Alice e Robin partem no primeiro dia que se conhecem para viver a noite de Nova York, da qual a segunda já é bem íntima. A partir daí Alice se vê envolvida com pelo menos três caras durante o filme (?), enquanto acompanhamos mais duas personagens femininas: Meg, vivida por Leslie Mann, uma obstetra de meia-idade que não está muito interessada em relacionamentos até o primeiro cara aparecer, e Lucy (Alison Brie) que vive onde tiver WiFi procurando seu príncipe encantado nos sites de relacionamento.

Se do roteiro não podemos extrair nada muito relevante, a não ser alguma contradição, da direção de Christian Ditter podemos. O cineasta opta por trabalhar com cores intensas e neon sobre o mar de cinza e azul de Nova York, os movimentos de câmeras adicionados aos efeitos que passam pela tela e as músicas pop que embalam o filme tornam tudo dinâmico, fazendo o espectador nem perceber as suas quase duas horas. A iluminação e os planos mais fechados no rosto dos personagens nas cenas mais dramáticas acrescentam muito além de tornar o filme esteticamente bem bonito.

Viver sob as amarras sociais é complicado em diversos aspectos, e estar num relacionamento estável é um deles, um dos mais “importantes”, na verdade. Como Ser Solteira poderia ter jogado na mesa tudo isso e se saído muito bem, mas aparentemente não era o que pretendiam seus realizadores, pois por vezes eles flertam com o assunto, mas de forma tão rápida e superficial que é difícil até de lembrar.

No mais, Como Ser Solteira é uma comédia romântica daquelas que todo mundo já viu alguma vez, com um elenco recheado de estrelas em que diversas histórias paralelas sobre amores acontecem. O problema aqui é a contradição em apresentar uma trama onde as mulheres estão em busca de homens quando até o título do filme te diz que o negócio é outro.

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Evandro Lira
Evandro Lira
Estudante de Cinema e Audiovisual, escreve para o Café de Ideias com a desculpa de falar de uma das coisas que mais gosta, o cinema.
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