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Crítica: Batman Vs Superman – A Origem da Justiça

Imagem Promocional (Distribuidora/WarnerBros)

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Um dos filmes mais esperados do ano traz consigo uma enorme responsabilidade: agradar os fãs, introduzir com êxito a nova fase da DC Comics e manter a popularidade que o homem-morcego vem angariando desde de 1989, onde teve seu ápice na bem-sucedida trilogia do Christopher Nolan. Muitos pontos são exigidos do filme Batman vs Superman e nem todos são satisfatoriamente atendidos, gerando um sentimento de decepção entre os telespectadores, principalmente os fãs. Tudo isso até começar o ponto principal do filme, a batalha entre os dois heróis, onde o filme ganha folego e finalmente mostra sua grandiosidade.

Zack Snyder, que tem o currículo composto basicamente por filmes de grandes orçamentos (300, Watchmen, Homem de Aço), já tem a habilidade de conduzir tais desafios. Em Batman Vs Superman presenciamos um erro comum aos outros filmes do Snyder: a falta de um roteiro consistente, salvo Watchmen. Tal erro não deveria ser atribuído ao diretor e sim ao roteirista. Entretanto, quando ele assume a responsabilidade de ter seu nome como o maestro da obra, está implícito o seu comprometimento com o resultado final e a utilização de artifícios que possam encobrir tal falha. Não acontece no seu novo longa. A principal falha do roteiro foi a falta de carga emocional em boa parte do filme.

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Outro ponto fraco é a edição, onde tem erros tão gritantes que nem acreditamos que poderia acontecer num filme de um orçamento cerca de 250 milhões de dólares. O filme pode ser dividido em 2 partes: Parte I (a primeira metade do filme) onde nada acontece, a edição não deixa claro qual o propósito dos personagens nem da história em si; e Parte II (a segunda metade) onde finalmente encontra-se uma harmonia entre todos os aspectos do longa.  O ponto mais forte no filme fica com a edição e mixagem de som, ambos minunciosamente trabalhados. O trabalho de Hans Zimmer na trilha sonora é algo louvável.

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Parte da expectativa para o filme, deve-se a estreia do Ben Affleck no papel do homem-morcego. O Batman é um dos personagens mais encenados no cinema e já teve grandes nomes como Michael Keaton, Val Kilmer, George Clooney e o Christian Bale. Um personagem de tamanho peso leva o público a ser cada vez mais exigente e cobrar uma performance melhor do que a anterior, tarefa árdua considerando o sucesso do Chris Bale. O Ben Aflleck não pode ser comparado com os outros Batmans (mesmo sabendo que essa comparação sempre vai existir) pois o personagem vive numa época diferente, com idade diferente, e consequentemente com personalidade diferente. Algumas características do personagem no novo filme confirmam sua evolução: o cabelo grisalho, uma maior lentidão nas cenas de lutas e sobretudo, um Batman que usa mais sua experiência e sabedoria ao invés da força.

Henri Cavill repete seu trabalho em O Homem de Aço, onde convenhamos que, o personagem não exige muito do ator, afinal o Superman sempre foi um personagem bonito e carismático, apenas. A surpresa fica por conta do Jesse Eisenberg no papel de Lex Luthor. Jesse que já interpretou outros personagens com certo desvio de personalidade, faz do Lex Luthor o melhor divertimento do filme. O Jeremy Irons também merece crédito pelo moderno e repaginado Alfred, o famoso mordomo do Batman.

Batman vs Superman divide opiniões por ser um filme de qualidade questionável. Não resta dúvidas o quanto poderia ter sido trabalhado e melhorado no filme, mas considerando que esse foi apenas a ponta do iceberg para todo o novo universo que estar por vir, ele cumpre seu papel de divisor de águas. Não teremos mais um Batman intempestivo, nem um Superman arquétipo, muito menos um Lex Luthor mimado. Agora os tempos estão mudados, e medidas mais incisivas precisam ser tomadas, afinal ninguém se mantém um falso Deus ou um Cavaleiro das Trevas para sempre.

Por: Wilson Netto

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1 COMENTÁRIO

  1. Achei o filme incrível, devo dizer que fiquei surpreendida com Jesse Eisenberg, ele tem mandado bem assim como nos filmes de “O Ilusionista” e em “rede social”, sua experiência fez o mal caráter do Lex Luthor se desenvolver muito bem. Além disso, o aparecimento de Gal Gadot (Wonder Woman) é surpreendente, demonstra o potencial de sucesso como atriz e seu crescimento, porque este ano terá o seu próprio filme.

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