Elenco de X-men: Apocalipse para a revista Empire (Foto: Divulgação)

Depois de quebrar todos os recordes possíveis, Capitão América: Guerra Civil estabeleceu um novo nível para os filmes de super-heróis. Um elenco que possui bastante química, um roteiro sem furos e um trabalho técnico digno de levar vários Oscars. Quando um filme de tal competência é lançado, põe os futuros lançamentos do mesmo nicho numa situação delicada. Caso o novo filme não conseguir superar o anterior, nos vem logo a cabeça: “Foi bom, mas o outro foi melhor”. Por que falar tudo isso numa crítica ao novo X-men: Apocalipse? Porque foi bom, mas Capitão América foi melhor.

O filme pega o gancho do desfecho do último filme X-men: dias de um passado futuro, onde aconteceu a batalha em Washington DC, e se desenvolve a partir disso. Professor Xavier (James McAvoy) continua recebendo mutantes na sua escola e dentre desses novos alunos estão o que virão a ser os principais defensores dos X-men: Ciclope (Tye Sheridan) e Jean Grey (Sophie Turner). Temos ainda a versatilidade da Mística (Jennifer Lawrence), a sabedoria do Fera (Nicholas Hoult) e o humor do Mercúrio (Evan Peters).

Quem melhor se destacou positivamente foi o Evan Peters. Ele traz ao filme todas as características que todo o elenco deveria ter. Carisma, Humor, boa atuação e fidelidade ao personagem. O Michael Fassbender (Magneto) e o Nicolas Hoult também merece crédito por uma boa atuação. Entretanto, a maioria do elenco não consegue desenvolver um trabalho integrado. Todo o trabalho em grupo não passa mais do que uma obrigação a ser feita e acaba refletindo no desenvolvimento do filme, pois não vemos nenhum laço emocional sincero ser construído no decorrer da história.

O roteiro é infeliz ao escolher um vilão tão clichê para ser o antagonista dos X-men. Velhas técnicas usadas para criação do vilão é o que o torna tão ultrapassado: voz grave distorcida, controle e poder sobre tudo, desaparecimento ao longo dos séculos e ressurgimento por um achado inexplicável e por coincidência, entre outros. Um vilão que mecha com o psicológico dos personagens e não com sua força é que o se esperaria.

No geral, X-men: Apocalipse tem alguns pontos positivos. Efeitos Especiais bonitos, trilha sonora bem produzida e uma mixagem de som genial. Entretanto, geralmente quando a base do filme é fraca (que na maioria dos casos a base é o roteiro) tudo no filme tende a desandar. As atuações, a direção e até mesmo a edição do longa ficaram comprometidas. Muitos argumentam que desde que a FOX assumiu o controle de alguns filmes da Marvel (X-men, Quarteto Fantástico) o processo criativo dos personagens e da narrativa foram comprometidos. Isso pode ser uma falácia, vide Deadpool, ou não, vide Quarteto Fantástico. Entretanto, não se deve culpar um ou outro pelo resultado final, quem deve assumir a responsabilidade pelo filme são todos que por ele são responsáveis, desde o ator coadjuvante até o produtor principal. Como a continuação do X-men: Apocalipse já está confirmada, vamos aguardar que algumas mudanças sejam feitas para que o X-men que já teve seus dias de glória possa voltar mais uma vez.

Por: Wilson Netto

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