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Crítica: A Lenda de Tarzan

O maior desafio do filme é onde ele peca mais: recontar a história de Tarzan.

Cena do filme A Lenda de Tarzan (Distribuidora/Warner Bros)

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A Lenda de Tarzan é mais um daqueles filmes que não deveriam nem ter saído da sala de produção e com certeza não passou pela sala dos roteiristas. Apesar do milhões gastos com efeitos, alguns são bem impressionantes, o filme é preguiçoso, não possui nenhum tipo de profundidade ou empatia com o público. O velho ‘nadou e morreu na praia’.

O longa conta a história do Tarzan (Alexander Skarsgård) que após passar uma parte de sua vida na metrópole vivendo como John Clayton III, ou Lorde Greystoke, é chamado de volta ao Congo para prestar serviços ao Rei Leopoldo II. Acompanhado da sua esposa Jane (Margot Robbie), Tarzan tem uma desagradável surpresa ao saber que toda sua expedição era uma trama do Capitão Leon Remo (Chirstoph Waltz) para capturar o menino prodígio da selva. Tarzan conta com a ajuda do George Washington Williams (Samuel L. Jackson), e de toda a selva, para ajuda-lo a sair de tamanha emboscada.

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Alexandre Skarsgård ficou famoso no papel do vampiro Eric na extinta série True Blood. Se na série ele consegue se destacar por ser um vampiro sarcástico e malvado, no filme ele não consegue tal façanha ao interpretar um bom moço. Podemos dizer que é a interpretação mais fraca do filme. Um pouco menos fraca que interpretação de A. Skarsgård, pois ainda consegue ser razoável em algumas cenas, é a de Margot Robbie. A interprete da já adorada Arlequina (Esquadrão Suicida) não consegue demonstrar um leveza que a personagem da Jane exige, sendo o resultado algo completamente antinatural.  Até o usualmente brilhante Chirstoph Waltz não consegue ter um bom desempenho no filme, fazendo um vilão completamente caricato. A única boa interpretação que temos é do Samuel L. Jackson que garante boas e hilárias cenas.

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O maior desafio do filme é onde ele peca mais: recontar a história de Tarzan. Claramente, o filme não tenta ser uma cópia dos já existentes filmes do Rei da Selva (sic), mas falha desastrosamente na capacidade de criar um roteiro que trabalhe o natural e o selvagem de forma harmônica. O filme entretém de certa forma, como na bonita luta entre o Tarzan e o Gorila (que é seu irmão), mas após 40 minutos de filme já começa a passar uma impressão que nada mais vai acontecer que possa empolgar novamente. Certamente, um roteiro mais bem escrito e uma seleção mais refinada dos atores fariam com que o filme não fosse conceituado entediante.

Por: Wilson Netto

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1 COMENTÁRIO

  1. Desculpe discordar, pela primeira vez com alguma das suas críticas. Eu pessoalmente acho que o filme foi excelente. Não só pela grande narrativa do filme… Não podemos tirar de um reconhecimento que merece Alexander Skarsgård que personifica bem o papel de Tarzan e sua grande química com Margot Robbie. E definitivamente um dos aspectos positivos do filme é a seleção da trilha sonora, que acompanhou a história da maneira mais perfeita possível.

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