Crítica: Sete Homens e Um Destino

magnificent-seven-1024x768Sete Homens e Um Destino faz parte da cada vez mais extensa lista de remakes de clássicos, que não faz jus ao original nem se faz muito necessário como cinema. Todavia, temos aqui uma refilmagem com algumas particularidades que lhe rende algum saldo positivo.

A história começa quando a jovem Emma (Haley Bennett) contrata o mercenário Sam Chisolm (Denzel Washington) para ajuda-la a se livrar do homem que assola terror pelo seu povoado, aqui vivido por Peter Sarsgaard. Chisolm se dispõe a convocar os homens mais corajosos e bons de briga do velho oeste para a missão, o que dura basicamente a primeira metade do filme.

No grupo dos sete homens comandados por Chisolm, temos uma diversidade de etnias raramente vistas no cinema hollywoodiano. E se o filme se dispõe a não ter uma identidade marcante, de funcionar apenas como um blockbuster de ação, de homenagear superficialmente um gênero tão icônico quanto o western, já vale a pena por ter uma atualização onde a diversidade é um sub-texto notável. Ainda que, mesmo nesse caso, o filme peque por não levantar o tema na narrativa, talvez por não querer tecer uma discussão mais explícita ou pelo fato de que a união daqueles homens não fosse fiel do ponto de vista histórico.

Três dos sete homens são vividos por atores famosos do cinema americano, Denzel Washington, Chris Pratt e Ethan Hawke, e é claro que seus personagens seriam os mais bem desenvolvidos. A gente conhece seu passado, suas particularidades e anseios, enquanto os outros quatro vividos por Manuel Garcia-Rulfo, Vincent D´Onofrio, Martin Sensmeier e Byung-hun Lee tem uma participação em algumas poucas cenas.

O grande clímax do filme é grande não só pela sua duração, como também por sua característica bélica. Bombas, corpos estirados no chão, sons de tiros, e planos arruinados fazem a última hora do filme, deixando claro que ali temos muito mais um longa de ação e de grande orçamento, do que uma tentativa de ser um western moderno.

Ao contrário de Ben-Hur, lançado recentemente, o remake aqui conta com um elenco de estrelas, um balanço entre o drama e a comédia, personagens melhores trabalhados (ainda que uns mais que outros), e um propósito mais claro de atualização.

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