Crítica: Sully – O Herói do Rio Hudson

Tom Hanks consegue conduzir a história de Sully de maneira intensa e o filme nos provoca a inquietação desse protagonista!

Leia também:

‘Projeto Gemini’ e ‘Morto Não Fala’ são as estreias da semana nos cinemas

As estreias desta semana nos cinemas trazem filmes para todos os gostos. "Projeto Gemini", o ousado filme do cineasta...

Cinema da UFPE é a nova opção para os cinéfilos pernambucanos

O Cinema da UFPE, nova sala de exibição no Recife, será inaugurado nesta quarta-feira (09). O evento acontece às...

Sem apoio de editais, Janela de Cinema recorre ao público para acontecer

Um dos maiores festivais de cinema de Pernambuco, o Janela Internacional de Cinema do Recife recorre neste ano ao...
Lais Rilda
Lais Rilda
Estudante de Rádio, TV e Internet e consequentemente apaixonada por audiovisual, passo a maior parte do tempo relacionando o que aprendo em sala de aula com o que vejo na vida real e na ficção.

Tom Hanks interpreta Sully em longa dirigido por Clint Eastwood (Reprodução Warner Bros.)
Tom Hanks interpreta Sully em longa dirigido por Clint Eastwood (Reprodução Warner Bros.)

Sully – O Herói do Rio Hudson é um filme sobre a pressão de ser um herói, eu até diria mais, é um filme sobre ser um humano considerado herói. Sim, existem diferenças! Tom Hanks com muita sobriedade deu vida a um homem chamado de herói após conseguir realizar um pouso no rio Hudson. Para quem não lembra essa foi uma história real e Sully – O Herói do Rio Hudson uma projeção desse ato e o seu desenrolar.

Após decolar com mais 154 pessoas no avião, o capitão Sully encontra no caminho um grupo de pássaros, o impacto entre os animais e as turbinas é imediato, fazendo a máquina perder força e altitude. Com mais de quatro décadas de experiência, a única saída que o capitão enxerga como menos arriscada é um pouso no rio, mas sem muito ânimo, afinal quem já sobreviveu a uma queda de avião na água? Eu respondo! Sully e seus 154 passageiros.

- Publicidade -

A direção do filme ficou por conta de Clint Eastwood, que soube muito bem conduzir a produção. Longas como esse são sempre um desafio, já que para contar uma história mundialmente conhecida é preciso usar artimanhas para conquistar, ou melhor, surpreender, o espectador. A não linearidade da história soma pontos a favor dessa produção, além disso há um foco que foge do ato heroico e recaí sobre como isso afetou psicologicamente o personagem e a tentativa de retirá-lo do posto de herói em um conflito entre máquina e humanidade.

O órgão competente pela aviação começa uma investigação pelas causas do incidente e levanta a possibilidade de Sully ter agido com imprudência ao assumir o risco de pousar no rio, que deveria ser fatal para os 155 passageiros. Simulações apontam que o comandante conseguiria aterrissar em pistas próximas ao local. E aí fica a provocação entre a reação humana em uma situação limite real e uma realidade virtual!

Os efeitos especiais saltam aos olhos com a ajuda do IMAX e o terror de Sully ao imaginar que seu pouso de emergência poderia dar errado e causar a morte de um número maior de pessoas nos faz sentir sua inquietude. Tom é protagonista absoluto do filme, centrado e totalmente entregue ao personagem.

Por: Lais Rilda

- Publicidade -
- Relacionados -

1 COMENTÁRIO

  1. Estou de acordo com você, Tom Hanks se compromete com os seus personagens e sempre deixa uma grande sensação ao espectador. Eu sempre gostei dos filmes de Tom Hanks. Definitivamente este ator é uma das razoes pelas quais o filme Sully teve resumos positivos. Além, acho que mais que filme de drama biográfico, é um filme de suspense, todo o tempo tem a sua atenção e você fica preso no sofá. Vale muito à pena, é um dos melhores do seu gênero. Acho que também tem pontos extras por ser uma historia real.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Publicidade -

Últimos destaques:

Azougue Nazaré | Crítica

Uma terra com uma vasta variedade de culturas que culminam em diferentes religiões, o Brasil vem perdendo suas raízes...

As Panteras | Crítica

Hollywood fez mais uma vítima na sua não tão nova moda de reciclar franquias - a saudosa série As Panteras ("Charlie's Angels") ganhou uma...

Ford vs Ferrari | Crítica

A principal lição que se pode tirar do novo filme de James Mangold, é que não há nada que não fique 100% melhor com a...

Dora e a Cidade Perdida | Crítica

  A adaptação do desenho interativo Dora, a Aventureira, exibido no começo dos anos 2000 pelo canal Nickelodeon poderia ter seguido um caminho bem diferente e...

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio | Crítica

Apostar em mais um capítulo da franquia Exterminador do Futuro é uma atividade que tem se mostrado perigosa nos últimos anos, que o diga Emilia Clarke...
- Filmes recomendados -


More Articles Like This

- Publicidade -