Crítica: Sully – O Herói do Rio Hudson

Tom Hanks consegue conduzir a história de Sully de maneira intensa e o filme nos provoca a inquietação desse protagonista!

Tom Hanks interpreta Sully em longa dirigido por Clint Eastwood (Reprodução Warner Bros.)
Tom Hanks interpreta Sully em longa dirigido por Clint Eastwood (Reprodução Warner Bros.)

Sully – O Herói do Rio Hudson é um filme sobre a pressão de ser um herói, eu até diria mais, é um filme sobre ser um humano considerado herói. Sim, existem diferenças! Tom Hanks com muita sobriedade deu vida a um homem chamado de herói após conseguir realizar um pouso no rio Hudson. Para quem não lembra essa foi uma história real e Sully – O Herói do Rio Hudson uma projeção desse ato e o seu desenrolar.

Após decolar com mais 154 pessoas no avião, o capitão Sully encontra no caminho um grupo de pássaros, o impacto entre os animais e as turbinas é imediato, fazendo a máquina perder força e altitude. Com mais de quatro décadas de experiência, a única saída que o capitão enxerga como menos arriscada é um pouso no rio, mas sem muito ânimo, afinal quem já sobreviveu a uma queda de avião na água? Eu respondo! Sully e seus 154 passageiros.

A direção do filme ficou por conta de Clint Eastwood, que soube muito bem conduzir a produção. Longas como esse são sempre um desafio, já que para contar uma história mundialmente conhecida é preciso usar artimanhas para conquistar, ou melhor, surpreender, o espectador. A não linearidade da história soma pontos a favor dessa produção, além disso há um foco que foge do ato heroico e recaí sobre como isso afetou psicologicamente o personagem e a tentativa de retirá-lo do posto de herói em um conflito entre máquina e humanidade.

O órgão competente pela aviação começa uma investigação pelas causas do incidente e levanta a possibilidade de Sully ter agido com imprudência ao assumir o risco de pousar no rio, que deveria ser fatal para os 155 passageiros. Simulações apontam que o comandante conseguiria aterrissar em pistas próximas ao local. E aí fica a provocação entre a reação humana em uma situação limite real e uma realidade virtual!

Os efeitos especiais saltam aos olhos com a ajuda do IMAX e o terror de Sully ao imaginar que seu pouso de emergência poderia dar errado e causar a morte de um número maior de pessoas nos faz sentir sua inquietude. Tom é protagonista absoluto do filme, centrado e totalmente entregue ao personagem.

Por: Lais Rilda

VEREDITO
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Lais Rilda
Estudante de Rádio, TV e Internet e consequentemente apaixonada por audiovisual, passo a maior parte do tempo relacionando o que aprendo em sala de aula com o que vejo na vida real e na ficção.

1 COMENTÁRIO

  1. Estou de acordo com você, Tom Hanks se compromete com os seus personagens e sempre deixa uma grande sensação ao espectador. Eu sempre gostei dos filmes de Tom Hanks. Definitivamente este ator é uma das razoes pelas quais o filme Sully teve resumos positivos. Além, acho que mais que filme de drama biográfico, é um filme de suspense, todo o tempo tem a sua atenção e você fica preso no sofá. Vale muito à pena, é um dos melhores do seu gênero. Acho que também tem pontos extras por ser uma historia real.

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