Papo Seriado – Ep. 03 – Top5: Princesas Disney

O Primeiro Top Five do Papo Seriado traz também uma breve análise sobre as Princesas Disney no Contexto atual.

papo 3d

Como eu disse lá no Papo Seriado – Piloto, esse espaço é nosso bate-papo e você aí do outro lado sempre pode opinar, comentar e sugerir temas. Assim, como André Monteiro pediu , hoje o tema é: Top Five – Princesas da Disney! (Cês não tem noção dos pulos de felicidade que meu coração tá dando enquanto escrevo aqui! Haha) Eu sempre fui uma apaixonada pelo Universo Disney e fico feliz de poder escrever sobre isso.

O engraçado é que eu imagino que essa vai ser a primeira postagem polêmica! Princesas da Disney polemizando deveria ser estranho, mas em tempos de polarização é quase uma coisa natural, não? O grande problema que veem hoje com as princesas é um machismo que estaria impregnado nas histórias. Momento em que peço-lhes permissão para discordar.

Nesse ponto, preciso destacar o que penso: em toda história, fictícia ou não, sempre há dois lados e, cabe a cada um escolher um deles. Nós podemos, sim, entender as histórias como de mulheres aficionadas por príncipes e que correspondem sempre a um mesmo estereótipo. Mas será mesmo que o Universo Disney se limita a isso?! Eu realmente acredito que não e aqui vale lembrar as mudanças que já vem acontecendo nas histórias. Temos atualmente mais uma gama de princesas que, outrora, fugiriam ao estilo Disney Princess de ser.

Temos princesas negras, ruivas guerreiras, latinas – histórias que não são mais sobre uma vida por um homem… – Temos princesas empoderadas! E isso é uma evolução, não? Claro que, inicialmente, as histórias seguiam o contexto histórico em que estavam inseridas (Branca de Neve, primeira princesa Disney, é de 1937!!!) , mas hoje vejo as mudanças que já estão ocorrendo e, por isso, realmente acho que devem dar um voto de confiança.

Assim, façamos como diz a Elsa e “Let it go”!

Eu, particularmente, sou alucinada por histórias da realeza, inclusive (e principalmente) as da Disney. Mas, sem mais delongas, então, vamos ao nosso Top Five Real!

Adianto que antes de partir para a Realeza  “Oficial” da Disney preciso fazer um adendo e acrescentar uma princesa que, pra mim, é hors concours e não deixa de ser da Disney, afinal, o filme foi produzido pela Cia. Do Mickey Mouse.

Amelia Mignonette Grimaldi Thermopolis Renaldi – O Diário da Princesa

(Reprodução/Walt Disney)
Top Five

Mia é uma princesa diferente – talvez por só ter descoberto seu sangue real aos 15 anos, e foge exatamente dos padrões da realeza (inclusive os de beleza). Mia reluta um pouco para aceitar seu título, mas ao entender a importância do seu papel na sociedade, sobretudo enxergando que a sua nobreza pode possibilitar as mudanças que ela acredita – e quer – ver no mundo, ela se entende como uma modificadora social, alguém que pode ser ouvida e mudar realidades. Mia é uma princesa que defende o feminismo, busca a igualdade entre as pessoas e ainda defende o meio ambiente! Ela entende os problemas de uma adolescente normal – inclusive com seus dilemas quanto à aparência.  Fala sério, tem como alguém desvalorizar uma princesa dessas?!

5 – Fa Mulan – Mulan

Mulan é uma princesa guerreira! Precisa falar mais?! Mulan, logo de cara, já é bem diferente das outras mulheres de sua idade que, assim como ela, estão se preparando para casar.

(Reprodução/Walt Disney)
(Reprodução/Walt Disney)

Ela é desastrada e não faz nenhuma questão de esconder que não está satisfeita com aquilo, mesmo assim, ela vai seguindo o que lhe é imposto pela família e pela tradição até o momento em que seu pai, já doente, é recrutado pra guerra. Por mais que pudesse fugir de estereótipos, Mulan sempre demonstra seu amor pela família e, fingindo-se de homem, decide ir à guerra no lugar do pai. Lá, ela aprende lições sobre honra e amor. Tem como não amar?!

4 – Merida – Valente

Valente é aquela princesa que já conquista você nos 5 minutos iniciais. Com os cabelos de fogo enroladinhos e sua pontaria feroz. Mas se engana quem pensa que Merida é só um rostinho bonito.

(Reprodução/Walt Disney)
(Reprodução/Walt Disney)

Tendo consciência de que na vida as escolhas que tomamos devem ser somente nossas, Merida se rebela e não aceita o “casamento arranjado” com o vencedor do festival, conforme proposto pela mãe. No fim, mais uma vez, vemos que o amor que vence é o amor pela família. E Merida se mostra uma princesa ainda mais poderosa.

3 – Elsa/Anna – Frozen – Uma Aventura Congelante

Confesso que fiquei um pouco em dúvida entre qual das irmãs escolher.

(Reprodução/Walt Disney)
(Reprodução/Walt Disney)

Embora enxerguemos, de início, Anna com o típico amor por um príncipe, ela passa toda a história lutando por um amor no qual ela realmente acredita: o amor pela irmã. Mesmo que no começo ela queira casar com o Príncipe Hans, é com o amor de Elsa que o feitiço é desfeito. A Rainha do gelo, por sua vez, não apenas foge do estereótipo de princesa apaixonada, como ainda demora a se aceitar enquanto rainha. Ao largar o reino e todas as benesses que ele tem, Elsa mostra que ser da realeza é muito mais do que riqueza ou sangue, é ter coragem para se assumir pra todo um reino exatamente como se é.

2 – Tiana – A princesa e o Sapo

Tiana é uma das primeiras grandes mudanças de estereótipo da Disney.

(Reprodução/Walt Disney)
(Reprodução/Walt Disney)

A primeira princesa negra num universo permeado por realezas brancas! Tiana, além disso, como muitas outras, se torna princesa pelo casamento, mas mesmo assim continua trabalhando no restaurante em que tanto lutou e batalhou para construir. Tiana entende que mesmo tendo seus sonhos eles não cairão do céu e, por isso, ela arregaça as mangas e vai à luta. Durante boa parte do filme vemos Tiana trabalhando e juntando cada centavo para conquistar seu sonho. Junto com o restaurante – e nossos corações – Tiana conquistou o 2º lugar aqui.

1 – Bela – A bela e a Fera

Aqui, preciso adiantar, que as justificativas são muito mais do coração do que qualquer outra coisa. É a minha princesa do coração! Bela é uma plebeia que se apaixona por uma fera desprezível, com um coração de gelo – que ela ajuda a derreter, e que se transforma num príncipe maravilhoso (Na teoria, porque no filme…).

(Reprodução/Walt Disney)
(Reprodução/Walt Disney)

O grande encanto de Bela é que, muito embora ela viva numa aldeia e seja filha de um pobre inventor, ela se destaca onde vive, é apaixonada por livros e escolhe não se limitar a uma “teoria determinista”, muito pelo contrário, por diversas vezes ela ressalta o quanto quer explorar toda a vastidão além da aldeia. Assim, não tinha como não figurar no 1º lugar, né? (E não se esqueçam de Zip que é uma fofura só!)

Com isso, encerramos nosso primeiro Top5! E você? Como seria o seu top five? Diz aí! Tem mais algum Top5 que queiram que eu comente (ou faça)?! É só dizer aí embaixo! 😉

Espero vocês no nosso Ep. 04!

 XOXO.

 Ps.: Só não vale pedir Top5 de séries no geral, ta? Senão cês acabam comigo. haha

4 COMENTÁRIOS

  1. Lari, o melhor das princesas é a visão que você tem delas. Com essa defesa, difícil fazer qualquer julgamento por gostar delas. Adorei!

  2. Lari, este tema é a sua cara. A defesa , como Camila falou, já torna o texto interessante.
    Sim, o mundo está mudando e a Disney percebeu que não poderia ficar no esteriótipo de outros séculos.
    Mais uma prova desta transformação e do em poderamento feminino é a série Once upon a time ( da ABC que é do grupo econômico da Disney), onde as princesas são seres ativos e pensantes. Branca de Neve é guerreira, arqueira e sobreviveu na floresta sozinha – por um tempo- sem precisar dos anoes.

    • É mesmo, né, ju?! Sim, fico muito feliz com as mudanças que vem acontecendo tanto em séries/filmes, como no Universo Disney. Talvez seja uma demonstração que a humanidade está cada dia menos despreparada pra evoluir. Once upon a time sempre me chamou atenção não só pelo empoderamento que ela traz mas, principalmente, pela perspectiva de ter esses personagens “encantados” postos na realidade. Beijos!

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