Papo Seriado – Ep.05 – Adaptações

Livro x Filmes, nas adaptações deve-se manter a fidelidade ou mudanças são, mesmo, necessárias? Uma só história e dois desenvolvimentos.

papo 3d

Heeeeeeeeey, e aí, deu tempo de sentirem saudade da coluna? (Por favor, “Me engana, me esconde a verdade, sonhar é melhor que sofrer, mente pra mim, me ajuda a viver” hahahaa) Brincadeiras à parte, queria até me desculpar pela ausência, mas é que semana passada foi defesa do TCC, precisei ir pra o interior da minha família, tive prova oral ontem… E ainda passei quatro dias sem internet hehe Mas, sem mais delongas, vamos ao que nos interessa?! O que vocês tem a me dizer sobre (tandandandan) adaptações?

(Divulgação/WarnerBros)
(Divulgação/WarnerBros)

Como vocês podem imaginar, esse tema me surgiu à cabeça agora com Animais Fantásticos e Onde Habitam (que o Café de Idéias já fez a crítica aqui!) que traz ao centro de tudo, novamente, o universo de Harry Potter que, nem precisaria dizer, arrasta uma legião de fãs dos livros de J.K. Rowling.

De cara preciso confessar que adaptações são coisas que sempre mexem com as minhas emoções, vocês não fazem ideia do quanto! E pior, se for um livro que eu ame muito muito mexe mais ainda. Acho que, principalmente, porque eu acabo criando uma expectativa com relação ao filme e, em regra, a adaptação nunca corresponde às minhas expectativas.

Para isso, vou ser bem exagerada e exemplificar com meu livro preferido, ta? O diário da Princesa!  Então, quem já leu os livros sabe bem que a história do filme não tem lá uma grande fidelidade… O segundo filme (nossa senhora!) nunca que existiu no universo de Meg Cabot! As histórias são bem diferentes, o que, confesso, me frustrou bastante.

Principalmente por que quando lemos um livro, quase que involuntariamente, costumamos criar toda aquela história na nossa cabeça. Quando se descreve os personagens você já os cria mentalmente com uma fisionomia específica, certo?

(Reprodução/WaltDisney)
(Reprodução/WaltDisney)

E aí vem o filme e transforma a personagem principal de loira em morena. (SERIOUSLY, DISNEY?!) Mas tudo bem, essas coisas a gente até consegue, com muito esforço, superar. O problema é que a empresa do Mickey não satisfeita mata o pai de Mia (que nos livros está bem vivo, por sinal) e ainda coloca Julie Andrews pra fazer a avó megera (WTF, DISNEY?! VOCÊ ESTÁ FAZENDO UM JOGO COMIGO?!) – e aqui, por favor, me digam quem consegue odiar Julie Andrews?!

Assim, ou você começa a pensar nos livros e filmes como dois universos distintos ou, meus amigos, não vai dar. Da mesma forma, a maioria das adaptações dos livros que já li seguiu rumo parecido. Lembro que quando lançaram “O Código da Vinci” no cinema fiquei louca pra assistir e uma das coisas que me chamou atenção à época foi como as críticas à Igreja Católica haviam sido bem mais sutis nas telonas, mesmo assim, a igreja tentou arduamente tirar o filme de cartaz (confiram aqui e aqui!).

(Imagem Retirada do Google)
(Imagem Retirada do Google)

É evidente que, passando centenas de páginas pra 2/3 horas, adaptações se fazem necessárias, mas será que é realmente necessário mudar alguns pontos que, para quem leu os livros, são importantes? Eu realmente fico me perguntando sobre isso. Pensando racionalmente, é evidente que essa decisão tem um viés mais arrecadatório, mas será que compensa? Ou será que, na verdade, só se está subestimando o real poder dos livros?

Contem-me o que vocês pensam!

Acho que essa coluna também vai para um espacinho de coisas que não consigo entender junto com os Spoilers haha. De toda forma, é bom deixar claro que vou continuar esperando ansiosamente pelas adaptações de todos os livros que eu amar, tá? Obviamente, torcendo sempre para que se aproximem cada vez mais do que imagino ao ler!

Espero vocês para conversarmos no EP.06 – Retorno de Séries

XOXO.

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