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Papo Seriado – Ep.01 – Piloto

O piloto da coluna traz as primeiras linhas desse espaço que é um verdadeiro bate-papo entre nós. Além disso, conta um pouquinho do meu começo nesse mundo de seriados...

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Cá estamos, enfim, com o nosso piloto! A espera acabou e aqui começa o nosso Papo Seriado, uma coluna que é um diálogo com você aí do outro lado! (nota zero pra rima involuntária) Esse é o lugar para falarmos sobre séries, filmes, músicas… Não é um espaço de informações, mas de opiniões! E, para isso, deixem-me contar um pouco de como eu comecei a ser uma espectadora assídua de seriados.

Lembro exatamente a primeira série que eu vi: ER – Plantão Médico. Passava durante a semana, à noite, no SBT. Minha mãe amava George Clooney como Dr. Ross e eu, como boa filha que sou, assistia com ela. É bem verdade que vimos por um bom tempo e depois eu nem sabia exatamente o que era aquilo, ou melhor, o que era exatamente uma série.

Anos mais tarde, num intervalo de aula de cursinho, algumas amigas discutiam sobre séries. Não fazia muita ideia do que era aquilo, até que me indicaram Gossip Girl. Foi aí que tudo mudou. Meio Martin quando entra no carro em Back to the future. Desde então, nada mais permaneceu igual! Chuck, Blair, Serena, Dan e Nate passaram a fazer parte do meu cotidiano. Fiquei viciada! Em pouco tempo cheguei no episódio atual (da época) e logo passei a esperar, ansiosamente o próximo.

Depois foi a vez de Grey’s Anatomy, Hart of Dixie (RIP :’( ), Scorpion… Quase sempre adiciono uma série nova na minha grade – quatro, cinco seriados por season… – Mais até do que eu consigo dar conta! Tanto que hoje minha grade tem 52 séries! Não sei se esse número é a conta do mentiroso (ainda bem que não é múltiplo de 7 – por favor, me dêem credito na piada) ou de uma descontrolada. De toda forma, eis que chegamos aqui!

A verdade é que após esses anos e tantas séries depois, esse é um lado meio difícil de se largar. As séries, da forma que vejo, funcionam quase como um amigo querido a quem a gente se apega e torce muito pra ele nunca ir embora. Talvez, seja mais do que isso, seja todo um círculo de amizade, um círculo de convívio, onde você aprende a amar e/ou odiar cada serzinho que tá ali. Vai construindo uma relação e fica difícil de dizer adeus.

(Reprodução/ABC)
(Reprodução/ABC)

Os seriados tem esse poder de nos fazer rir, chorar, se apaixonar, e até viver um pouco uma realidade diferente da nossa. Quem nunca quis umas dicas de moda de Queen B.? Que fã de Grey’s Anatomy não começa a se achar um pouco médico depois de umas temporadas? Quantas vezes você não desvendou primeiro o crime e ficou gritando para aquele detetive da sua série policial preferida te ouvir? Quem nunca quis bater aquele papo reto com um personagem que precisa acordar pra vida?

A verdade é que nossas histórias acabam se encontrando com as dos personagens de que mais gostamos e passamos a viver um pouco do que está ali. Contando os segundos para o próximo acontecimento, propagando suas histórias, torcendo e vibrando a cada episódio, a cada temporada. Como diz Lisbela, no filme dirigido por Guel Arraes adaptado da obra de Osman Lins:

“Eu adoro essa parte, a luz vai se apagando devagarzinho, o mundo lá fora vai se apagando devagarzinho. Os olhos d’a gente vão se abrindo. Daqui a pouco a gente não vai nem mais lembrar que tá aqui. […]A gente vai conhecer um monte de pessoas novas, um monte de problemas que a gente não pode resolver, que só eles podem. Vamos ver como e quando.”

O nosso bate-papo, no entanto, não vai se limitar às séries, aqui falamos de tudo: filmes, livros, músicas e tudo mais que nos der na telha! É um ambiente nosso e que está só começando! Então, comentem, perguntem, sugiram temas e vamos juntos curtir esse Papo Seriado!

Espero vocês para o nosso Ep. 02, 😉

XOXO.

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Larissa Ramos
Larissa Ramos
Bacharela em Direito, advogada e concurseira, apaixonada por séries, filmes, livros e música. Sonha com a chance de viver como atriz e se derrete com histórias de amor. Seu grande ícone é Audrey Hepburn.

10 COMENTÁRIOS

  1. Recomendo o seriado/filme “Cenas de um casamento”, de Ingmar Bergman. Foi um seriado que me abriu os olhos para a perspectiva do que um relacionamento entre duas pessoas é de verdade. É bastante denso e a atriz Liv Ullmann atua de forma primordial.

  2. Curiosa essa relação que temos com seriados/filmes. Acho que a depender da temática que o entretenimento aborda a gente abre até a cabeça pra compreender situações que nunca vivemos e aprendemos a respeitar diferenças. Acredito muito no seriado como coadjuvante na desmistificação social de tabus e torço para que a cada dia mais pessoas possam se maravilhar!

    Lembro-me muito de FRIENDS, um seriado antigo e que, apesar da época, cumpriu maravilhosamente esse papel! Vou me referir especificamente a um evento: Maternidade. No seriado, as 3 personagens principais foram mães e viveram o sentimento com o mesmo amor! Uma personagem passou pela maternidade a partir de barriga de aluguel, mostrando que não há nenhum problema com a infertilidade. A outra engravidou sendo solteira, ajudando a derrubando a ideia de que ‘temos que casar’ para sermos família. E, por fim, uma que engravidou apenas para ‘servir’ como barriga de aluguel. Um seriado de 1994 trazendo tantas mensagens em sua temática que fica difícil você selecionar apenas uma!

    Enfim, você já ganhou uma seguidora assídua da coluna! 😀
    Sucesso!

    • Sim, compactuo integralmente dessa ideia de seriados (assim como filmes, livros…) como desmistificadores. Já refleti sobre muita opinião minha graças a esses meios.
      Friends, acredito, é uma das grandes obras no que diz respeito a seriados. Até hoje tem uma legião de fãs e continua nos trazendo mensagens! Esse ponto de Phoebe, Rachel e Monica é realmente extremamente relevante e que eu nem tinha parado pra ver dessa forma! Quem sabe não vira assunto de uma próxima coluna?!

      Um filme que me fez pensar muito sobre opinião foi The Life of David Gale! é genial! Recomendo!

      Muito obrigada pela torcida, ficarei feliz de te ver aqui sempre!!! :*

  3. Só eu li a citação da Lisbela com o nosso sotaque carregado e gostoso que ela tem?! Hahahahaha’

    Adorei Lariii, acompanharei !! o/

    • hahahah Claro que não, Lisbela sem sotaque não é lisbela!!! Fico muito feliz por você ter gostado e mais ainda pelo feedback! :*

  4. Filha, amo a forma que você escreve, fiquei até com vontade de assistir uma dessas séries que você sempre me indicou e eu sempre resisti. Rsrsrsrsrsrsrsr
    Já estou torcendo pelo próximo. Parabéns!

    • HAHAHAHA Obrigada, mãe! Já já faço uma lista de umas pra tu começares! 😉
      Provavelmente na segunda tá no ar o próximo! :*

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