Início Cinema Os melhores filmes de terror e suspense de 2016

Os melhores filmes de terror e suspense de 2016

Listamos os sete melhores filmes de terror e suspense que foram lançados nos cinemas durante o ano de 2016. Confira!

Melhores filmes de terror e suspense de 2016 (Foto: reprodução)
Melhores filmes de terror e suspense de 2016 (Foto: reprodução)

Medo, aflição, choque. O suspense e o terror mexem com o sistema nervoso de qualquer pessoa utilizando de imagens e recursos narrativos que manipulam a mente a ponto de fazê-la relembrar daquelas cenas horripilantes ou que incomodam durante algumas horas ou quem sabe até por dias. Seja explorando fobias ou fatos reais, os suspenses e filmes de terror tem seu público fiel nos cinemas e nos lares, através das mídias físicas e digitais.

A diversidade de temas que podem ser explorados por esses gêneros cinematográficos rende boas listas e é inegável que 2016 foi um ano de grandes produções. Desde espíritos assustadores a humanos de mentes perversas, listamos os melhores filmes de terror e suspense lançados nos cinemas brasileiros durante este ano e comentamos cada um deles.

Confira a lista abaixo e divirta-se.

Boa Noite, Mamãe (“Ich seh, Ich seh”, 2014)

Boa Noite, Mamãe (Divulgação/Playarte Pictures)
Boa Noite, Mamãe (Divulgação/Playarte Pictures)

O agitado e curioso trailer de Boa Noite, Mamãe lançado meses antes do filme chegar aos cinemas somados a grande repercussão após sua exibição em festivais de cinema pelo mundo movimentaram os cinéfilos e fãs de filmes de terror. Aqui, deixa-se de lado as criaturas sobrenaturais e foca-se na relação entre irmãos gêmeos e a mãe que acabara de voltar de um procedimento de cirurgia plástica. Os garotos de nove ou dez anos despertam uma curiosidade peculiar ao desconfiar que aquela mulher que retorna cheia de bandagens cobrindo a cara talvez não seja sua mãe. Daí pra frente, uma trama de descobertas e muita perversidade se desenvolve até o clímax se encontrar com o desfecho desta história.

“Os diretores fazem de Boa Noite, Mamãe um autêntico terror psicológico numa vibe que remete ao filme ‘Os Outros’ (The Others, 2001) mas usando como pilar a capacidade de provocar a consciência diante da violência e do sadismo causado pela incerteza, e pela perturbação espiritual”Paulo Cavalcante, em sua crítica de “Boa Noite, Mamãe”.

A Bruxa (The Witch, 2015)

A Bruxa (Divulgação/Universal Pictures)
A Bruxa (Divulgação/Universal Pictures)

Vencedor do prêmio de Melhor Direção em 2015 no Festival Internacional de Cinema de Sundance, o longa A Bruxa se destaca pelo seu visual deslumbrante, fazendo uso de uma fotografia impecável e de recursos narrativos pouco vistos no cinema, como a utilização do inglês arcaico como idioma principal do filme.

O filme conta a história de uma família de religiosos que se mudam por terem sido acusados de cometer pecados irredimíveis. Em sua nova casa, vêem sua fé abalada quando o pequeno Samuel some misteriosamente e leva ao desencadeamento de estranhos acontecimentos.  Brigas de casal, uma filha indesejada, a situação de pauperismo e uma ovelha negra (o animal de fato) fazem tudo ficar dramaticamente mais complexo.

“Fazer de um conto popular um memorável filme de terror é o que torna A Bruxa tão bem recebido pela crítica. Cenário, figurino de época e expressões antigas associados a um roteiro que retrata uma família simples no qual tem a religião como força motora são todas as características de um clássico conto inglês. Depois de um terror bizarro e incomum, ao fim do filme, nos fazemos a seguinte pergunta: não quem, mas o que é A Bruxa?”Wilson Netto, em sua crítica de “A Bruxa”.

Invasão Zumbi (Train to Busan, 2016)

Invazão Zumbi (Divulgação/Paris Filmes)
Invazão Zumbi (Divulgação/Paris Filmes)

O coreano “Train to Busan”, foi agraciado no Brasil com o título Invasão Zumbi – obviamente na tentativa de melhor vender o filme para o público com o apelo da temática zumbi, que se popularizou com a chegada da série The Walking Dead, há seis anos. Atitude desesperada e talvez desnecessária quando se tem uma boa trama, que vem sendo bastante elogiada pelo mundo, com direito a críticos afirmando que o filme conseguiu fazer uma trama de “invasão zumbi” da melhor forma possível, e inalcançável nesses seis anos da série anteriormente citada.

A trama traz um trem de alta velocidade com destino à cidade de Busan, ao mesmo tempo que um vírus que transforma as pessoas em zumbis, se espalha. Embora a cidade consiga com sucesso se defender da epidemia, a população terá de lutar pela sobrevivência quando começar o ataque dos zumbis.

“Perseguição zumbi. Você me diria que é a história mais batida do cinema, especialmente nos dias em que os mortos vivos fazem sucesso até na TV. Mas, contra todas as probabilidades, os coreanos conseguiram fazer um dos melhores filmes de terror do ano. Train to Busan consegue inovar dentro da caixa, traz personagens muito bem estruturados, uma equipe de coadjuvantes que funcionam muito bem com a trama e um drama muito bem dosado no meio de toda ação. O filme não se prende ao terror e consegue emocionar, faz uma narrativa que faça sentido e traz reflexões sobre o homem e a sociedade pós-moderna. Faz o coração acelerar de nervosismo, consegue aplicar alguns sustos e em meio a tudo isso é capaz de roubar algumas lágrimas. Sem dúvidas um dos destaques deste ano” – opinião do leitor Klaus Roger, @klausdashian.

Invocação do Mal 2 (The Conjuring 2, 2016)

Invocação do Mal 2 (Reprodução/Warner Bros.)
Invocação do Mal 2 (Reprodução/Warner Bros.)

O caso do demônio de Enfield ganhou vida nas telonas através de Invocação do Mal 2, continuação da franquia de filmes de terror criada pelo cineasta James Wan baseada nos registros dos demonólogos Ed e Lorraine Warren. Se o filme provoca e assusta, os créditos finais vão mexer com você ao mostrar fotos reais das cenas de exorcismo e possessão demoníaca comparadas às cenas do filme.

“A ambientação de ‘Invocação do Mal 2’ reproduz a arquitetura antiquada de Londres e cheia de requinte numa cenografia tão bem construída quanto no primeiro filme que permite que a câmera seja os olhos do espectador ao percorrer por cada cômodo, quebrando as paredes numa técnica de direção conhecida como travelling. Somos apresentados ao demônio que faz a personagem possuída percorrer por toda a casa numa mistura de sonambulismo e teletransporte, e a direção de câmeras acerta o ponto mostrando esses acontecimentos da melhor forma possível. Cheio de mensagens ocultas, James Wan permite com “Invocação do Mal 2” algumas reflexões – o espírito abandonado que perambula entre nós com forte base no espiritismo; a personificação dos demônio e a demonização de contos populares e o clímax no enfrentamento dos medos e a prova que o pior deve estar infiltrado naquilo que conseguimos ver”Paulo Cavalcante, em sua crítica de “Invocação do Mal 2”.

Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane, 2016)

Rua Cloverfield, 10 (Reprodução/Paramount Pictures)
Rua Cloverfield, 10 (Reprodução/Paramount Pictures)

Embora tenha um nome parecido, Rua Cloverfield, 10 é bastante diferente do filme de 2008 de Matt Reeves. Aqui, J. J. Abrams (“Star Trek”, “Lost”) desenvolve um thriller de aprisionamento que, em grande parte, deixa de lado o ataque de um monstro como em “Cloverfield: Monstro” para focar no drama dos personagens e suas motivações.

O longa gira em torno de Michelle, que sofre um acidente de carro e acorda no bunker do velho Howard, que diz a ter salvo de um ataque químico que deixou o mundo inabitável, motivo pelo qual eles devem permanecer protegidos no local. Desconfiada, ela tenta descobrir um jeito de se libertar sob o risco de descobrir uma verdade mais perigosa do que seguir trancafiada no bunker. No elenco, Mary Elizabeth Winstead faz jus a sua interpretação da Michelle enquanto John Goodman caminha entre o sarcasmo, a perversidade e o ar esquizofrênico de Howard. John Gallagher Jr. torna Emmett um personagem carismático cujo personagem surpreende num dos momentos de virada da trama. Leia nossa crítica.

O Homem nas Trevas (Don’t Breathe, 2016)

O Homem nas Trevas (Reprodução/Sony Pictures)
O Homem nas Trevas (Reprodução/Sony Pictures)

Com um grande domínio das cenas de tensão, o cineasta uruguaio Fede Alvarez transforma O Homem nas Trevas num dos filmes mais tensos do ano. A trama traz três jovens que sempre escapam de seus roubos minuciosamente planejados. Porém, seu último crime – um ataque à casa de um homem cego – sai completamente fora do planejado. Presos no local, eles precisam lutar por suas vidas contra um psicopata cheio de segredos com habilidades suficientes para sobreviver e atacar na escuridão.

A inversão de valores – a vítima que se torna bandido e os bandidos que se tornam vítimas – provoca uma reflexão por parte do espectador e torna o roteiro original. O Homem nas Trevas conta ainda com a produção de Sam Raimi, que trabalhou junto a Alvarez em “A Morte do Demônio”.

Quando as Luzes se Apagam (Lights Out, 2016)

Quando as Luzes se Apagam (Reprodução/Warner Bros.)
Quando as Luzes se Apagam (Reprodução/Warner Bros.)

Pra quem já conhecia o curta-metragem Lights Out, o anúncio de que a produção se tornaria um longa assustou muita gente – será que fariam mais uma daquelas adaptações meia-boca de filmes de terror? Quem pensou assim só estava enganado. David S. Sandberg, ampliou a trama do seu curta e desenvolveu a sua origem, tendo uma força do cineasta James Wan, já experiente no gênero de terror com os sucessos “Invocação do Mal” e “Jogos Mortais”. Pra quem tem medo do escuro, Quando as Luzes se Apagam pode ser tenebroso; já pra quem é fã de um bom terror, esse filme é um prato cheio de diversão (e sustos).

Quando as Luzes se Apagam conta a história de uma família que convive com um espírito que aparece sempre no escuro e tem uma forte ligação com a matriarca (Maria Bello), fazendo com que os filhos sofram com esse tormento. O elenco parece ter sido escolhido a dedo para compor o time que dá vida aos personagens da trama – somos presentados com uma forte e marcante interpretação de Maria Bello, além de Alexander DiPersia, que surge como um jovem descolado e romântico que parece ser descartável, mas que acaba sendo um elemento chave para o desfecho do filme.

“O longa acertou ao matar a curiosidade do público que já conhecia o curta Lights Out ao contar de forma convincente a história do espírito que permeia os 81 minutos de Quando as Luzes se Apagam. E está aí outro ponto positivo do filme – não se alongar muito evitou uma história arrastada e fez com que a produção de David S. Sandberg se tornasse ágil e sem enrolação. (…) O longa tem seus trunfos, trazendo sempre algumas surpresas capazes de deixar o público alerta para os próximos acontecimentos e tentando montar as peças do quebra-cabeça, elementos imprescindíveis para todos os filmes de sucesso do gênero”Paulo Cavalcante, em sua crítica de “Quando as Luzes se Apagam”.

E pra você, quais foram os melhores filmes de terror e suspense de 2016?

- Publicidade -
Paulo Cavalcante
Paulo Cavalcantehttp://www.cafedeideias.com
Professor, atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema, aprecia a sétima arte e a dramaturgia para as diferentes telas.

4 COMENTÁRIOS

  1. O filme sul-coreano O Lamento, foi uma falha gritante fora dessa lista!Não é só o melhor terror do ano de 2016 c/ um dos melhores da década!!!

  2. Não poderiam abrir a lista com outro título! “Boa Noite, mamãe” é, sem dúvidas o melhor da lista. É muito consistente, completo, técnica e artisticamente. Parabéns pela publicação.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Últimas do site


Mais lidas