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Papo Seriado – Ep. 07 – Séries da Moda

As imposições sociais para que gostemos do que todos gostam também existem para as "Séries da Moda". Um desabafo que precisa ser feito.

Chape
#ForçaChape

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Cá estamos nós, no mesmo batcanal, mais uma semana! Gostaria de pedir, desde já, desculpas por não ter postado na última quinta. A verdade é que eu só consigo escrever aqui, pra vocês, com o coração e, por motivos óbvios, meu coração só tinha uma assunto: #ForçaChape. Até cheguei a escrever sobre uma postagem sobre o Verdão do Oeste mas acabei achando melhor ficar quietinha e esperar que o aperto no peito, que tomou conta de todo mundo, aliviasse um pouquinho. E, hoje, resolvi ir exatamente por esse lado e abrir meu coração para vocês contando uma coisa que poucos sabem: séries da moda me dão medo.

Tá, Lari (olha a 3ª pessoa aí de novo), mas como alguém pode ter fobia de séries da moda?! Então, séries da moda são aquelas que todo mundo vê e (quase) todo mundo ama.

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(Reprodução/HBO)
(Reprodução/HBO)

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Arriscaria dizer, inclusive, que Game of Thrones dispara na frente nessa lista (aqui a Vanity Fair concorda comigo). E, vejam só, (tandandandan) eu não consigo gostar de GoT (desculpem, amigos). Sempre fui mais favorável às histórias de amor, de amizade, de príncipes disfarçados (haha /beijosBela). Coisas que, de algum modo, fossem me deixar mais feliz, me fizessem fugir da realidade por 40 minutos ou apenas me deixassem com aquele “ar de suspiro”.

Quando 99,9% dos meus amigos começaram a me dizer que eu tinha que ver GoT eu já fiquei nervosa. Um monte de coisa da infância voltou à tona e eu acho que até já posso ter criado um bloqueio ali mesmo. Logo quando entrei no Ensino Fundamental II, em 2003, começaram as primeiras festinhas de aniversário das pessoas da sala. Todo mundo era chamado, até eu, e eu sofria. Nossa, como eu sofria! Em casa, minha mãe ouvia Chico Buarque, Toquinho, Vinicius, Caetano, Gil… Eu, no máximo, ouvia Sandy e Jr e Chiquititas, mas quando comecei a ir para as festinhas… Todos os meus amigos ouviam Furacão 2000, Linkin Park e CPM22. Eu, honestamente, não fazia ideia do que eram essas últimas… Tipo… “É de comer?!

Lembro, também, que lá no colégio, em maio, tinha um festival cultural e os meninos da minha turma iam tocar (tandandandan) adivinhem o quê?! LP e CPM! (NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!) Nossa, consigo lembrar como se fosse hoje o frio na espinha que me deu. Todo mundo conhecia, todo mundo amava, todo mundo sabia todas as letras – menos eu. Lembro de baixar as músicas (pela internet discada) e ouvir só elas até a apresentação deles para que, enfim, eu me sentisse parte do grupo. Ser a única que não gostava/ouvia aquelas coisas me deixava preocupada com a hipótese de ser a “esquisitona” e acabar isolada de todo mundo.

(Imagem retirada do Google)
(Foto: Reprodução)

E, aqui, volto às “séries da moda” que, por muitas vezes, fizeram com que eu me sentisse mais ou menos do mesmo jeito – me lembrando muito da Larissa de 11 anos e muito medo. Quase como se o fato de não gostar dessas séries fosse um atestado de exclusão (ou seria crucificação?) social, sabe? Hoje, depois de 10 episódios da primeira temporada que eu me forcei a ver, preciso confessar a vocês de alma lavada: amigos, GoT não é minha praia, mas fico muito feliz que vocês continuem assistindo e, sempre que quiserem, podem vir no meu pvt falar sobre, só entendam que eu não consigo gostar, belê? E também não vou curtir Breaking Bad e mais outras tantas que eu tentei (e muito!) gostar pelos outros. Elas simplesmente não são o meu estilo.

Mas o lado bom de tudo isso é que eu, finalmente, entendi a lógica da coisa. Eu não gostar de algumas séries é normal, e se vocês não gostarem de tudo que eu, por ventura, venha a indicar aqui, tá tudo bem também. Porque, no fim, eu acho que uma das coisas mais bonitas que a idade nos traz é exatamente o entendimento de que as pessoas que gostam da gente, vão gostar independentemente de nós gostarmos ou não das mesmas coisas. Sempre haverá quem goste e quem não goste do mesmo que nós. Mas isso, na verdade, é o bonito da vida ( e de todo o leque de séries que existe)! Já imaginaram se todo mundo só gostasse das mesmas séries?! Seria tão sem graça… E o mais importante: quem nos ama, lembrem sempre, o faz por sermos exatamente quem somos, com ou sem séries da moda, com ou sem séries esquisitas.

Ps.: Posso confessar que, até hoje, uma das poucas músicas que eu reconheço logo pelos primeiros acordes da introdução é “Um minuto para o fim do mundo”? hahaa

É isso, agora me falem vocês sobre as séries que todos gostam menos vocês! Prometo que não levo para o pessoal! 😉

Nos vemos no nosso próximo papo!

Xoxo

#ForçaChape

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Larissa Ramos
Larissa Ramos
Bacharela em Direito, advogada e concurseira, apaixonada por séries, filmes, livros e música. Sonha com a chance de viver como atriz e se derrete com histórias de amor. Seu grande ícone é Audrey Hepburn.
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