Papo Seriado – Ep. 14 – Reais papéis

Em tempos em que o mundo passou a se tornar cada vez mais polarizado, o que os famoso fazem reflete diretamente nas mudanças sociais.

Reais papéis
Reais papéis

Passados os eventos da formatura sou toda e completamente de vocês e do nosso Papo Seriado de novo! E, depois da festa, a gente começa a se preocupar com o futuro, com o que nos espera e com o que devemos esperar dele. Minha intenção, ao entrar no curso de Direito, foi conseguir fazer a diferença no mundo e isso me trouxe para a postagem de hoje. No Papo Seriado Ep.01 chegamos a discutir o papel dos seriados e filmes na transformação da nossa sociedade, sobretudo no que concerne à inclusão das minorias. Hoje gostaria de chamar atenção para aquilo que se sobressai ao que vemos nas telas: os atores e seus reais papéis.

Em geral, quando vemos um filme/série acabamos nos encantando por algum(ns) ator(es)/atriz(es), passamos a acompanhar um pouco de suas vidas e nos interessamos por outro eventuais filmes e séries que virão. Mas na sociedade em que estamos, em que tudo vem mudando tão rapidamente e as pessoas passaram a se posicionar mais, vocês já pararam para pensar se as ideias daqueles atores/atrizes te representam? Se ele se posiciona e faz sua diferença no mundo? São questionamentos que valem ser feitos.(Acervo pessoal)

Desde que vi pela primeira vez Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo, no Brasil), me apaixonei por Audrey Hepburn! Comecei a ver tudo que aparecia sobre ela e até tenho quadros, box’s e dois livros sobre Hepburn. Esses livros me fizeram admirá-la ainda mais! Audrey não foi uma princesinha bonita do cinema, ela foi mulher, mãe e embaixatriz da Unicef. Abriu mão de cuidar de si (Audrey viria a falecer de câncer) para cuidar dos mais necessitados na África.  Mostrou ao mundo que com toda a sua fama mundial ela ainda tinha mais a oferecer. O papel mais bonito dela não foi nas telonas, nem foi ganhar EGOT, mas foi como embaixatriz da Unicef.

(Campanha Save The Day/Imagem retirada do Google)
(Campanha Save The Day/Imagem retirada do Google)

Com as recentes eleições americanas, Trump x Hillary, muitos famoso começaram a se posicionar politicamente (obviamente não vou me posicionar aqui, muito embora pelo retrospecto da coluna, vocês já devam ter noção do meu posicionamento). Depois das eleições, nas marchas das mulheres, em campanhas pelas minorias, os atores, atrizes, cantores, cantoras, enfim, os famosos começaram a se posicionar mais, inclusive, criando a campanha “Save The Day”. A própria Meryl Streep fez um discurso lindo sobre os imigrantes no Globo de Ouro que vocês podem ver aqui.

Aqui no Brasil, no entanto, vejo movimentos ainda mais retraídos. Temos, obviamente,

(Reprodução/Globo)
(Reprodução/Globo)

atores e atrizes que fazem campanhas pesadas (seja Pró-Moro ou Pró-Democracia), mas ainda não são como as campanhas que os famosos de fora fazem. O fato é que, ao que me parece, talvez por causa da nossa jovem democracia, assuntos mais sensíveis, como as próprias minorias – sejam negros, mulheres, pessoas com deficiências, homossexuais… –  parecem que ainda estão começando a ser inseridos no nosso contexto político-social. Seriados americanos falavam de homossexualidade há anos, por aqui, em pleno 2016 a Tradicional Família Brasileira ainda se choca com um beijo gay.

E essa postagem, amigos leitores, é para que entendamos o nosso papel e o daqueles que admiramos enquanto cidadãos do mundo. Para que, enfim, enxerguemos que somos (e temos que ser) modificadores dessa sociedade retrógrada e patriarcal que ainda consegue olhar de canto de olho alguém que precisa de ajuda, que bate nas pessoas que apenas exercem o direito de amar e não entendem que o respeito, sim, é o nosso maior dever.

Pensem nisso!

Vejo vocês no nosso 15º Papo seriado! Vamos debutar!!!

Xoxo.

4 COMENTÁRIOS

  1. Pra mim esse texto podia ter mais uns 30 parágrafos, esse é um tema que a gente precisa ficar falando sempre, de novo e de novo. Pra mim alguém que tá sempre na mídia e que não se posiciona a favor de movimentos como os que você citou ou é contra eles ou não tá usando a exposição e o trabalho deles pra fazer algo de bom, ainda mais se a gente parar pra pensar na influência que o que é dito por pessoas como estas pode ter pra quem admira o trabalho delas e tal.

    • Que coisa mais maravilhosa! Quem sabe no próximo eu não faço uns 40 parágrafos? HAHAHAHAA Brincadeira.
      Acho também, quando você tem certa projeção, isso é quase uma obrigação… É bem o que Mia Thermopolis (Diário da Princesa) fala no discurso dela aqui

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