Crítica: Aliados

Com um roteiro envolvente, Aliados revisita o clima de guerra dos anos 40 numa trama de espionagem com altas doses de romance.

Brad Pitt e Marion Cotillard em cena de "Aliados" (Reprodução/Paramount Pictures)
Brad Pitt e Marion Cotillard em cena de “Aliados” (Reprodução/Paramount Pictures)

Com a direção de Robert Zemeckis, a expectativa em torno de Aliados (“Allied”) cresceu desde o início da sua campanha de divulgação no ano passado. O cineasta é a mente por trás de filmes grandiosos como “Forrest Gump” e “Náufrago” e conseguiu reunir duas estrelas do cinema Hollywoodiano – Brad Pitt e a francesa vencedora do Oscar, Marion Cotillard.

A trama de “Aliados” é um romance em meio a guerra e deixa de lado a ação explorada nos trailers e spots do longa. Somos apresentados a Marianne Beausejour (Marion Cotillard) e Max Vatan (Brad Pitt), que são unidos e forçados a torna-se um casal de aparências para executar uma missão em Casablanca, no Marrocos. Após sobreviverem a perigosa missão, os dois se apaixonam, casam-se e vão viver juntos. O que Max não esperava era receber um chamado de seu superior avisando que possivelmente sua esposa é uma espiã e claro, uma traidora. O amor de Max fala mais forte e antes que ele seja obrigado a executar Marianne, embarcará numa jornada em busca de respostas e provas de que sua mulher não é aquilo que estão falando.

Indicado ao Oscar de Melhor Figurino, o longa traz nas vestimentas o design que completa a ambientação característica dos anos 40 em pleno domínio nazista. Aliados explora em seu roteiro um clima noir típico do cinema policial que eclodiu na década de 40 em Hollywood. As poucas sequências de ação são bem aproveitadas, ainda que o filme todo se desenvolva com base no romantismo existente entre os personagens. O roteiro de Steven Knight consegue imergir o espectador na trama aos poucos, permitindo que se encontre na dúvida quanto ao desenrolar da trama mas que ao mesmo tempo tenha todos os pontos em mãos para que sejam conectados até o encontro do desfecho.

Zemeckis em sua direção trabalha bem com a expectativa – os enquadramentos estratégicos da câmera fomentam a curiosidade do espectador por mais detalhes, como na cena em que Guy Sangster aparece com apenas um lado do rosto a mostra (posteriormente revelando as marcas do lado oposto) ou mesmo quando Max entra na joalheria e somos deixados do lado de fora juntos à Marianne sem saber o que se passava lá dentro.

Unindo o carisma e a boa química entre Brad Pitt e Marion Cotillard com o saudosismo do cinema Holywoodiano, Aliados traz um thriller que prende qualquer cinéfilo à trama do começo ao fim; cria expectativas em torno de um desfecho que, ainda que seja clichê, faz o romantismo prevalecer diante das dificuldades, com personagens que colocam o amor acima de qualquer coisa, ainda que tal sentimento mude completamente suas vidas.

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