Crítica: O Poderoso Chefinho

Em "O Poderoso Chefinho", a chegada de um bebê com cara de fofinho mas com alma de mafioso na família causa ciúme no pequeno do Tim.

O Poderoso Chefinho (Reprodução/Dreamworks)
O Poderoso Chefinho (Reprodução/Dreamworks)

As animações estão cada vez mais em alta no mercado cinematográfico. Desde os filmes protagonizados por animais aos clássicos da Disney, ou mesmo os filmes de heróis, cada história tem ganhado seu espaço nas telonas sendo exibido no formato de animação. Com tanta diversidade de histórias e personagens, a Dreamworks apresenta O Poderoso Chefinho (“Baby Boss”) – com um bebê bonitinho e carismático, mas que amedronta quando fala e executa suas ações. Mais do que isso, o filme do mesmo estúdio de “Shrek” e “Kung Fu Panda” busca retratar as relações interpessoais e como elas começam desde a infância, dentro da própria família.

Em O Poderoso Chefinho conhecemos Tim, um garoto tranquilo e amado pelos pais. Filho único, recebe dos seus genitores todo o carinho que lhe é necessário. Ele não sente a falta de um irmão para lhe fazer companhia – até responde negativamente quando os pais perguntam se ele quer um. Mas para sua surpresa, seu irmão já está caminho e chega em casa de uma forma surpreendente – é um bebê que desce do carro de uma empresa, caminhando de terno e gravata e até toca a campainha. Os pais apresentam o novo membro da família a Tim, que é o único que desconfia que há algo de errado com o pequenino e decidir investigar.

O roteiro adaptado por Michael McCullers do livro de Marla Frazee faz um filme não só para crianças, mas também para adultos. Uma prova disso é a linha que explica como os bebês são produzidos através de um sistema seletivo que remete a uma indústria onde os perfeitos ganham um lar e aqueles que divergem dos padrões que a sociedade exige são separados e passam a trabalhar numa empresa de bebês, a Baby Corp. Por outro lado, Tim explica que os pais o contaram que os bebês eram feitos de outra forma e cochicha no ouvido do poderoso chefinho – deixando claro para os espectadores adultos que ele realmente sabe como a coisa acontece.

A reviravolta da trama ao contar as reais motivações do Baby Boss é uma saída inteligente e rende tanto momentos engraçados quanto emocionantes; porém, cutuca a “onça com vara curta” ao tratar animais domésticos como vilões, ainda que de forma discreta e contornável ao longo da história.

Com direção de Tom McGrath (“Madagascar”), O Poderoso Chefinho tem um design de personagens elogiável – impossível não achar o Baby Boss fofinho, principalmente nas imagens de divulgação – além de apresentar numa animação caprichada uma interessante história de relacionamento familiar, mostrando que onde há amor, há espaço para todos.

Por: Paulo Cavalcante

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui