Papo Seriado – Ep. 16 – Survivors Virtuais

Hoje a coluna é especial por trazer para o nosso papo dois grandes amigos que tem muito para contar sobre Survivors Virtuais. É o sonho se tornando real!

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Larissa Ramos
Larissa Ramos
Bacharela em Direito, advogada e concurseira, apaixonada por séries, filmes, livros e música. Sonha com a chance de viver como atriz e se derrete com histórias de amor. Seu grande ícone é Audrey Hepburn.

Survivors Virtuais
Survivors Virtuais

Meu povo tão amado! Que saudade de conversar com vocês por aqui! Esses últimos dias foram tão corridos que eu nem sei – e nem foi só o carnaval. Talvez por isso, tenha decidido que a coluna de hoje seria bem especial, afinal, tantas e tantas vezes já falei aqui sobre os lugares/pessoas que fazem com que nos sintamos bem e, para isso, nosso papo hoje vai ser diferente e vamos conversar, com duas pessoas super especiais para mim sobre Survivor! Mas não aquele reality com mais temporadas que Doctor Who mas sobre os virtuais, aqueles que possibilitam que sintamos um pouco do que é estar nessa competição. Então, sem mais papo introdutório, vamos saber sobre esses Survivors Virtuais!

Para quem, assim como eu, não é familiarizado com o Survivor, eu conto um pouquinho do que é. Survivor é um reality show exibido nos EUA desde 2000 e que já conta com 34 temporadas. A ideia original surgiu no Reino Unido, em 1992, mas foi com a exibição americana, pela CBS, que o programa virou fenômeno tendo, inclusive, quatro temporadas gravadas no Brasil. Aqui em terras tupiniquins, inclusive, chegamos a ter nossa própria versão, o programa “No Limite”, exibido pela Rede Globo.

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Dito isto, explico um pouco a vocês do que são esses Survivors Virtuais, aqui, representados pelas duas maiores franquias, Survivor VD, grupo que possui 1.931 membros no Facebook, e Survivor TW  com 1.142 membros. Eles são jogos virtuais que reproduzem bem a ideia do Survivor real. As provas são feitas no computador ou são provas de vídeo e foto, já que não tem como ter provas físicas, exceto uma ou outra de resistência que dê pra ser gravada em vídeo.

De toda forma, por mais que eu já tenha jogado algumas 6 vezes, acho que tenho amigos mais gabaritados para falar do jogo. Então, sem mais delongas, meus convidados para o nosso papo de hoje: Vinícius D’Ávila, moderador do VD e José Augusto Prates, aka Zeam, Moderador do TW, que já nos trouxe um boa explicação: “Jogos virtuais no modelo de Survivor já existiam no Orkut em alguns formatos que ainda existem até hoje, como o fake (onde um jogador representa um personagem) ou fast (jogo rápido, que acontece em uma noite geralmente). Mas, com o passar do tempo, alguns jogos começaram a evoluir, na qualidade das artes, das provas e, com isso, o compromisso dos jogadores com a competição passou a ser proporcionalmente cobrado”, explica.

Além disso, ele ainda acrescentou sobre como tudo começou para ele. “O Survivor TW, que

(Grupo Survivor TW)
(Grupo Survivor TW)

hoje sou o responsável, foi criado e moderado inicialmente por Walfrit Schreiner, vencedor da segunda edição do Survivor VD. Ou seja, é uma franquia mais nova, mas é tão tradicional quanto o VD, mas com um diferencial de twists que mudam a dinâmica da competição, mas sem perder a essência de Survivor”, conta. Ele falou ainda que entrou no projeto na 5ª edição do reality virtual, que atualmente já ultrapassa a 13ª edição – da qual fui vencedora – e que terminou no último dia 22 de fevereiro. Para Zeam, a temporada em que ele entrou  “trouxe novos ares e um diferencial nas artes e modelo de jogo que hoje é seguido pela maioria das franquias de jogos virtuais”.

(Grupo Survivor VD)
(Grupo Survivor VD)

A ideia, de acordo com Dávs, surgiu do excesso de criatividade dele, aliado as críticas que ele tinha do Survivor real e “para pôr em prática tudo que eu tinha de ideia assistindo”. Obviamente, com todo o avanço no acesso às tecnologias que tivemos nos últimos anos, as coisas evoluíram e “7 anos atrás, quando foi criado, o mundo parecia maior e as coisas mais distantes. Primeiro pela minha idade, segundo que as relações eram menos intensas, tanto pelas restrições de celular/internet e da dificuldade de se viajar. Então eu via mais como uma proposta de passatempo em que o jogo se encerraria com a eliminação das pessoas. Hoje passou a ser uma grande comunidade que vive em um mundo paralelo onde as relações são bem mais fortes já que a distância é minimizada cada vez mais pela tecnologia”, como ele disse. Mas não é só isso! De acordo com Zeam, “O jogos evoluíram com o tempo e aquela relação entre os participantes ocasionada por uma simples aliança, por exemplo, acarretava um contato maior entre os participantes onde o surgimento da amizade era algo inevitável, e a distância física entre os jogadores era apenas um obstáculo, que era facilmente superado com o uso de plataformas de comunicação, como skype, whatsapp, facechat e até o saudoso messenger.”

E se vocês tão começando a achar que é tudo muito simples, tão bem enganados. Todos os que querem participar (o que eu super recomendo a vocês) não apenas precisam se inscrever, como também passam por uma seleção criteriosa! Não acreditam?! Então cheguem mais aqui, e ouçam o que Vinícius tem a dizer: “Da minha parte eu sempre avalio os seguintes critérios: Idade (quanto mais velhos, melhor), relações prévias, prioridade para novatos, tempo que a pessoa tenta jogar, interesse da pessoa, perfil interessante e diversidade. Sem contar a temática que escolhemos que as vezes limita a escolha.”

Pois é, cada temporada do Survivor tem uma locação diferente, e no Survivor virtual é exatamente assim! Mais que isso, a cada temporada, a cada novo lugar, se faz uma pesquisa minuciosa sobre a localidade, sobre a cultura, a história e tudo isso compõe o jogo. Cada temporada oferece para os que jogam, para os que acompanham e, claro, para os que moderam, mais uma bela bagagem cultural de lugares que, muitas vezes, você não pararia pra ir estudar. Então, acreditem, não é “só um jogo”, tem trabalho – e muito! – pra uma edição ir ao ar…

Mas se você ainda é do time que continua achando isso tudo uma besteira, ainda temos mais para você… a verdade é que esses jogos, além de trazerem um pouquinho do Survivor para o mundo real, são capazes de transformar as pessoas. Como bem me explicou Zeam, “algumas pessoas mudam após esta experiência social. E arrisco a dizer também, que mudam para melhor. Alguns problemas sociais como a timidez e dificuldade de se expressar são facilmente superados se o jogador entra com tudo na competição. E isso ocorre por uma forma meio que obrigatória do participante ter que socializar. Pessoas que antes tinham dificuldade no relacionamento com terceiros, acabam superando este problema inicialmente, pelo menos no meio virtual. Já tivemos alguns casos com pessoas com problemas sociais, diagnosticados ou não, agradecerem a oportunidade de competir e assim melhorar seu convívio social.”

Mais do que isso, nas palavras de Vinícius: “Acho que por mais que alguns discordem, é um grupo de pessoas mais tolerante. De certa forma a maioria se sente mais livre não só na internet, mas dentro do grupo. Não que somos isentos de preconceitos, mas somos mais abertos a desconstruí-los. Então isso contribui para estabelecer ligação e criar laços”  ou, ainda, como disse Zeam: “Os jogos também são uma espécie de fuga da realidade, se um participante está passando por uma fase difícil da sua vida, esse mundinho virtual, com todas as suas características e incluo os defeitos nisso, são como uma válvula de escape para estas pessoas. E é claro como forma de entretenimento, alguns já consideram esses jogos uma forma de hobbie.”

Mas, claro, esse trabalho árduo também pode se considerar recompensado, não pode, meninos? “A parte mais legal de se moderar é a aproximação com pessoas de todos os lugares, antes só do Brasil, mas hoje com pessoas de diversas partes do mundo, já que temos participantes que residem em outros países, e essa troca cultural é benéfica para os jogadores e para os moderadores, que são aquele ombro amigo, que escuta os problemas, vontades, desejos na competição e, com essa aproximação, a troca de experiência de vida. Moderar é gratificante. Trabalhoso, mas gratificante. O carinho e a gratidão recebida por alguns jogadores e vermos que somos responsáveis pelo surgimento de amizades e até namoros, nos traz uma felicidade imensurável.” Ou, de forma mais suscita como Vinícius expôs sobre moderar: “É muito bom, você tem uma outra visão do jogo, acompanha tudo bem de perto. Pode se aproximar cada temporada de pessoas novas. Explorar ideias.”

Como eu sempre fui parcial e sempre falei com vocês do coração, em todos os episódios que tivemos até aqui, queria terminar a coluna de hoje exatamente assim, falando da minha experiência nesse “mundo dos jogos”. jampaQuando entrei nos jogos, em 2011, não tinha muita noção do que viria ou do que seria aquilo. Jamais imaginei que faria amigos ou que encontraria tantos ombros a minha disposição quando precisasse. A verdade é que quando se entra nesse meio, você ganha uma nova família e uma rede imensa de amigos em todo o mundo. São pessoas que mesmo estando longe estão sempre com você para o que você precisar. Mais do que isso: quando se está jogando, conhecendo gente e tudo mais, você recebe tanta coisa bonita, lê tanta coisa bacana – que faz falta nos dias de hoje – que você acaba querendo sempre mais. Não só do jogo ou da competição, mas de toda a bagagem que vem com ele. E, assim, aprendendo a amar as diferenças e os diferentes, aprendendo a amar outras culturas, aprendendo que o amigo mais presente nem sempre é aquele que tá coladinho com você e, principalmente, nele se aprende a amar e (re)amar tantas e tantas vezes.

(Arquivos Pessoais)
(Arquivos Pessoais)

Espero que vocês tenham gostado da coluna de hoje e se algum de vocês se interessou minimamente por isso, eu já tou imensamente feliz!

Vejo vocês no nosso próximo papo!

Xoxo.

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