CCXP Tour – Painel e coletiva de imprensa da Netflix

    Painel da Netflix levou a CCXP Tour Nordeste os astros de Sense8, Punho de Ferro, 13 Reasons Why e da série nacional 3%.

    Miguel Angel Silvestre, da série Sense8, no painel da Netflix (Divulgação/Assessoria de Imprensa CCXP Tour)

    O painel mais concorrido de toda a CCXP Tour, sem dúvidas, foi o da Netflix. Os fãs das séries originais do serviço de streaming se aglomeraram nas filas ao amanhecer do dia e embaixo de um sol escaldante, os portões foram abertos antecipadamente para que o público pudesse se dirigir para o Auditório Twitch, onde o painel seria realizado a tarde. Milhares de pessoas ficaram de fora e os que conseguiram entrar puderam sentir-se privilegiados por ver de perto os astros dos shows que são hits do momento e ainda por poderem ver material exclusivo.

    O painel abriu com a presença de Vaneza Oliveira e Rodolfo Valente, astros da série brasileira 3%, recebidos aos gritos e aplausos da plateia. A produção é a série de língua não inglesa mais assistida nos EUA, segundo a Netflix.  A emoção de Vaneza foi demonstrada em suas primeiras palavras após subir ao palco. “Eu estou tremendo aqui, é a nossa segunda Comic Con, mas a tensão é a mesma”, disse a atriz.

    Vaneza Oliveira e Rodolfo Valente, da série 3% na CCXP Tour (Divulgação/Assessoria de Imprensa CCXP Tour)
    Vaneza Oliveira e Rodolfo Valente, da série 3% na CCXP Tour (Divulgação/Assessoria de Imprensa CCXP Tour)

    O intérprete do Rafael aproveitou para falar sobre a receptividade e a repercussão internacional da série. “Eu fico muito feliz que nosso trabalho está chegando a tanta gente, que nossa cultura está sendo mostrada, nossa língua, que é tão pouco conhecida mundo afora”, contou Rodolfo Valente.

    Em coletiva de imprensa realizada horas antes do painel, os atores foram perguntados sobre o que fez o público internacional se interessar e gostar tanto de 3%Eu acho que isso se deve ao fato de que a série trata de um tema universal, a meritocracia”, afirmou Vaneza. “Tudo o que é visto na série faz parte do nosso cotidiano, do que a gente vê nas ruas”, complementou Rodolfo Valente.

    Vaneza Oliveira também comentou o tema de Joana, “A Mulher do Fim do Mundo”, afirmando que a escolha da canção interpretada por Elza Soares não foi à toa, já que a personagem é mulher, negra e empoderada, um perfil semelhante ao da cantora.

    Logo depois foi a vez do Miguel Angel Silvestre subir ao palco para falar sobre Sense8, produção de Lana e Lilly Wachovski – as criadoras da trilogia “Matrix” – e J. Michael Straczynski, criador de “Babylon 5”. Na coletiva de imprensa, o intérprete de Lito disse que já conhecia o Recife e elogiou a beleza de Fernando de Noronha. “Amo a parte histórica da cidade e acho Fernando de Noronha um lugar belíssimo. Queria muito voltar para cá e, quando estamos fazendo turnês de divulgação, o Brasil é sempre minha primeira escolha”, revelou o ator. Segundo ele, a Netflix não queria mandá-lo para a CCXP Tour por não ter material novo para divulgar. “No último minuto, conseguimos algumas cenas”, contou.

    O painel apresentou 3 minutos da nova temporada de “Sense8”, exclusivos para o público presente na CCXP Tour. Logo em seguida, Miguel entrou cantando “What’s Up” do 4 Non Blondes, que faz parte da trilha do seriado. “É um prazer em estar aqui com vocês, eu vejo o Brasil como minha casa”, falou logo em seguida.

    Miguel Angel Silvestre na CCXP Tour (Divulgação/Assessoria de Imprensa CCXP Tour)

    O ator gravou junto com o resto do elenco uma cena na parada gay. Esta cena foi exibida na íntegra para os espectadores do painel na CCXP Tour, na presença de Miguel Angel Silvestre, que também não tinha visto as imagens ainda. “Eu tinha uma estratégia antes de gravar a cena, mas, diante de tanta gente, a perdi completamente. A experiência foi incrível. Eu tenho muito orgulho dessa cena, eu espero que encoraje muita gente”, comentou logo após a exibição. Na coletiva de imprensa, o intérprete do Lito já havia falado sobre a importância da Parada Gay, onde a cena foi gravada. Eu acho extremamente importante que pessoas tenham a motivação para mostrarem quem realmente são. Fazer Lito ser um personagem assim me deixa muito motivado”, contou o ator.

    Espanhol, o ator contou que se inspira no escritor Frederico García Lorca, que teria sido assassinado durante a Guerra Espanhola por sua orientação sexual, para compor seu personagem. “Quando o amor vem de dentro, nós não podemos mudar. A natureza de alguém não pode ser mudada, eu não julgo a chuva, o ar, nem a natureza de ninguém. Tenho admiração pelas pessoas que respeitam sua própria essência”, afirmou Miguel Angel Silvestre.

    Num momento de descontração, o Miguel Angel Silvestre foi perguntado sobre qual personagem de uma série da Netflix ele gostaria de interpretar. “Eu gostaria de fazer o papel do Kevin Spacey em House of Cards, mas eu não tenho como fazê-lo, o que Kevin faz na série é um trabalho genial e eu não estou no nível dele”, disse.

    A terceira parte do painel recebeu os atores Brandon Flynn, Alisha Boe e Christian Navarro, que são respectivamente os intérpretes do Justin, Jessica e Tony, na nova série da Netflix, 13 Reasons Why. A euforia do público quando o elenco da produção entrou no palco prova que duas semanas após a estreia no serviço de streaming foi o suficiente para reunir uma legião de fãs e de pessoas que se sentiram tocadas de alguma forma com a trama. “13 Reasons Why” acompanha Clay Jensen (Dylan Minnette), um adolescente que recebe uma caixa com fitas de áudio gravadas por Hannah Baker (Katherine Langford), antiga paixão de escola que cometeu suicídio duas semanas antes, após ser vítima de bullying e abusos.

    “Estamos muito felizes com o alcance porque trata de um assunto universal [o bullying], que deve ser espalhado. O ensino médio pode ser um período muito solitário e a série nos conscientiza sobre a forma que estamos tratando os outros”, afirmou Alisha. “Você acaba repensando o que fez no passado e fica mais aberto para ouvir os outros”, completou Christian.

    Elenco de 13 Reasons Why no painel da Netflix (Divulgação/Assessoria de Imprensa CCXP Tour)
    Elenco de 13 Reasons Why no painel da Netflix (Divulgação/Assessoria de Imprensa CCXP Tour)

    Na coletiva de imprensa, o cast de “13 Reasons Why” falou sobre a preparação de elenco – eles viveram juntos num apartamento durante os seis meses de gravações, o que ajudou a estreitar os laços e a passar esse sentimento para os personagens. Eles contaram ainda que durante todo o período de gravação, eles foram acompanhados por psicólogos e terapeutas.

    Emocionado, Brandon contou que já sofreu bullying na escola quando era gordinho e não gostava de praticar esportes, e demonstrou sua felicidade ao saber que as linhas de prevenção ao suicídio tiveram um aumento de ligações após a estreia da série. “São pessoas que não se sentem seguros e estão pedindo ajuda por causa da nossa série. Todos nós devemos nos sentir amados, cada um aqui importa”, disse o ator no painel realizado no auditório Twitch da CCXP Tour.

    Por fim, Finn Jones e Tom Pelphrey, o Daniel Rand e o Ward Meachum de Punho de Ferro, entraram no palco para falar sobre a série. Disponível desde a primeira quinzena de março para os mais de 190 países onde a Netflix atua, a série baseada nos quadrinhos da Marvel integra um universo televisivo formado ainda por “Demolidor”, “Jessica Jones” e “Luke Cage”.

    Tom Pelphrey aproveitou para agradecer pela oportunidade de participar da CCXP Tour: “é muito bom poder estar numa sala com pessoas que são a razão do que a gente faz todo dia”.

    Astros de Punho de Ferro em painel no Auditório Twitch (Divulgação/Assessoria de Imprensa CCXP Tour)

    Os atores contaram que conheceram a trama dos quadrinhos mas, para construir os personagens, resolveram seguir o caminho explorado pelo roteiro. Na ocasião, o intérprete de Daniel Rand falou sobre os rumos do personagem em “Defensores”, série que irá reunir as quatro séries do universo da Marvel na Netflix e cuja gravação se encerrou há menos de um mês. “Ele termina a primeira temporada se sentindo culpado e agora quer se firmar, tomar a responsabilidade de forma mais séria. Ele é um menino que virou homem, identificou a escuridão, mas está perseguindo a luz, tentando se descobrir”, revelou Finn.

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