CCXP Tour – Painel do terror nacional ‘O Rastro’

    Painel do terror nacional O Rastro na CCXP Tour teve cena exclusiva do filme e fofocas de bastidores contadas por Rafael Cardoso, Alice Wegmann e equipe.

    Painel do terror brasileiro “O Rastro” (Divulgação/CCXP Tour)

    O terceiro dia da CCXP Tour foi um dos melhores em conteúdo relacionado aos painéis do auditório Twitch. Uma das atrações do penúltimo dia do evento foi a co-produção da MGM, Imagem Filmes e Lupa Filmes – o terror nacional O Rastro. O painel contou a presença de Alice Wegmann e Rafael Cardoso, além do diretor J. C. Feyer, da produtora Malu Miranda e do roteirista André Pereira.

    Com estreia marcada para 18 de maio, o longa conta a história de um funcionário do serviço público de saúde, personagem de Rafael Cardoso, que participará da ação de transferência de 43 pacientes de um hospital que será fechado. Porém, uma das pacientes some e o rapaz estará disposto a fazer de tudo para a encontrar. Na trama, Alice Wegmann irá interpretar uma ajudante do médico na busca pela garota desaparecida.

    “A gente resolveu se encontrar para fazer um filme de terror, do tipo ‘O Iluminado’, com algo mais brasileiro”, conta o diretor do projeto, que nasceu há oito anos. “Fomos atrás do que temos de pior no Brasil, que no caso é a saúde pública, e fizemos um filme bem pensado em cima desse tema. É um drama-político-denúncia-terror”, revelou.

    Alice Wegmann e a produtora Malu Miranda no painel de O Rastro (Divulgação/CCXP Tour)

    As gravações ocorreram durante 33 dias na Beneficência Portuguesa, hospital público carioca que passa por desativação assim como o da trama de “O Rastro”. No painel, a produtora disse que a notícia do fechamento do hospital que serviria como locação para o filme chegou durante as negociações entre ela e um responsável pelo local. “A gente começou a viver o filme ainda na produção porque ele estava fechando na vida real, na nossa cara, tinha uma vibração nesse local, realmente assustador”, contou a produtora.

    Uma parte do hospital já estava desativada há algum tempo, e sem cuidado algum, virou o cenário ideal para um filme de terror. “Acabamos recriando o roteiro pensando nos andares, são cinco, as coisas vão ficando mais sinistras conforme vai subindo”, falou o roteirista André Pereira. Segundo os convidados do painel, o local estava infestado de ratos e pombos; Malu Miranda ainda disse que o hospital estava caindo aos pedaços, o que preocupava a produção quanto a segurança do ator Rafael Cardoso, que era o único que tinha de ficar sem um capacete durante as gravações no local.

    Rafael Cardoso em painel no auditório Twitch (Divulgação/CCXP Tour)

    Outro assunto que foi discutido foi sobre a presença de forças sobrenaturais no lugar. Rafael contou que, mesmo quem não acredite em espíritos ou não tenha nenhuma religião, sente algo diferente e passa a rever suas crenças quando entra no hospital abandonado. “Em uma cena específica, a porta de repente abriu sozinha, bem devagar, e eu segui a cena. Eu acho que muita coisa aconteceu ali naquele hospital, por ser de vida e morte, então aquela energia estava ali”, disse.

    Antes de ver uma cena exclusiva do filme junto com o público presente no painel, a produtora aproveitou para pedir que o público valorize o cinema nacional, vá ao cinema conferir o filme e caso goste, não deixe de fazer a propaganda boca a boca. Malu comentou que o público costuma a desvalorizar o cinema nacional e dar preferência a produções internacionais, sendo que há ótimas produções sendo rodadas no país e com grande apreço do público e crítica em festivais e exibições fora do Brasil. E ver O Rastro nas telonas é uma boa oportunidade não só para valorizar o cinema brasileiro, mas também para dar relevância a um gênero tão esquecido pelo mercado audiovisual nacional como é o terror.

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