Crítica: Paixão Obsessiva

Embora apresente uma trama cheia de clichês e que lembra muito as telenovelas, Paixão Obsessiva traz um thriller intenso e que deixa o público apreensivo pelo desfecho das personagens.

Rosario Dawson e Katherine Heigl em cena de Paixão Obsessiva (Reprodição/Warner Bros.)
Rosario Dawson e Katherine Heigl em cena de Paixão Obsessiva (Reprodição/Warner Bros.)

Quando a Warner Bros. começou a divulgar os primeiros trailers de Paixão Obsessiva, as primeiras impressões eram de que este filme dirigido pela estreante Denise Di Novi lembraria muito as telenovelas, trazendo uma briga de gato e rato entre vilã e mocinha. E é basicamente isso – o longa traz todos os clichês que um clássico folhetim pode oferecer, numa trama em que a vilã não consegue esquecer o ex-marido e não supera a separação, jogando toda a culpa por sua derrota amorosa na nova namorada do rapaz, uma moça que passou por maus bocados e que tenta seguir novos caminhos, mas acaba sofrendo com os contra-tempos causados pela obsessiva e vingativa antagonista.

Em Paixão Obsessiva, o casamento de David (Geoff Stults) e Tessa (Katherine Heigl) chega ao fim. Enquanto eles dividem a guarda da filha, o rapaz segue sua vida e conhece Julia (Rosario Dawson), com quem começa a se relacionar. Julia esconde do noivo um tormento do seu passado – ela foi vítima de abuso pelo ex-marido. Já Tessa não consegue superar a separação. Ao descobrir que David está com Julia e que ela tem conquistado cada vez mais a filha do antigo casal, Tessa fará de tudo para acabar com esse relacionamento e ter seu ex-marido de volta, mesmo que pra isso tenha que fazer um jogo sujo e violento.

Katherine Heigl (“Grey’s Anatomy”, “Ligeiramente Grávidos”) apresenta uma atuação segura para sua primeira vilã, uma mulher rica e fina que demonstra ser forte e tenta esconder sua fraqueza através dos seus atos vilanescos. Tessa é uma vilã raiz, e Heigl entrega uma antagonista caricata como pede o roteiro de Christina Hodson. Já Rosario Dawson (“Demolidor”) tem uma química incrível com Geoff Stults (“Reunion”, “7th Heaven”), o que faz o público acreditar no casal e torcer a favor. Cheryl Ladd, que interpreta a mãe de Tessa, surge para mostrar a quem a filha herdou sua personalidade. Ladd aparece com um visual que remete as vilãs das novelas mexicanas, com maquiagem excessiva, roupas luxuosas e cabelos bem penteados e cheios de laquê. Já a pequena Isabella Rice traz uma Lilly fofa, que faz qualquer um gostar dela facilmente.

Embora cheio de clichês, isso não faz de Paixão Obsessiva uma obra ruim. Pelo contrário – o filme é um thriller intenso e que constrói uma atmosfera de suspense já nos primeiros minutos, deixando o espectador apreensivo pelo desfecho do começo ao fim.

Por: Paulo Cavalcante

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