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Papo Seriado – Ep. 19 – A realidade sobre os Reality Shows

Reality Shows fazem sucesso nas telinhas, mas essa "realidade em exibição" é realmente a verdade exposta diante dos nossos olhos?!

Papo Seriado – Reality Shows

My loves! Cá estamos nós de novo! Há quase 3 dias – apenas – da CCXP Tour: Nordeste (ainda dá tempo de adquirir seu ingresso! Vamos?!) e eu estou extremamente ansiosa! Principalmente por tudo que vem por aí e pelas surpresas que o Café de Ideias vai trazer! Mas hoje, como eu tinha dito, o assunto ainda não é a CCXP, mas os Reality Shows – programas tão presentes atualmente na nossa TV, aberta ou fechada. Let’s go?!

(Imagem retirada do Google)

Inicialmente, reality show, em tradução literal, seria algo tipo Exposição da Realidade, e, de acordo com algumas pesquisas, com links aqui e aqui são baseados no realismo e naturalismo. Quem diria, né?! Além disso, de acordo com o Wikipedia o Brasil já transmitiu – entre versões originais e adaptações – mais de 32 reality shows diferentes – vale lembrar que eu lembro de mais alguns que não estão ali! (!!!!!!!) Eles, inclusive, são dos mais diversos “tipos”, seja estilo big brother, seja estilo Survivor ou, ainda, estilo “O Aprendiz” ou musicais. E é essa apresentação da realidade que eu quero conversar com vocês hoje.

“Poderá parecer inusitado convocarmos um movimento artístico e literário para discutir as influências de género do programa televisivo de realidade mas a verdade é que o Realismo do séc. XIX expressa já aquilo que vai ser uma característica distintiva do reality-show: embora exaustivamente ensaiado, há um um desejo de real, uma quase obsessão em denunciar a realidade social,uma procura funesta da veracidade através de uma narrativa lenta e minuciosa que atende aos detalhes, e que é escrita com uma linguagem cordial, quotidiana – por vezes mesmo vernácula – assente nas emoções e padecimentos do protagonista, contra a imaginação romântica, eis o Realismo de Flaubert, Balzac, Eça de Queiroz ou Machado de Assis escrevendo a crueza real dos factos, fazendo da observação descritiva o dever soberano da literatura.” MATEUS, Samuel

(Reprodução/Lifetime)

Existe um seriado, da Lifetime, que o nome é Unreal (algo do tipo não real) e que mostra as manipulações feitas pelos produtores a fim de que o reality, estilo The Bachelor, aumente a audiência. (Aqui destaco que foi indicação de Ricardo Lourenço, especialmente para a coluna, obrigada, Rich!) O seriado é fantástico, sobretudo por mostrar uma realidade crua, com cena de suicídio de uma das participantes, face toda a manipulação que ela vinha sofrendo. É pesado, é triste, mas não será real?!

E aí eu comecei a refletir sobre os realitys que nós assistimos, quantas e quantas vezes alguém não comenta sobre um de música: “Fulano cantava muito melhor, mas a voz de Beltrano era mais comercial”? Mas a gente quer que ganhe quem a gente acha melhor ou quem vende mais? A vitória daquele “mais comercial”, não seria uma “manipulação”? E além disso, quantos aqui nunca desconfiaram daquelas votações via sms/internet/telefone?

Mas o mais importante: enquanto eu refletia sobre os reality shows, e minhas redes sociais pipocavam de comentários sobre o #BBB17, comecei a me perguntar o que significa exatamente essa realidade que nos é apresentada. Porque ou tudo o que acontece ali é real e nós temos um experimento sociológico que mostra nossa sociedade de forma crua – o que me deixa um tanto quanto descontente com o rumo que as coisas estão tomando – ou o que nos é mostrado é retrato do que os produtores acham que as pessoas querem ver/comprar – e me deixa tão preocupada quanto.

É aquele negócio que eu já bati na tecla aqui tantas e tantas vezes, a gente tá numa geração que se indigna mais, mas também que tem mais poder se juntar e, ainda que apenas pela internet, transformar uma realidade. Qual a realidade que você busca? Em qual das versões você acredita? Quando você senta e lê sobre o que aconteceu no BBB17 ou quando você assiste é aquilo que você quer na vida em sociedade? Porque o fato é que ou alguém gosta do que vê, ou alguém acha que aquilo vai vender. De uma forma ou de outra, os shows, por mais criticados que sejam – e pelos mais diversos motivos – nos mostram a realidade – mesmo quando criados pelos produtores. É essa exposição que você quer ver? É essa que você vai comprar?!

Enquanto vocês pensam e me respondem eu vou planejando aqui nosso próximo papo e as surpresas da CCXP!

Xoxo.

Ps.: Essa coluna foi escrita na sexta, antes dos últimos acontecimentos do #BBB17

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Larissa Ramos
Larissa Ramos
Bacharela em Direito, advogada e concurseira, apaixonada por séries, filmes, livros e música. Sonha com a chance de viver como atriz e se derrete com histórias de amor. Seu grande ícone é Audrey Hepburn.

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