Baywatch (Reprodução/Paramount Pictures)
Baywatch (Reprodução/Paramount Pictures)

Quem viveu a era de ouro da TV na década de 90 certamente conhece “SOS Malibu”, título que ganhou em sua exibição no Brasil pela Rede Globo. Ícones da televisão surgiram ali – desde David Hasselhoff (que já tinha sua carreira firmada por “A Super Máquina/Knight Rider” de 1982) a Pamela Anderson, que exibia seu corpo e principalmente seus seios avantajados nos closes das câmeras. Agora, a mente de Seth Gordon promete resgatar, desta vez nas telonas, os casos que embalaram a série dos anos 90 por dez anos em Baywatch.

A trama pode parecer, logo no início, mais um besteirol americano, mas Baywatch tem uma boa história pra contar. O filme traz Mitch Buchannon (Dwayne Johnson), um salva-vidas responsável e orgulhoso dos resultados provenientes do esforço em seu trabalho. Um evento anual para a entrada de novos salva-vidas para a equipe está prestes a acontecer quando chega Matt Brody (Zac Efron), um problemático ex-atleta da natação. Enquanto os dois tentam se acertar, eles descobrem uma conspiração criminosa que pode ameaçar o futuro da baía.

Misturando tráfico de drogas e corrupção, a história até que se desenvolve bem em meio ao exagerado apelo cômico utilizando um caráter sexual – percebido durante todo o filme com as câmeras lentas e no foco em seios, bundas, órgãos sexuais e corpos malhados. Se isso já funcionou há alguns anos em produtos como “American Pie”, trazer de volta esse tipo de comédia, ainda que em tempos de politicamente correto, pode ser válido.

As cenas de ação são bem dirigidas e empolgam o espectador, surgindo no momento certo para dar suporte a trama. A atuação de The Rock/Dwayne Johnson começa fraca mas ascende com a chegada de Zac Efron, cujo personagem é bem desenvolvido e faz uma boa dupla com The Rock. Jon Bass (Ronnie) e Kelly Rohrbach (C.J. Parker) estão ali para dar suporte ao roteiro em alguns momentos, mas suas aparições empolgam e o contraste entre os dois atores e seus personagens deixam tudo mais divertido.

Embora não tenha trazido de volta o estilo que a original SOS Malibu consagrou, Baywatch funciona como uma comédia empolgante, cheia de ação e traz de volta ícones dos anos 90 (Pamela Anderson e  David Hasselhoff) para alegrar e emocionar os fãs mais saudosos.

REVIEW GERAL
Baywatch: SOS Malibu (Baywatch, 2017, EUA)
COMPARTILHAR
Artigo anterior‘Misfits’ ganhará remake americano pelo canal de ‘Shadowhunters’
Próximo artigoAs 10 séries mais assistidas na Netflix
Paulo Cavalcante

Químico por formação e blogger, aprecia a sétima arte e a dramaturgia para as telinhas. Atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here