Papo Seriado – S.02 – Ep. 01 – Depressão: o que precisamos saber?

Para iniciar a Segunda Temporada do Papo Seriado vamos falar desse assunto tão importante mas ainda tão pouco discutido: Depressão, o mal do século!

Papo Seriado – Depressão

Helloooo my people tão amado! Como dizem por aí… “I’m back bitches!” Tanto tempo sem aparecer por aqui e que saudade de vocês! Às vezes, a gente precisa se distanciar um pouco para se reaproximar, melhorar e crescer! E foi exatamente o quesito melhorar que eu escolhi para o nosso papo de hoje – o primeiro da nossa segunda temporada – ou melhor, a esperança de melhora. Porque hoje vamos falar sobre depressão! Lésgou?!

Esse tempo em que passei afastada daqui, estava cuidando de mim. Entrei em depressão quase sem notar e, a cada dia, parecia que o buraco era ainda mais profundo e sair era cada vez mais difícil. Porque a depressão é assim, ela mexe com você em todos os aspectos. Falar com as pessoas se tornou algo impossível, ver gente era uma tortura, sair de casa era um sacrifício e a “luz no fim do túnel” parecia que não ia chegar. O pior de tudo: você para de se reconhecer.

No entanto, eu tive muita sorte durante esse período. Tenho ao meu lado pessoas sensíveis e bem esclarecidas, sobretudo minha mãe, que souberam identificar o que eu tinha e, ainda que a contragosto meu, me levar ao médico e à terapia. Além da depressão, também fui diagnosticada com Transtorno de Ansiedade. Não aquela ansiedadezinha que todo mundo tem – e que é necessária e nos ajuda muito na vida, mas aquela que cria obstáculos e, mais ainda, nos impede de sermos nós mesmos.

O grande problema que vejo diz respeito à falta de informação que (ainda) existe sobre depressão em pleno século XXI. No Brasil existem mais de 11,5 milhões (!!!!) de pessoas com esse problema e cerca de 300 milhões no mundo, de acordo com a OMS. É um número absurdo para uma doença tão pouco compreendida e que (ainda) sofre tanto preconceito – que, vale salientar, só aumenta quando se toma remédios para isso.

(Reprodução/Netflix)

A depressão, há muito, já é considerada o grande mal do Século, como podemos, então, saber tão pouco sobre ela? Isso precisa mudar! As pessoas precisam de ajuda e só com conhecimento e empatia é possível mudar isso. Quando 13 Reasons Why estreou o assunto ganhou pauta nos mais diversos meios. O grande problema é que se falou muito mais sobre se uma cena de suicídio deveria ou não aparecer na série (Cenas e veiculação de notícias relacionadas a suicídio são desestimuladas pela OMS) do que uma explicação sobre a depressão, como buscar ajuda e todos os caminhos que acabam resultando nesse último grito desesperado por socorro. Só que nós precisamos falar disso. É o conhecimento que nos ajuda a transformar a realidade!

Há um tempo, enquanto escrevia esse post encontrei esse vídeo do Cão Negro que explica exatamente aquilo que nem sempre a gente consegue colocar em palavras. Como eu já disse tantas e tantas vezes aqui, é por demais importante que filmes, séries, livros tenham cada vez mais preocupação social, que sejam, de fato, instrumentos transformadores da sociedade.

“Você é mais do que as coisas ruins que aconteceram com você, você é a graça que segue.” Code Black – 2×06

Quando expus pela primeira vez o que aconteceu comigo, tanto para que as pessoas das quais eu “fugi” entendessem, como para alertar (e tentar ajudar) tantas outras, recebi muitas mensagens. A maioria delas nem era falando de mim, mas dos próprios remetentes. Pessoas que muito embora estivessem passando pelo mesmo problema que eu, não tinham o mesmo apoio e base que eu encontrei. E é exatamente por isso que eu estou falando disso aqui – um espaço bem maior que o meu facebook pessoal. Não para me expor ou me colocar numa posição de vulnerabilidade, mas para que as pessoas consigam entender mais sobre o assunto e para que ele seja cada vez mais discutido.

Acredito muito que se a gente fala uma coisa é preciso que a gente mostre com atitudes aquilo que acreditamos, e se eu tenho a sorte de ter esse canal aberto de comunicação aqui… preciso fazer o que aprendi com Mia Thermopolis num dos discursos mais lindos da história dos filmes:

(Reprodução/WaltDinsey)

“[…] Pensei então que se me preocupasse com esses outros 7 bilhões, em vez de pensar só em mim, estaria fazendo um uso muito melhor do meu tempo. E que se eu fosse princesa de Genóvia, os meus pensamentos e os pensamentos de pessoas mais inteligentes do que eu seriam melhor ouvidos e talvez esses pensamentos pudessem ser transformados em atos.”

Quase 5 meses depois do diagnóstico e de eu ter começado a tomar remédio eu já me sinto outra pessoa e até fico feliz por ter passado por tudo isso. Hoje enxergo o quanto essa doença veio para me fazer crescer, melhorar como pessoa e ter mais conhecimento de causa para ajudar outras pessoas e, por isso, eu realmente fico feliz por ter podido ter esse privilégio.

(Imagem retirada do Google)

A verdade é que depressão não escolhe grau de escolaridade, classe social, cor, orientação sexual ou idade. Ela pode atingir qualquer um de nós e, para que possamos melhorar, é preciso que enxerguemos o outro como enxergamos a nós mesmos.

 

Quem quiser conversar sobre o assunto, desabafar, pedir ajudar, estarei aqui sempre disposta a ajudar. O importante é enxergarmos que a depressão nunca vai ser maior do que nós mesmos e há SEMPRE uma luz no fim do túnel. Ela pode demorar, pode ter até um monte de obstáculos até ela, mas ela estará esperando por nós. Podem acreditar!

“ […] Me ensinaram que há uma lição em cada tragédia. E mesmo ao sentir dor… há uma oportunidade de crescer e achar clareza.” Marvel Defenders – 1×08

Pensem sobre isso!

Ah… o nosso papo tá com uma mega novidadeque eu ainda não posso contar, mas que é o motivo da nossa Season 2 começar nesse dia 28.08! Fiquem ligados!

Xoxo.

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