Crítica: Verão 1993

Longa espanhol retrata a vida da pequena Frida, que terá de lidar com o luto após a morte de sua mãe, vítima da AIDS.

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Evie Diane
Evie Diane
Cresceu vendo filmes ao invés de brincar na rua. Fã de ir ao cinema sozinha. Denis Villeneuve, Steve McQueen, Luca Guadagnino, Woody Allen, Christopher Nolan, Olivier Assayas.

Verão 1993 (Divulgação/Avalon)
Verão 1993 (Divulgação/Avalon)

Da cineasta espanhola Carla Simón, o longa Verão 1993 (“Estiu 1993”) narra com excepcional delicadeza um momento marcante na vida da menina Frida, tendo recentemente perdido a mãe para a Aids e tentando se ajustar à uma nova realidade saindo de sua cidade natal, Barcelona, para viver com a família do tio no interior da Catalunha.

Com atuação primorosa, frágil e ao mesmo tempo poderosa, a pequena Laia Artigas emociona e diverte no papel de uma garota aprendendo a lidar com o luto – alternando entre a tristeza e a raiva – e a insegurança que o novo ambiente lhe apresenta. A direção de Carla mantém o telespectador todo o tempo no universo de Frida: vemos o mundo como ela vê.

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Tratando-se de uma época, anos 90, quando as informações sobre a Aids e sua transmissão eram ainda precárias e cercadas de mitos, há momentos em que o preconceito para com a personagem se fazem presentes: mais um fardo que a pequena Frida é obrigada a carregar.

O filme é bastante pessoal, sendo em parte um relato da infância da própria diretora, contando até mesmo com integrantes de sua própria família no elenco. Com exceção de algumas tomadas que se alongam demasiadamente, o filme consegue captar, e transmitir, com sucesso, um recorte muito particular da infância.

Por: Evie Diane, do X Janela Internacional de Cinema do Recife.

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