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Janela de Cinema 2017: representatividade negra domina segundo dia do festival

Programação do primeiro sábado do X Janela Internacional de Cinema ainda trouxe premiado longa de Laurent Cantet e o clássico Aliens - O Resgate.

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Paulo Cavalcante
Paulo Cavalcantehttp://www.cafedeideias.com
Professor, atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema, aprecia a sétima arte e a dramaturgia para as diferentes telas.

Gabriel e a Montanha foi um dos destaques do segundo dia do X Janela Internacional de Cinema do Recife (Foto: Victor Jucá/Cinemascopio)
Gabriel e a Montanha foi um dos destaques do segundo dia do X Janela Internacional de Cinema do Recife (Foto: Victor Jucá/Cinemascopio)

O segundo dia do X Janela Internacional de Cinema do Recife foi de representatividade negra. Da programação, três filmes destacaram a África como cenário de suas tramas. O primeiro deles, Garota Negra (1966) de Ousmane Sembene, contou a vida na senegalesa Diouana (Thérèse Mbissine Dio), que foi contratada para trabalhar na casa de uma família de franceses. Para o seu azar, seus patrões a submetem uma vida análoga a escravidão. O longa soa como uma “direta” ao período em que a Europa escravizava os africanos.

O segundo filme de destaque foi Bush Mama (1979) de Haile Gerima, exibido numa rara projeção em 16mm. O longa é um recorte do período de opressão dos movimentos político-sociais à mulher negra trazendo uma protagonista forte que tenta conseguir um emprego para cuidar dos filhos já que o marido está na cadeia.

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Na Mostra Especial, o longa nacional Gabriel e a Montanha (2017) de Felipe Barbosa surpreende pelo retrato dos africanos sob a visão de carioca rico e ressentido por ter sido recusado por uma das melhores universidades americanas. João Pedro Zappa dá o tom do protagonista neste filme que faz uma adaptação fluida e eficiente de uma história real. O cineasta traz a história de Gabriel, um jovem que aproveita da ocasião de uma pesquisa da universidade para fazer um passeio turístico com imersão de cultural – ele rejeita o posto de turista e faz o possível para se fazer parte da comunidade que está conhecendo. Em breve publicaremos a crítica aqui no site.

O sábado ainda trouxe o longa A Trama (2017) de Laurent Cantet, que chega nos cinemas comerciais em dezembro. No longa, é em pleno verão de La Ciotat, na França que Antoine  aceita um convite para participar de um grupo de escrita, onde alguns jovens têm a tarefa de escrever um romance policial com a ajuda de Olivia, uma famosa romancista. Porém, durante o processo, o texto vai acabar revisitando assuntos antigos da cidade, fazendo com que Antoine perca o interesse, criando uma complicada inimizade com o grupo.

O dia encerrou com a badalada mostra Clássicos do Janela que apresentou Aliens – O Resgate (1986), dando continuidade ao primeiro filme da quadrilogia clássica exibido na 7ª edição do Janela Internacional de Cinema, em 2014.

O X Janela Internacional de Cinema do Recife segue até o domingo, 12 de novembro, no Cinema São Luiz e no Cinema do Museu. Clique aqui para conferir a programação completa.

 

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