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Lari Pelo Mundo – Encontros e despedidas: realidades do intercâmbio…

Com uma semana de Dublin, eu comecei a entender o que é, de fato, um intercâmbio. E não é a mais fácil das realidades. Quer entender?!

O sábado, dia 04.11, em Dublin, já estava programado antes mesmo de eu chegar na ilha. Era o dia em que todos de um dos grupos de intercâmbio do whatsapp iriam para casa de Sara para nossa confraternização. De alguma forma, esse dia foi bem esperado antes mesmo de eu embarcar.

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Só que não foi exatamente assim que o dia começou, muito pelo contrário. Foi a primeira vez que precisei me despedir de um dos meus Roomates. Na verdade, foram 3 de uma só vez, muito embora só Carol estivesse voltando para o Brasil. E acho que comecei a descobrir a parte ruim de estar em hostel, eu só não fazia ideia que doía dessa forma, e olhe que a gente só conviveu uma semana.

Tomamos café todos juntos e, logo depois, cada um começou a tomar seu rumo. Não apenas Carol ia sair do hostel, como dois dos meninos estavam se mudando para a acomodação definitiva. Um deles, o outro pernambucano do quarto – com quem, nem preciso dizer, já senti uma afinidade imediata, né? Quando deu a hora do ônibus, fomos (eu e um dos meninos – o mexicano) levar Carol no ponto, e aí sim foi o pior momento até então.

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De alguma forma, embora aquela pessoa não tenha feito parte da sua vida até um tempo antes, ela agora faz, e a incerteza é complicada. É como quando você tem um amigo que mora no apartamento da frente. Vocês podem até não se ver sempre, mas saber que ele tá se mudando para longe, faz com que aquilo não seja mais tão “palpável”.

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Enquanto nos despedíamos dela – que já estava chorando, o mexicano a abraçou e soltou um: “Have a nice life” (algo como um tenha uma boa vida). Tamanha “insensibilidade” acabou resultando numas risadas que, talvez, até deram uma aliviada no clima apesar de tudo.  Ficamos lá, os dois, dando tchau enquanto o ônibus ia se afastando e uma imensidão de pensamentos começou a invadir minha cabeça, afinal, provavelmente, não seria minha última despedida. Depois disso caminhamos de volta para o hostel sem trocar uma palavra. Era como se Ainda estivéssemos digerindo o momento. O curioso é que ao voltarmos, ele partiu para a acomodação definitiva e eu voltei para o quarto. Agora, com três camas vazias.

A tarde passou rápida e melancólica, talvez até meio reflexiva, e logo encontrei um amigo (pernambucano, haha) para irmos à casa de Sara. D8 era nosso destino (Em Dublin, os bairros são divididos por números, de um lado do rio os ímpares – eu estou no D1 – e do outro os pares), o que basicamente significava que iríamos andar bastante! Como nada num intercâmbio parece ser “suave na nave”, São Pedro ainda nos pregou uma peça e escolheu exatamente esse dia para baixar a temperatura até 2°C! Se em quase toda Dublin isso já é suficientemente frio, quando cruzamos e andamos perto do Rio Liffey o frio aumentou consideravelmente. Casacos, luvas, gorro, cachecol, nada parecia adiantar muito.

 

Quando chegamos lá foi tudo bem melhor, afinal, dentro da casa é sempre tão mais quentinho – exceto, claro, quando alguém chega e aquele vento gelado invade a sala. A noite foi engraçada, mais ou menos como eu havia imaginado. Músicas, risadas, brincadeiras e a sensação de que algo realmente estava começando. Entre conversas e comidas, acabamos todos ficando por lá, parecia cena de filme, cada um dormindo num canto da sala – da poltrona ao tapete. Preciso confessar que quando deu uma da madrugada e eu vi que a sensação já estava negativa, fui lá fora com Sara e fiquei, exatamente como criança, brincando e rindo enquanto congelava. O fato é que enquanto meu corpo sofria com o frio, minha ficha ia caindo quanto à realidade daquilo tudo.

Amanhã tem bem mais!

See you soon,

Xoxo.

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Larissa Ramos
Larissa Ramos
Bacharela em Direito, advogada e concurseira, apaixonada por séries, filmes, livros e música. Sonha com a chance de viver como atriz e se derrete com histórias de amor. Seu grande ícone é Audrey Hepburn.

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